segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sobre o frio I (30/04/2008)-Positivo

Arrepios...

Me lembro dos meus antigos totens.

Envelheço,
Mais devagar que o aconselhável,
Mais rápido que o suportável.

Recordo meus desgastados
( E desastrados)
 Planos de eternização.

Guardo minhas pegadas no bolso,
Esperando pisar em melhor chão,
Que seja macio.

Ainda acredito nisso? Sim. Tenho quem me faça crer que me perdi no tempo, em um lugar deserto de horizonte áspero.

No entanto,
Me perdi...
O que significa que não nasci aqui.
Ainda posso o caminho mudar.
E encontrar um lugar onde
Minhas chances possa apostar,

No que se quer dizer e no que se é
O espaço caindo e se pondo de pé.

Eis o que fez meu viver:
Me provou que é importante saber
Quanto tempo os pulmões aguentam sem ar,
Pra perceber.
Que a fumaça negra nunca é tão densa
A ponto de ocultar

A nobreza do momento em que se pensa,
Sentado num canto, com privacidade,
Ou povoando de encanto
O coletivo canto
Que compensa
O gelado estado
Da cidade.

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