quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Priscas Eras





Desde priscas eras
Tu reverberas quimeras,
E outras fantasias geras,
No interior do teu ser,

E cada uma delas,
Me fez saber quem tu eras
Antes de te conhecer.

Desde priscas eras,
Pronuncias palavras sinceras,
E obliteras,

Meu medo de tanto deslizes,
Que desconsideras.

Então, quando dizes,
Por alto, de tuas raízes,
Te invejo, me envergonho,
Pois profanei minhas podres matrizes.

Quando ouço,
Seu elogio me chamando de louco,
A honra me pesa,
Mas a rejeito pouco.

Desde Priscas eras
Me lembras as belas feras,
E que sonhei ser alguma.

O solitário lobo,
O furtivo tigre,
A noturna pantera,
O fauno de tua feérica terra.

E quero pensar
Em você levada pelo vento
Tal qual a leve pluma.

Tendo lembrança gravada em teus olhares cênicos,
Sobre o andino puma.

( "Matriz" de: Segundas Eras)








































































































































































































Nenhum comentário:

Postar um comentário