Notívagos,
Por conta da inércia do dia,
Revolucionários,
Mas, por enquanto, só na teoria.
Acídicos ?
Melancólicos?
Macambúzios?
Deprimidos?
Ou apenas descrentes com desconhecidos?
É como achar agulha no palheiro
Encontrar alguém que saiba de algum brasileiro
Que nunca teve que cair primeiro,
Para saber contra quem
(Seja algo ou alguém)
Luta o tempo inteiro.
Uns humanos jejuaram como resistência,
Outros, que não comem,
Enfrentam, sem total ciência,
Uma batalha onde não há clemência.
Guerra contra as fomes,
De alimento, de afeto,
Ou consciência.
Do não saber se manter vivo,
E se ao morrer, se vê sentido.
De ter que brigar por abrigo,
Ou em nome de quem?
Se toda ação carrega reação,
Pra onde olho?
O golpe, de onde vem?
Se o que falo é nulo,
De antemão, já capitulo.
Se existe remédio,
É para qual doença?
A que domina quem faz?
Ou acomete quem pensa...?
Na falta de solução,
Esmigalham dó, comiseração.
Vidas...
Espaços vagos na multidão.
Sonhadores céticos
Em contradição.
Revoltosos,
Revoltados,
Possíveis estopins de insurreição
Mas estáticos,
Apáticos,
Aparentando ter a razão do problema e a salvação,
Mas sem a semente
Que gere a compreensão.
Entre os que sabem o que falam,
Porém não vivem.
E entre os que não sabem que pensam, e por isso se restringem.
Se calam, se fecham,
Inibem.
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sábado, 10 de novembro de 2012
2007-B: "O Kyklos"
Cavalgadas noturnas,
Nada soturnas,
São pouco mais que adolescentes
Apenas contentes,
Entre tantas, mais uma turma.
Todos estão envoltos,
Extrovertidos,soltos,
Vestindo lençóis brancos
Fingindo-se santos
Aos vizinhos assombrados
É a sombra da noite ou um rapaz montado
Que assusta o desavisado?
- Eles são do Circuito!
Grita alguém no intuito
De dar o alarme
O povo em desarme,
Empalidece.
Há um que corre,
Outro faz prece.
Os cobertos,
Incertos, desentendidos,
Desconhecem o ato aturdido,
Do povoado humilhado.
Aquele circuito entrou em curto,
Mal aquele fato,
Tornou-se passado.
Os logo ex-meninos,
- Sádico destino -
Haviam se transformado,
De cavaleiros displicentes,
Nos mais tementes
Assassinos do prado.
A guerra havia chegado e terminado.
O arraial liberto,
Composto de sangue dos antigos escravos,
Ao supor o fito,
Não se viu mais aflito,
Se sentindo aliviado.
Mas os tiranos,
Grandes latifundiários,
Arregimentando mercenários
Pagaram uma fortuna
(Já que sempre abastados)
Pra ver caírem, uma por uma,
As cabeças dos alforriados.
Treze campos sitiados,
Foram os palcos do mórbido brilho,
Daquele martírio,
Tão semelhante ao de Cristo,
Dito como bem quisto,
Mas nunca visto
Como exemplo praticado,
E igualado sim, com o diabo,
Nos atos daqueles homens odiosos e odiados.
Que tiveram ode
(Já que não manda quem está certo, e apenas quem pode)
Ao nascer de uma nação,
Onde fantasmas mereceriam adoração,
Fazendo amarguras no suor de uma secessão.
Estavam no topo,
Mas seu mundo oco,
Como um castelo edificado em alicerce pouco,
Desaba,
O terror acaba.
Alguns entre os cavaleiros,
Percebem, espantados,
Os horrores primeiros.
Razões, guardadas entrementes,
Que mesmo honestamente, ainda inocentes,
Podiam crer que apavoravam,
Cada vez mais a descalçada gente.
Havia ali previsão de futuro,
Branco,
Mas feitor de alvos, impuro.
Se manifestando previamente,
Rente aos impotentes.
Nada soturnas,
São pouco mais que adolescentes
Apenas contentes,
Entre tantas, mais uma turma.
Todos estão envoltos,
Extrovertidos,soltos,
Vestindo lençóis brancos
Fingindo-se santos
Aos vizinhos assombrados
É a sombra da noite ou um rapaz montado
Que assusta o desavisado?
- Eles são do Circuito!
Grita alguém no intuito
De dar o alarme
O povo em desarme,
Empalidece.
Há um que corre,
Outro faz prece.
Os cobertos,
Incertos, desentendidos,
Desconhecem o ato aturdido,
Do povoado humilhado.
Aquele circuito entrou em curto,
Mal aquele fato,
Tornou-se passado.
Os logo ex-meninos,
- Sádico destino -
Haviam se transformado,
De cavaleiros displicentes,
Nos mais tementes
Assassinos do prado.
A guerra havia chegado e terminado.
O arraial liberto,
Composto de sangue dos antigos escravos,
Ao supor o fito,
Não se viu mais aflito,
Se sentindo aliviado.
Mas os tiranos,
Grandes latifundiários,
Arregimentando mercenários
Pagaram uma fortuna
(Já que sempre abastados)
Pra ver caírem, uma por uma,
As cabeças dos alforriados.
Treze campos sitiados,
Foram os palcos do mórbido brilho,
Daquele martírio,
Tão semelhante ao de Cristo,
Dito como bem quisto,
Mas nunca visto
Como exemplo praticado,
E igualado sim, com o diabo,
Nos atos daqueles homens odiosos e odiados.
Que tiveram ode
(Já que não manda quem está certo, e apenas quem pode)
Ao nascer de uma nação,
Onde fantasmas mereceriam adoração,
Fazendo amarguras no suor de uma secessão.
Estavam no topo,
Mas seu mundo oco,
Como um castelo edificado em alicerce pouco,
Desaba,
O terror acaba.
Alguns entre os cavaleiros,
Percebem, espantados,
Os horrores primeiros.
Razões, guardadas entrementes,
Que mesmo honestamente, ainda inocentes,
Podiam crer que apavoravam,
Cada vez mais a descalçada gente.
Havia ali previsão de futuro,
Branco,
Mas feitor de alvos, impuro.
Se manifestando previamente,
Rente aos impotentes.
2007-A: "Tele-Sofia"
Perdidos?
Todos estamos,
Talvez por hoje,
Talvez por anos.
Sou eu ou toda gente?
Que olha uma ilha, miragem
Em estado de natureza,
Mas ainda sem certeza
De ser só um bom selvagem.
Engenharia social
Utópica
Nas estrelas sagradas
Góticas.
Enumerações pecaminosas,
Psicologia intra-venosa,
Psicopatia como um "TAO",
Moralismo irracional.
Mutações polarizadas
Na casta castração real,
De uma casta universal
Em todas as tábulas rasas.
Hiper visualização do irrisório,
De tudo aquilo que é irrisório,
Conservando o falatório,
A filosofia do notório,
No orgulho do contraditório.
De uma ciência salafrária,
Paga, vaga,
Falsamente pagã.
Física vã?
Só você vê
A geometria avarenta em que
Tudo se encaixa:
Teu futuro está dentro de uma caixa,
Esperando comida.
Pressionando botões iguais,
Feitos pra negar a vida.
Apertas o botão da arma,
Obedecendo o carma,
Estando a mira apontada,
Para tudo o que é nada.
Patriota da nação errada,
Terra infértil, abortada.
Vermelho mutante,
Ditador claudicante
Da matilha,
Da manada,
Massa manobrada.
Mas escute, de agora em diante:
Tirano pedante e distante,
Antes dragão,
Agora arfante
Foste domado
Pelo presente do passado
O futuro vigiado,
Deserto ilhado
Em que sou questionado
Sobre o paradeiro e o estado
Sobre um grupo de naufragados
Na ilha de edição
Do mundo globalizado.
Como ficamos?
Perdidos?
Todos estamos,
Talvez por hoje,
Talvez por anos...
Todos estamos,
Talvez por hoje,
Talvez por anos.
Sou eu ou toda gente?
Que olha uma ilha, miragem
Em estado de natureza,
Mas ainda sem certeza
De ser só um bom selvagem.
Engenharia social
Utópica
Nas estrelas sagradas
Góticas.
Enumerações pecaminosas,
Psicologia intra-venosa,
Psicopatia como um "TAO",
Moralismo irracional.
Mutações polarizadas
Na casta castração real,
De uma casta universal
Em todas as tábulas rasas.
Hiper visualização do irrisório,
De tudo aquilo que é irrisório,
Conservando o falatório,
A filosofia do notório,
No orgulho do contraditório.
De uma ciência salafrária,
Paga, vaga,
Falsamente pagã.
Física vã?
Só você vê
A geometria avarenta em que
Tudo se encaixa:
Teu futuro está dentro de uma caixa,
Esperando comida.
Pressionando botões iguais,
Feitos pra negar a vida.
Apertas o botão da arma,
Obedecendo o carma,
Estando a mira apontada,
Para tudo o que é nada.
Patriota da nação errada,
Terra infértil, abortada.
Vermelho mutante,
Ditador claudicante
Da matilha,
Da manada,
Massa manobrada.
Mas escute, de agora em diante:
Tirano pedante e distante,
Antes dragão,
Agora arfante
Foste domado
Pelo presente do passado
O futuro vigiado,
Deserto ilhado
Em que sou questionado
Sobre o paradeiro e o estado
Sobre um grupo de naufragados
Na ilha de edição
Do mundo globalizado.
Como ficamos?
Perdidos?
Todos estamos,
Talvez por hoje,
Talvez por anos...
sábado, 22 de outubro de 2011
Com os botões, entre as pedras
Você sabe,
A cada "oi" nosso, estou sorrindo,
O que fazer com a tensão que escondo ( e que em um só corpo não cabe),
É o que ainda estou decidindo.
Não és pra mim objeto de ontem,
Jornal descartado,
Amassado pelas mãos de outrem,
Mais um dia e seu rubi,
Você sempre com alguém pra estar, amar ou odiar,
E eu aqui
Acrescentando outro nome pra pendurar,
No meu móbile feito das faltas que senti.
Eu a ouvi dizer,
Que não há nenhum tempo pra perder,
Pergunto, com meus dedos entre os botões,
A razão de sempre falhar na procura de conexões,
Apontando sempre pra erradas direções.
O que quer que exista (se existe) para além da gente,
Confirma que eu tentei, quase diariamente,
Tirar meus pensamentos da sua frente,
E o que quer que exista (se existe) para além da gente,
Reconhece que eu anseio,
Entre as lentes,
Te ver sorrindo docemente,
E entredentes,
Te ouvir falando calmamente.
Valiosa,
Sábia treinada,
Calejada pela vida,
Respeitada e respeitosa,
Comovente e comovida.
Não sobrou muito pra atacar,
Me fazendo ser percebido,
Eu,
Perdido,
Vencido e vendido,
Me remeto ao tempo,
Em que acreditava poder ser seu,
Espero que tenha ficado divertido.
Para cada passo de nossa essência conflituosa,
Existe um poema, um filho,
Nascido do ventre de mentes emaranhadas,
Do genoma das vozes sufocadas,
Meu âmago quis pra eles uma morada,
O seu, corajosa e simplesmente,
Pulou o trilho,
Da minha parte, pego o trem,
Duas feridas abertas:
Coração e supercílio.
Minha obsessão,
Gargalhadas no meu caminho,
Crueldade e possessividade,
Deixam cada uma, em meu ser uma impressão:
Péssimas companhias de quem se crê sozinho.
Deve haver algum lugar,
Onde você possa parar,
E todo o tempo do mundo tenha, para que te escute desabafar...
Juro, permanecerei para manter teu segredo inviolado, inteiro,
Se não sendo como eu mesmo,
Que seja na pele de um soldado,
Marinheiro,
Mosqueteiro,
Ou qualquer herói de fábula,
Chamado a esmo e lisonjeiro
Sei que és complicada,
Mas, sendo um observador vivo,
Escolho te ver de outro modo,
Em outra forma de adjetivo:
Educada,
Sofisticada,
Dedicada,
Infelizmente por muitos, (excluindo-me destes)
Subestimada.
Ela segue adiante,
Indo, voltando,
Subindo, descendo,
Ao tudo e ao nada,
Ela não sabe que a estive vendo,
Uma noite,
Um mês antes,
Encantadora e embriagada.
Mas no seu mundo,
Se rechaça qualquer outro mando,
Ela segue adiante,
Sussurrando, Sussurrando...
Não sei se é certo ou equivocado,
Querer saber pra onde fostes depois que cheguei,
Mas, se de todos os crimes do mundo for acusado,
Ficarei satisfeito de não infringir tua lei.
A cada "oi" nosso, estou sorrindo,
O que fazer com a tensão que escondo ( e que em um só corpo não cabe),
É o que ainda estou decidindo.
Não és pra mim objeto de ontem,
Jornal descartado,
Amassado pelas mãos de outrem,
Mais um dia e seu rubi,
Você sempre com alguém pra estar, amar ou odiar,
E eu aqui
Acrescentando outro nome pra pendurar,
No meu móbile feito das faltas que senti.
Eu a ouvi dizer,
Que não há nenhum tempo pra perder,
Pergunto, com meus dedos entre os botões,
A razão de sempre falhar na procura de conexões,
Apontando sempre pra erradas direções.
O que quer que exista (se existe) para além da gente,
Confirma que eu tentei, quase diariamente,
Tirar meus pensamentos da sua frente,
E o que quer que exista (se existe) para além da gente,
Reconhece que eu anseio,
Entre as lentes,
Te ver sorrindo docemente,
E entredentes,
Te ouvir falando calmamente.
Valiosa,
Sábia treinada,
Calejada pela vida,
Respeitada e respeitosa,
Comovente e comovida.
Não sobrou muito pra atacar,
Me fazendo ser percebido,
Eu,
Perdido,
Vencido e vendido,
Me remeto ao tempo,
Em que acreditava poder ser seu,
Espero que tenha ficado divertido.
Para cada passo de nossa essência conflituosa,
Existe um poema, um filho,
Nascido do ventre de mentes emaranhadas,
Do genoma das vozes sufocadas,
Meu âmago quis pra eles uma morada,
O seu, corajosa e simplesmente,
Pulou o trilho,
Da minha parte, pego o trem,
Duas feridas abertas:
Coração e supercílio.
Minha obsessão,
Gargalhadas no meu caminho,
Crueldade e possessividade,
Deixam cada uma, em meu ser uma impressão:
Péssimas companhias de quem se crê sozinho.
Deve haver algum lugar,
Onde você possa parar,
E todo o tempo do mundo tenha, para que te escute desabafar...
Juro, permanecerei para manter teu segredo inviolado, inteiro,
Se não sendo como eu mesmo,
Que seja na pele de um soldado,
Marinheiro,
Mosqueteiro,
Ou qualquer herói de fábula,
Chamado a esmo e lisonjeiro
Sei que és complicada,
Mas, sendo um observador vivo,
Escolho te ver de outro modo,
Em outra forma de adjetivo:
Educada,
Sofisticada,
Dedicada,
Infelizmente por muitos, (excluindo-me destes)
Subestimada.
Ela segue adiante,
Indo, voltando,
Subindo, descendo,
Ao tudo e ao nada,
Ela não sabe que a estive vendo,
Uma noite,
Um mês antes,
Encantadora e embriagada.
Mas no seu mundo,
Se rechaça qualquer outro mando,
Ela segue adiante,
Sussurrando, Sussurrando...
Não sei se é certo ou equivocado,
Querer saber pra onde fostes depois que cheguei,
Mas, se de todos os crimes do mundo for acusado,
Ficarei satisfeito de não infringir tua lei.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Outro Veludo...
Ao nunca,
Que sempre encontrei,
Já brindei
E cumprimentei.
Você fecha a porta,
Nenhuma outra luz verei.
Quem se importará, além de ti,
Com "pra onde irei ?"
Ou "o que farei aqui?"
Ninguém irá lamentar,
Caso eu chore atrás da porta, depois de me ferir.
Aí vou eu,
De Novo,
Trabalhando duro,
Bancando o bobo,
Assim, ainda sem conseguir entender
De que forma perdi em meu próprio jogo.
Como eu me sinto ao ser amado?
Me perguntaram isso pela primeira vez,
Não sei,
Talvez,
Derrotado?
Minto...
Ainda ignoro o amor compartilhado...
O mesmo que continua odiando o próprio corpo,
E tudo que é exigido nesse mundo torto,
Querendo saber completamente,
O que você e seus amigos conversam tão discretamente.
A morte de um filho imaginado?
O amor feito na cena?
Ela me confunde e sorri,
Provocadora e pequena.
Se for ela quem vem agora,
Tenho que olhar onde piso,
Não sei pra onde estou indo,
Mas espero poder ser o paraíso.
Tentarei me sentir como um homem,
Atravessando a maré comprida,
Buscando ser salvo,
Por uma heroína,
Chamada "esposa" e/ou "vida".
Descobri uma razão para continuar minha existência,
Saber que nada,
Na estrada de qualquer essência,
Está livre dos caminhos que cruzamos juntos,
A minha (in)consciência e a sua consistência.
Me finjo de forte,
Seguro uma carruagem na chuva,
Com as mãos cobertas com as luvas,
De outro Hércules encharcado,
Que pendurei, ao lado do meu passado,
Certo ou errado.
Meu futuro nunca chega cedo,
E é isso que me dá medo,
Ele sempre está atrasado.
Desisto de pensar que eu sozinho me refaça,
"Ajude-me em minha fraqueza,
Pois estou caindo fora da graça".
Já que sou como quem todos os dias se apaixona,
E todas as noites se despedaça...
Seria esse um verdadeiro pecado?
Persistindo em seu pálido olhar calado?
Queria um dia perfeito,
Apesar de crer que não sou esperado,
Despossuído desse direito.
Os anos que desperdiço,
Levando como único compromisso,
As almas que posso vender,
Para ver se consigo,
Só correr, correr, correr...
Pegando ao vento,
Sortes e mortes, dizendo-me o que fazer...
Papel que se rasga,
Ator que se desmonta,
Soldado que se quebra,
Todos feitos da madeira,
Que alguma marcha celebra.
O que eu tenho pra escolher,
Alguns sacrifícios fazem ser,
Difícil de esquecer.
Missões cumpridas,
Com pares de palavras enforcadas na corda,
Tornadas água, que escapa e transborda,
Ao contrário do pranto, que ela não verte,
E todo o espanto, que tenho e me inverte.
Quando ela concorda.
Cores diferentes feitas de sono e sonho,
Luz e calores,
Pretos e brancos,
Com os quais componho,
Agora e desde antes,
Meu plano
De inércia brilhante,
Quem ama esse brilho?
Nem todo mundo,
Esse é o (maior) único engano.
Que sempre encontrei,
Já brindei
E cumprimentei.
Você fecha a porta,
Nenhuma outra luz verei.
Quem se importará, além de ti,
Com "pra onde irei ?"
Ou "o que farei aqui?"
Ninguém irá lamentar,
Caso eu chore atrás da porta, depois de me ferir.
Aí vou eu,
De Novo,
Trabalhando duro,
Bancando o bobo,
Assim, ainda sem conseguir entender
De que forma perdi em meu próprio jogo.
Como eu me sinto ao ser amado?
Me perguntaram isso pela primeira vez,
Não sei,
Talvez,
Derrotado?
Minto...
Ainda ignoro o amor compartilhado...
O mesmo que continua odiando o próprio corpo,
E tudo que é exigido nesse mundo torto,
Querendo saber completamente,
O que você e seus amigos conversam tão discretamente.
A morte de um filho imaginado?
O amor feito na cena?
Ela me confunde e sorri,
Provocadora e pequena.
Se for ela quem vem agora,
Tenho que olhar onde piso,
Não sei pra onde estou indo,
Mas espero poder ser o paraíso.
Tentarei me sentir como um homem,
Atravessando a maré comprida,
Buscando ser salvo,
Por uma heroína,
Chamada "esposa" e/ou "vida".
Descobri uma razão para continuar minha existência,
Saber que nada,
Na estrada de qualquer essência,
Está livre dos caminhos que cruzamos juntos,
A minha (in)consciência e a sua consistência.
Me finjo de forte,
Seguro uma carruagem na chuva,
Com as mãos cobertas com as luvas,
De outro Hércules encharcado,
Que pendurei, ao lado do meu passado,
Certo ou errado.
Meu futuro nunca chega cedo,
E é isso que me dá medo,
Ele sempre está atrasado.
Desisto de pensar que eu sozinho me refaça,
"Ajude-me em minha fraqueza,
Pois estou caindo fora da graça".
Já que sou como quem todos os dias se apaixona,
E todas as noites se despedaça...
Seria esse um verdadeiro pecado?
Persistindo em seu pálido olhar calado?
Queria um dia perfeito,
Apesar de crer que não sou esperado,
Despossuído desse direito.
Os anos que desperdiço,
Levando como único compromisso,
As almas que posso vender,
Para ver se consigo,
Só correr, correr, correr...
Pegando ao vento,
Sortes e mortes, dizendo-me o que fazer...
Papel que se rasga,
Ator que se desmonta,
Soldado que se quebra,
Todos feitos da madeira,
Que alguma marcha celebra.
O que eu tenho pra escolher,
Alguns sacrifícios fazem ser,
Difícil de esquecer.
Missões cumpridas,
Com pares de palavras enforcadas na corda,
Tornadas água, que escapa e transborda,
Ao contrário do pranto, que ela não verte,
E todo o espanto, que tenho e me inverte.
Quando ela concorda.
Cores diferentes feitas de sono e sonho,
Luz e calores,
Pretos e brancos,
Com os quais componho,
Agora e desde antes,
Meu plano
De inércia brilhante,
Quem ama esse brilho?
Nem todo mundo,
Esse é o (maior) único engano.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Um certo aeroplano...
Me levou até a tenda de um circo,
(em que tudo é a "simples mente")
Onde pude ver como estás bem desse jeito,
Todo tão pouco que sei de você, respeito.
E podemos ver, aqui, todos os rostos facilmente,
O fato inegável do sonho transparente.
Esse inevitável sentimento
Levado como as folhas, pelo vento.
Olhar dentro dos olhos dela,
Esse é meu intento...
Afável? lamentável?
Não sei direito...
O que eu reconheço ser insustentável,
É manter a negação de que o instante de sua fala
Representa pra mim momento agradável...
E sobre algo assim, alguém igual a mim não se cala!
Você não irá me ver nunca mais? até o fim dos tempos? você tem certeza?
Tu precisas do que agora eu digo:
Se me rejeitar, nem prosseguirei,
Seguindo então, outro dos meus sonhos comuns,
Sendo uno,
Sendo um,
Unido com a onda da correnteza.
Duvidar disso:
Uma prerrogativa que você tem,
Mas se não for por ti, que seja pra mim mesmo o compromisso,
De que será o que farei,
Sendo, com qualquer outro alguém,
O que sempre fui anteriormente:
Omisso...
Para quê mascarar minha tola valentia?
De que quero te entender, o dia todo, todos os dias!?
Nada do que quer está errado,
Só espero que além de do mundo apanhar,
Um dia você o tenha, em suas mãos, apanhado.
Pode parecer que enlouqueci,
Que me perdi,
Desequilibrei-me da razão, do meu centro,
Mas, antes de me amordaçar,
Me deixe essas palavras pronunciar
(lamento):
"Coisas boas podem por ser encontradas por aí,
No ódio do sofrimento."
"Alguns acham legal,
Passeio farto,
Brilho,
Paraíso"
Dos disfarces de sabedoria destes, escapo, fujo, quase em dois me parto,
Sabendo que para tal,
Se for preciso,
Até o inferno deslizo.
Tua alma estará protegida,
Livre desse ópio,
Se encontrar dentro de ti,
Teu amor próprio.
Estarei aqui quando o pior tiver se dado,
Verdades tornadas mentiras,
Flores e alegrias mortas,
Lágrimas caindo no seu peito...
Serei o único te tratando com amizade,
No lugar onde ou você é só,
Ou nem é mesmo convidada.
Hoje, quero ser mais do que sou,
Quero explodir e chorar,
Sendo tão complexo esses atos eu conseguir realizar,
Espero poder ter te feito entender
O que essa vontade pode significar.
Tenho dois espelhos,
Um em cada mão,
Sendo bebidos, maus conselhos,
Meu quarto, minha prisão,
Em minha cabeça, a chave e a fiança:
Tua confiança e consideração.
Não tenho mais nada pra agarrar,
Nunca pude caminhar para o mar...
Mas sou alguém ansiando sua canção cantar...
Ignore se te chamarem de mulher vã,
Tu brilhas como o sol, fazendo a sombra da manhã,
Em que repouso, e ouso, fazer a ti totem de arte nata,
Teu Suor é ouro,
A areia de tua praia, prata,
Óbvio mostrar o motivo pelo qual insisto:
Me fortalece o que não me mata...
Terei feito a chamada pra ti,
Efeito do realizado de repente,
Conheci muita gente aqui,
Mas nenhuma delas é você,
Que me faz querer ouvir sua voz pra dividir,
Minha euforia sem motivo aparente.
Permaneço sendo franco,
Honesto e lento como nunca foi
O Coelho branco.
Realmente me preocupo com você,
O que te desaponta,
Te afronta,
O que conta
O que vê.
Estou liberto e incontido,
Sairei de perto,
Antes que a dama,
(a quem deixarei, quase certo),
Sem encerrar a leitura desses versos,
Tenha partido.
(em que tudo é a "simples mente")
Onde pude ver como estás bem desse jeito,
Todo tão pouco que sei de você, respeito.
E podemos ver, aqui, todos os rostos facilmente,
O fato inegável do sonho transparente.
Esse inevitável sentimento
Levado como as folhas, pelo vento.
Olhar dentro dos olhos dela,
Esse é meu intento...
Afável? lamentável?
Não sei direito...
O que eu reconheço ser insustentável,
É manter a negação de que o instante de sua fala
Representa pra mim momento agradável...
E sobre algo assim, alguém igual a mim não se cala!
Você não irá me ver nunca mais? até o fim dos tempos? você tem certeza?
Tu precisas do que agora eu digo:
Se me rejeitar, nem prosseguirei,
Seguindo então, outro dos meus sonhos comuns,
Sendo uno,
Sendo um,
Unido com a onda da correnteza.
Duvidar disso:
Uma prerrogativa que você tem,
Mas se não for por ti, que seja pra mim mesmo o compromisso,
De que será o que farei,
Sendo, com qualquer outro alguém,
O que sempre fui anteriormente:
Omisso...
Para quê mascarar minha tola valentia?
De que quero te entender, o dia todo, todos os dias!?
Nada do que quer está errado,
Só espero que além de do mundo apanhar,
Um dia você o tenha, em suas mãos, apanhado.
Pode parecer que enlouqueci,
Que me perdi,
Desequilibrei-me da razão, do meu centro,
Mas, antes de me amordaçar,
Me deixe essas palavras pronunciar
(lamento):
"Coisas boas podem por ser encontradas por aí,
No ódio do sofrimento."
"Alguns acham legal,
Passeio farto,
Brilho,
Paraíso"
Dos disfarces de sabedoria destes, escapo, fujo, quase em dois me parto,
Sabendo que para tal,
Se for preciso,
Até o inferno deslizo.
Tua alma estará protegida,
Livre desse ópio,
Se encontrar dentro de ti,
Teu amor próprio.
Estarei aqui quando o pior tiver se dado,
Verdades tornadas mentiras,
Flores e alegrias mortas,
Lágrimas caindo no seu peito...
Serei o único te tratando com amizade,
No lugar onde ou você é só,
Ou nem é mesmo convidada.
Hoje, quero ser mais do que sou,
Quero explodir e chorar,
Sendo tão complexo esses atos eu conseguir realizar,
Espero poder ter te feito entender
O que essa vontade pode significar.
Tenho dois espelhos,
Um em cada mão,
Sendo bebidos, maus conselhos,
Meu quarto, minha prisão,
Em minha cabeça, a chave e a fiança:
Tua confiança e consideração.
Não tenho mais nada pra agarrar,
Nunca pude caminhar para o mar...
Mas sou alguém ansiando sua canção cantar...
Ignore se te chamarem de mulher vã,
Tu brilhas como o sol, fazendo a sombra da manhã,
Em que repouso, e ouso, fazer a ti totem de arte nata,
Teu Suor é ouro,
A areia de tua praia, prata,
Óbvio mostrar o motivo pelo qual insisto:
Me fortalece o que não me mata...
Terei feito a chamada pra ti,
Efeito do realizado de repente,
Conheci muita gente aqui,
Mas nenhuma delas é você,
Que me faz querer ouvir sua voz pra dividir,
Minha euforia sem motivo aparente.
Permaneço sendo franco,
Honesto e lento como nunca foi
O Coelho branco.
Realmente me preocupo com você,
O que te desaponta,
Te afronta,
O que conta
O que vê.
Estou liberto e incontido,
Sairei de perto,
Antes que a dama,
(a quem deixarei, quase certo),
Sem encerrar a leitura desses versos,
Tenha partido.
domingo, 18 de setembro de 2011
Enquanto as pedras rolam...
Não sou nenhum estranho,
Você conhece meu modo de bater na porta,
E me ouve cantando,
Suave e baixo,
Aquela canção que sei que te conforta...
Por volta da meia-noite,
Escutas o açoite
De saber que não é sem sangrar que minha alma lavo.
Levo dentro de mim a doçura sofrida do açúcar mascavo.
Você sabe de cor o meu apelo antigo,
Contra a guerra e a tempestade, te peço abrigo,
Sou tão forte contigo,
Disfarçar isso não consigo.
Tenho consciência dos riscos que enfrento,
Hoje, sinto frio,
Estou alto,
Mas eu ainda tento.
Até ver que as marcas dessa escuridão em mim se vão,
Me recordarei de você, vestida de preto,
Entre as garotas com seus trajes de verão.
Enquanto insisto em querer alguma fala,
Faço do relento minha sala,
Esperando sua ligação.
Agora o chão serve de leito,
Não sei como posso, mas deito.
Há quanto tempo estou aqui,
No limite do ato de rastejar?
Não percebes, divindade feminina?
Estou tentando ganhar.
Vá em frente e acenda a cidade,
Invente tudo o que for da sua vontade,
E independente do errado ou certo,
Lembre-se, eu estarei sempre por perto.
Se você me receber,
Me dignar a ter a sua atenção,
Juro que não volto se não me esperar,
E pego o trem, sem o destino avaliar,
Com sua companhia me levando até a estação.
Sem isso,
Converto a tensão,
Em concentração digna de monge,
Quero tornar a desaparecer em teu espírito
E ir pra longe...
Pro andar de cima,
Depois das escadas,
Uma viagem, um passeio de versos e prosas.
Sonho com o dia em que se confundem todos os nadas,
E em que dirás que me cobrirá de rosas.
Eu,
Um cão ganindo,
O animal mais doce do mundo,
Só querendo fazer, do que estou sentindo
Algum sentido mais profundo.
Desejando por ti ser protegido,
Ansiando amor concretizado,
Exibindo coração partido,
Caio no jogo da minha juventude,
No qual sempre perco, iludido.
Tento pôr fogo na minha imaginação,
Mas o fracasso parece ser minha missão,
Nada me resta pra atingir,
Nem minha satisfação,
Nem sua reação.
Só sobra o rolar das pedras,
O passar do tempo,
Para terminar por me consumir.
Você conhece meu modo de bater na porta,
E me ouve cantando,
Suave e baixo,
Aquela canção que sei que te conforta...
Por volta da meia-noite,
Escutas o açoite
De saber que não é sem sangrar que minha alma lavo.
Levo dentro de mim a doçura sofrida do açúcar mascavo.
Você sabe de cor o meu apelo antigo,
Contra a guerra e a tempestade, te peço abrigo,
Sou tão forte contigo,
Disfarçar isso não consigo.
Tenho consciência dos riscos que enfrento,
Hoje, sinto frio,
Estou alto,
Mas eu ainda tento.
Até ver que as marcas dessa escuridão em mim se vão,
Me recordarei de você, vestida de preto,
Entre as garotas com seus trajes de verão.
Enquanto insisto em querer alguma fala,
Faço do relento minha sala,
Esperando sua ligação.
Agora o chão serve de leito,
Não sei como posso, mas deito.
Há quanto tempo estou aqui,
No limite do ato de rastejar?
Não percebes, divindade feminina?
Estou tentando ganhar.
Vá em frente e acenda a cidade,
Invente tudo o que for da sua vontade,
E independente do errado ou certo,
Lembre-se, eu estarei sempre por perto.
Se você me receber,
Me dignar a ter a sua atenção,
Juro que não volto se não me esperar,
E pego o trem, sem o destino avaliar,
Com sua companhia me levando até a estação.
Sem isso,
Converto a tensão,
Em concentração digna de monge,
Quero tornar a desaparecer em teu espírito
E ir pra longe...
Pro andar de cima,
Depois das escadas,
Uma viagem, um passeio de versos e prosas.
Sonho com o dia em que se confundem todos os nadas,
E em que dirás que me cobrirá de rosas.
Eu,
Um cão ganindo,
O animal mais doce do mundo,
Só querendo fazer, do que estou sentindo
Algum sentido mais profundo.
Desejando por ti ser protegido,
Ansiando amor concretizado,
Exibindo coração partido,
Caio no jogo da minha juventude,
No qual sempre perco, iludido.
Tento pôr fogo na minha imaginação,
Mas o fracasso parece ser minha missão,
Nada me resta pra atingir,
Nem minha satisfação,
Nem sua reação.
Só sobra o rolar das pedras,
O passar do tempo,
Para terminar por me consumir.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Dezenove fora, zero.
Nós,
Nos perdendo em labirintos,
Montando eternos cubos mágicos.
Você,
Se lembrando,
Lambendo as feridas,
Os olhos de sangue,
Rememorando a carnificina,
Executada dentro de tua mente,
Por quem mente,
Faz cair,
E nascer na alma uma escara,
Cicatriz, marca da hipócrita amazona,
Tirania caiçara.
Eu,
Me culpando,
Vejo tua imagem temendo,
Tuas pernas tremendo, bambeando,
Sem poder ser teu escudo,
Tua fortaleza,
Só tendo a morte como única certeza,
Sem conseguir te confortar,
Apático, emudecido.
Sigo mudo, sendo vencido,
Pelas pedras atiradas do mar.
Nos perdendo em labirintos,
Montando eternos cubos mágicos.
Você,
Se lembrando,
Lambendo as feridas,
Os olhos de sangue,
Rememorando a carnificina,
Executada dentro de tua mente,
Por quem mente,
Faz cair,
E nascer na alma uma escara,
Cicatriz, marca da hipócrita amazona,
Tirania caiçara.
Eu,
Me culpando,
Vejo tua imagem temendo,
Tuas pernas tremendo, bambeando,
Sem poder ser teu escudo,
Tua fortaleza,
Só tendo a morte como única certeza,
Sem conseguir te confortar,
Apático, emudecido.
Sigo mudo, sendo vencido,
Pelas pedras atiradas do mar.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
60 dias...
Olho no espelho,
Me xingo,
Finjo ser Manhã de domingo
E em minha mente surgem,
Caindo como pingos,
Sons,
Melodias,
Canções.
Você, que faz em si caberem multidões,
Com sua grandeza,
Contradições,
Tradições, ações e contrações sinceras,
Deve ser capaz de entender,
O tipo de ser,
Que sou,
Que fui,
Que era.
O mesmo que só olha,
Admira,
Sorri
E desespera.
Deixe-me pensar que possuo as razões
Que ainda, ou um dia pude,
Te dar duas opções:
Pedindo pra trazeres pedras quentes,
Fazeres transgredir
Meu coração,
E sem expectativas,
Conseguir satisfação.
Ou me faça,
(Meu amado pássaro livre, alado)
Pensar que sigo teu encalço,
Quando sou eu que nessa caça
Reajo como um animal acossado.
Sem alma,
Sem ânimo,
Nem parece que já tive
Um silêncio obstinado,
Aparente calma,
Estado bem simulado,
Trancado,
No palácio dourado do pecado,
Sem Deus,
Eu
Acompanhado de pesares privados,
Barbarismos meus.
Me xingo,
Finjo ser Manhã de domingo
E em minha mente surgem,
Caindo como pingos,
Sons,
Melodias,
Canções.
Você, que faz em si caberem multidões,
Com sua grandeza,
Contradições,
Tradições, ações e contrações sinceras,
Deve ser capaz de entender,
O tipo de ser,
Que sou,
Que fui,
Que era.
O mesmo que só olha,
Admira,
Sorri
E desespera.
Deixe-me pensar que possuo as razões
Que ainda, ou um dia pude,
Te dar duas opções:
Pedindo pra trazeres pedras quentes,
Fazeres transgredir
Meu coração,
E sem expectativas,
Conseguir satisfação.
Ou me faça,
(Meu amado pássaro livre, alado)
Pensar que sigo teu encalço,
Quando sou eu que nessa caça
Reajo como um animal acossado.
Sem alma,
Sem ânimo,
Nem parece que já tive
Um silêncio obstinado,
Aparente calma,
Estado bem simulado,
Trancado,
No palácio dourado do pecado,
Sem Deus,
Eu
Acompanhado de pesares privados,
Barbarismos meus.
domingo, 31 de julho de 2011
Elegia 57
O príncipe poderoso,
Famoso pela glória,
Pode incluir mais um feito em seu livro de memórias,
Virar mais uma página de sua história.
Para quixotescamente Inscrevê-la
Em momento de cavaleira valentia,
Mostro a conquista da estrela,
Como circunstancial poesia.
Ela, dádiva celestial,
Concebendo infinito fractal,
Transformando ódio seminal
Em paz mental.
Ele que se achava pouco,
Parecia louco,
Delirando em sonho barroco,
Ganhou bravura, depois de grito rouco.
Depois do berro,
A resposta da fera bela,
firme como o ferro.
Que deu a ele a honra de correr muitas milhas,
Lutar e vencer,
Sem armaduras
Nem armadilhas.
Ele cavalgando,
Onde ela foi pedra preciosa,
Ladrilho brilhante.
Ela, atravessando arcos,
Descobrindo marcos,
Narrativos,
Éticos,
Estéticos,
Dramáticos.
Eles,
Unidos,
Espíritos conjugados,
Em todas as pessoas e tempos,
O eterno firmamento guardado,
E todas as palavras e ventos,
Direcionando o gesto amado.
E assim se chega
Em tudo que faz,
A saudação ser celebração homérica,
Eu amigável, me despeço:
"Adeus, glorioso,
Adeus, feérica".
Famoso pela glória,
Pode incluir mais um feito em seu livro de memórias,
Virar mais uma página de sua história.
Para quixotescamente Inscrevê-la
Em momento de cavaleira valentia,
Mostro a conquista da estrela,
Como circunstancial poesia.
Ela, dádiva celestial,
Concebendo infinito fractal,
Transformando ódio seminal
Em paz mental.
Ele que se achava pouco,
Parecia louco,
Delirando em sonho barroco,
Ganhou bravura, depois de grito rouco.
Depois do berro,
A resposta da fera bela,
firme como o ferro.
Que deu a ele a honra de correr muitas milhas,
Lutar e vencer,
Sem armaduras
Nem armadilhas.
Ele cavalgando,
Onde ela foi pedra preciosa,
Ladrilho brilhante.
Ela, atravessando arcos,
Descobrindo marcos,
Narrativos,
Éticos,
Estéticos,
Dramáticos.
Eles,
Unidos,
Espíritos conjugados,
Em todas as pessoas e tempos,
O eterno firmamento guardado,
E todas as palavras e ventos,
Direcionando o gesto amado.
E assim se chega
Em tudo que faz,
A saudação ser celebração homérica,
Eu amigável, me despeço:
"Adeus, glorioso,
Adeus, feérica".
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Ela e o Desenraizado
"Fevereiro febril" , eu já disse,
Nato, e de fato, seu.
Você, que sabe os cânticos de poeira,
Vindos da minha aldeia.
Como eu pude me esquecer
Que, alfaia tocando,
Sua alma volteia?
Que maracatu batendo,
Ferve em tua veia?
Que frevo passando
E a multidão a pular,
Destorcer,
Destroçar,
Destroncar,
Contorcer
É como rio carregado de saudade a correr?
O frevo ligeiro,
O febril fevereiro,
O amor colombineiro,
Tudo isso é teu por inteiro.
Te é Recife,
Lugar pra se estar em tudo
Vais entrando,
Vai entrudo
O mais bacana
E bacante
Acepipe.
As ladeiras de Olinda desces,
Sempre muito bem-vinda,
Muito mais ainda
Pelas sombrinhas protegida.
Tens tato,
Tens trato,
Tens lida
Para ler a vida,
A comédia profana por Dante preterida,
E por ti proferida e preferida.
"Fevereiro febril", eu já disse,
Nato, e de fato, seu.
Ai, que vil seria se você visse
Que "a vergonha do rebanho",
Segregado rato,
Sou eu.
Nato, e de fato, seu.
Você, que sabe os cânticos de poeira,
Vindos da minha aldeia.
Como eu pude me esquecer
Que, alfaia tocando,
Sua alma volteia?
Que maracatu batendo,
Ferve em tua veia?
Que frevo passando
E a multidão a pular,
Destorcer,
Destroçar,
Destroncar,
Contorcer
É como rio carregado de saudade a correr?
O frevo ligeiro,
O febril fevereiro,
O amor colombineiro,
Tudo isso é teu por inteiro.
Te é Recife,
Lugar pra se estar em tudo
Vais entrando,
Vai entrudo
O mais bacana
E bacante
Acepipe.
As ladeiras de Olinda desces,
Sempre muito bem-vinda,
Muito mais ainda
Pelas sombrinhas protegida.
Tens tato,
Tens trato,
Tens lida
Para ler a vida,
A comédia profana por Dante preterida,
E por ti proferida e preferida.
"Fevereiro febril", eu já disse,
Nato, e de fato, seu.
Ai, que vil seria se você visse
Que "a vergonha do rebanho",
Segregado rato,
Sou eu.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
A "Nerudiana"
Estrela furta-cor,
Na sua transparência,
Andarilha sapiência
Acompanha o Condor.
E o seu fulgor, com paciência
Absorve luz e se esbalda
No verde da pátria esmeralda:
A pré- Colômbia que Neruda exalta
E pós-Colômbia de tua vivência.
A tonalidade se altera.
É essa a quimera, mulher-menina,
De tão esperançosa, és quase esmeraldina.
Ou esperançoso sou eu,
Aquele que tua razão alucina?
Vinda da nação oral,
Retornando de mais uma andança.
Saudosa está, de quando criança,
Brincava em furor vadio.
Estrela verde,
Mãe de Comefrío,
(Mais uma vez, foi Neruda quem essas palavras redigiu).
Alimenta meu mito vazio,
Oco calafrio.
Fruto do desvario,
E da raiva mofina.
Rodopia em meu ser,
Mestra colombina
Mulher-menina,
Ainda não materna
Celebra eterna,
Seu nato fevereiro febril.
Carnaval de espírito,
De alma,
Que não se encerra sem riso infantil,
Sem calma.
Na sua transparência,
Andarilha sapiência
Acompanha o Condor.
E o seu fulgor, com paciência
Absorve luz e se esbalda
No verde da pátria esmeralda:
A pré- Colômbia que Neruda exalta
E pós-Colômbia de tua vivência.
A tonalidade se altera.
É essa a quimera, mulher-menina,
De tão esperançosa, és quase esmeraldina.
Ou esperançoso sou eu,
Aquele que tua razão alucina?
Vinda da nação oral,
Retornando de mais uma andança.
Saudosa está, de quando criança,
Brincava em furor vadio.
Estrela verde,
Mãe de Comefrío,
(Mais uma vez, foi Neruda quem essas palavras redigiu).
Alimenta meu mito vazio,
Oco calafrio.
Fruto do desvario,
E da raiva mofina.
Rodopia em meu ser,
Mestra colombina
Mulher-menina,
Ainda não materna
Celebra eterna,
Seu nato fevereiro febril.
Carnaval de espírito,
De alma,
Que não se encerra sem riso infantil,
Sem calma.
sábado, 18 de junho de 2011
"PseudErotiConcretismo"
Onde posso falar do arrepio,
Prazer intenso,
Mas, como proibido,
Mudo, retraído, arredio.
Me calo sobre as ficções
(e subsequentes fricções)
Em variadas frequências, vibrações, cadências,
Como a harmonia dos violões.
Eu não sabendo tocar,
Toco, sem restriçõesl
Na madrugada,
Onde os gatos são pardos
E os pudores, fardos.
Como algum poeta concreto deixou,
Para futuro elogio,
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Certo Novembro
Me arrisco a encarnar o inoprtuno,
Por ser demasiado prolixo, assumo:
Gosto de seus sussurros,
Sua melancolia de bons ouvidos,
Suas dores de transparentes sentidos;
Eu só tive,
Estando em outras estradas
Os sorrisos hipócritas da palavra dissimulada,
O beijo seguido pela escarrada.
A mordida deixando marcas assopradas
Pela pestilência de olhares de faces mascaradas,
Fingindo arco-Iris e Belos dias,
Criando em sua mente, entredentes, tempestades e frentes frias.
É você que tem o que quero:
Toque quente, Abraço sincero.
Me desespero em perder sua pista,
E seu nome ser só mais um em qualquer lista.
Sumindo assim, de repente,
Nebulizado,inesperadamente,
Um gesto seu, todo um instante.
Pedido meu, desencontrado no horizonte.
Eu, desejando ser tua catarse,
Grito primal em cada frase,
Carrego nos ombros o mundo,como Atlas,
Um planeta que a ti faz menções.
Um planeta que a ti faz menções.
Com suas poucas palavras, pequenas trapaças, canções, convites, grandes desilusões.
Só me atenda, e meu verbo te libertará
Pra que nada te prenda.
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