sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dezenove fora, zero.

Nós,
Nos perdendo em labirintos,
Montando eternos cubos mágicos.

Você,
Se lembrando,
Lambendo as feridas,
Os olhos de sangue,
Rememorando a carnificina,
Executada dentro de tua mente,
Por quem mente,
Faz cair,
E nascer na alma uma escara,
Cicatriz, marca da hipócrita amazona,
Tirania caiçara.

Eu,
Me culpando,
Vejo tua imagem temendo,
Tuas pernas tremendo, bambeando,
Sem poder ser teu escudo,
Tua fortaleza,
Só tendo a morte como única certeza,
Sem conseguir te confortar,
Apático, emudecido.
Sigo mudo, sendo vencido,
Pelas pedras atiradas do mar.

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