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terça-feira, 16 de julho de 2013

"Gozolalia"

Quase me esqueci:
Fracassei com todos com quem quis fazer uns nós,
Quase sucumbi,
Até me lembrar que de ti,
Pude guardar dois pedaços de voz.

Mas, diferente deles,
Sempre abstratamente nobres
E concretamente reles,
Ralos,
Consigo lhe falar dos ritos,
Carinhos e atritos,
Entre peles,
Mãos e seus calos.

Não esquecer quais deuses foram ou resultaram dos falos,
(E por qual caminho alcançá-los)
Teu som, um bônus,
Minha sede do teu sexo, pesado ônus,

Anseio o prisma primeiro de desejosos abalos.


terça-feira, 9 de julho de 2013

Entre Cegueiras

Meu radar se dá ao errado,
Em ácido suicídio temporário,
Mal comum de um retardatário:
Se querer estabilizado,
Nos tempos em que se trocam amores e datas de aniversário.


sábado, 29 de junho de 2013

Janela Pro Teu Carnaval

Saúdo,
Tenho saudade,
Por isso emudeço e mudo,
Imerso nessa sua sinceridade,
Que verte verdade.

Total,
Fatal,
Factual,
Brutal.

Na pele deixada,
Me inunda.

Marcada,
Feito tatuagem,
Espaço aberto,
Por cada facada,
Faz imagem e paisagem,
Do que é dado por certo,
Em alma quando se  aprofunda.




quarta-feira, 26 de junho de 2013

Extração

Não necessariamente despedida ou reencontro:
Convergência, quase casual,
Acidental conversa.

De afago esperando confronto
Ou vice-versa.

Agradeço ao sonho
Que em mim instila teus melhores traços.

Cabelos curtos em mente,
E tragédias gregas dentro da mochila
Ou debaixo dos braços.

Compondo fisionomia permanente






terça-feira, 11 de junho de 2013

"Gustátil"

Re-comendo,
Me surpreendo,
Memórias outras se oferecem,
Excitam,
Regurgitam,
Permanecem,

Pra tornar as palavras da madrugada mais insones e menos aflitas,
Toda a geografia do que perdi,
Sobrevive e me acalenta agora e aqui,
No sabor de requentadas batatas fritas.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Intromissões Crespas.

Ato falho,
Onde encalho,

Estigma do astígmata:
Menstruo mensurações descartadas,
Compaixões de levezas desmatadas.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Folha Para Foliã

Eu que me achava tão rasgadamente expresso,
Me vejo como uma piada, confesso.

Nunca indiferente,
Já que sou aquele que em ti, numa outra acepção de "em frente",
Viu,
As portas abertas,
Limitadas nesse Abril.

Me faltam as necessidades que coloro
(Conjugadores  me põem em dúvida sobre ser esse verbo  existente),
Sei apenas Impossível dizer que ignoro,
Ou trato de forma banal,
O seu solitário carnaval, fértil e crescente,
Mesmo,
Quando,
Principalmente,

Tudo parece um ermo
A esmo,
Minguando,
Continuamente.

Já que temos alma,
Somos animais,
Mas na sua fauna
E paisagem,
Reside a coragem,
Das  nominais homenagens.

Me fez lembrar um fato:
A única tecla na qual orgulhosamente bato
É o botão de rediscagem.

Invado sua geografia do mítico,
Águas me passam, oceano intranquilo, porém Pacífico.
Temos tempos poéticos,
Em mim , por gotas contadas,
Na sua vez, golfadas  do Pérsico,

Me resta,além de qualquer cordialidade,
A volátil solidadriedade,
De quem também está no tétrico.



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cristais Vitruvianos

Polímatas,
Possuidores de saberes fraternos,
Gotas de renascença em suas presenças,
Em meio aos pós, modernos.


quarta-feira, 6 de março de 2013

Perdi...Ganhei!


Quis saber o que tocar,
Para encontrar seu estoque.
Mas do que faltar,
Correto é dizer que o tempo lhe provoque.

Não manobra 
Na escassez,
E sim na sobra.

"Sou todo seu, o que fará?"- Ri da minha dor 
Toda vez,
E silva, feito cobra.

Engolindo a própria cauda,
Reverbera, em si mesmo se dobra,
Lauda sobre lauda.

Mas o vazio tem aqui outro pendor,
Ecoa também, 
Porém,
Ensurdecedor.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Manhã...

Quanta coragem
Está em revelar
Atos de solidão matinal numa imagem!

Longe de qualquer plano
Parecer puritano,
Mas, expondo esse aspecto,
Teu até agora virtual espectro,
Se tornou, como nunca de uma só vez,
Tão humano.

A tal solidão,
Desejada pra tornar cada dia menos vão.


Quando se esperava ela ocultada,
Traz lição,
Suspirada ou soluçada como solução.
Em que a única travessia possível
É pela contramão,
A favor de quem a conduz,
Provoca, seduz, nessa situação.

Assim escancarada,
Não se tem nada que perder,
Pode se turbilhonar,
Arremessada pelo prazer,
Destinada a se tomar, pertencer,
Dona de qualquer direção,
Deixar-se arrastar guiada, desvairada e esguia,
Sabendo ser melhor que a  insossa calmaria,
O errático furacão.




segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Aperto de Mãos (E Esperados "Anti-Nãos")

Era um seguidor sorrateiro da tua estrada,
Furtando os frutos
Idos, (Ir)resolutos,
De alguma semente alada,
Feita de substância adjetivada.

Enquanto minha presença se ignorava,
(Entre encabulada e preguiçosa, caminhava)
Podia me apoderar de tudo que ali estava,
Me possuir em tudo que encontrava.

Quer trauma ou calma,
Flora ou fauna,
Lavo minha alma

Em lava,
E meu peito se escava.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Paralela Rara

É chama personificada.
Foi chamada,

"Poeta certa do cerrado"
(Não será poetisa?)
De qualquer forma, fato:
Se divisa,

(Des?)Equilibrada,
Bipolariza.

Entre o doce brado,
O áspero significado,
Uma seta ao apaixonado,
Quem sabe, punho fechado.

Dona de incertezas vívidas,
Fala de mulheres líquidas
Me mantêm intrigado
Sobressaltado.

Como quem de/para/com
Mudança eventual para um estado,
Volátil concretizado,
Ou alguma surdez nesse tom.




sábado, 4 de fevereiro de 2012

Último Dínamo.

É de se admirar
Tamanha obstinação,
Existe quando persiste,
Consiste em contemplação.

Comparável com a luz,
Em calor e inclusive, velocidade.

Mas nada é tão luminoso
Como a constância de sua vontade.

Aquela em que,
Não deve haver objeção,
Sob pena de se ter como punição,
Ofensividade ardente,
Tal qual insolação...

Apesar do ardor, dor,
Momentânea e aparente dominação,
É alma superior,
Incapaz de guardar rancor,
Das próprias feridas que causa,
Auxiliando a cicatrização.

Toda a capacidade prática,
Faz morada em suas mãos,
Feminina, é menos dramática,
Mais simpática,
Digna de oblação.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Luz Hábil

Eis a prova cabal,
Pra desmentir o lugar comum,
De verbos vãos.
Que dizem que falta de memória traz felicidade como recompensa,

Ela prefere saber quem é,
Agradecer por não ser normal,
Viver em um dia,
O entusiasmo de trinta e um,
E ter nas mãos,
Toda a genealogia do que pensa.

Lembrar-se de uma ofensa pode ser ruim,
Mas esquecê-la a contragosto lhe causa mais dor.

Possui a consciência
De que as reminiscências possuem bem mais que um único fim.
Guarda com honra e respeito, um favor a cumprir,
Um afeto a repartir,
Pela vida,
Amor, enfim

Disse-me uma coisa que até hoje intriga:
"Tens ansiedade atual,
Melancolia antiga"
Sinceridade:
Habilidade desenvolvida...
Como eu queria tê-la conhecido,
Em um tempo já perdido,
Para poder chamá-la
De verdadeira amiga.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Elo de quereres...

Unindo poderes,
Conectando prazeres,
Por isso comecei,
Sei,
Te assustei com meus dizeres,
Mas, se vir,
Me veres,
Terás todo o direito de gritar que errei,
Mas grite,
Conquiste com tua voz a amplidão,
Mereço uma resposta de que me gosta?
Claro que não...

Mas se não me queres,
Outras querem ver em mim,
O cantador, trovador de amor sem fim,
Personificando o que lhes falta,
Transcendo, atinjo verdade alta,

Reconheço que apelo,
Meu verbo te deixa aflita,
Mas se não for pra propagar um elo,
Nenhuma palavra merece ser dita...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Flor, ação progressiva

Pensadora,
Conhecedora
De abrangente expressão, natural...
Espera do mundo uma nova moral,
Ética cidade, etnicidade,
"Sendo diferente,
 Toda a gente merece respeito igual"

Em quase tudo capaz,
Intuitiva,
Perspicaz.

Seu eu interior
Desfaz todos os nós,
Precisa meditar,
Ficar a sós,
Apreciadora do silêncio,
Por isso sabe muito pra que serve sua dicção,

Convive apesar disso, em verdade,
Com variações flutuantes de personalidade.

Se existe um problema,
Ponto fraco que desanima é saber que apesar dos seus predicados,
Em episódios nublados,
Se subestima.

Se contamina ao crer ser geral,
A bondade, a lealdade, a honestidade
Total.
 Tamanha fé lhe faz mal,
"Um conselho: nem todo humano é legal".

Cuidado:
Teu espírito pode ser usado,
Objetificado,
Pode ser feito,
De âmago suspeito,
Empregado.

Mas sei que sobrevives a tal
Força parasitária, nascida da apatia,
Contra tudo isso tens o antídoto final:
Tua valentia.

Pode encontrar um lugar,
Para se felicitar,
E poder finalmente,
Manter permanente,
Seu criativo germinar,

Em cada um dos afagos que sente,
Se vê, de repente,
Entre os lagos,
Rios
E o mar.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Me unir a ti...

Conjunção,
Felicidade do acaso
Simplesmente encontrou
Minha libertinagem falsária
Que chamou tua atenção,

E disse para mim
(ao mesmo tempo que pro mundo):
"Ou fervo ou vou perecer... Profundo."
Alegre diplomacia,
Algo que, dizem os números,
A quem é digno de seus afetos inúmeros,
Se premia.

Suponho, doravante
(mesmo me arriscando na superficialidade)
Tê-la como alguém com o outro tolerante,
E amante da verdade.

O que é tido por muitos como digno de cuidado,
Para ela  pode ser apenas um fato dado,
Respeitado em sua ausência inelutável de saída,

O ciúme (talvez)
A censura (preterida?)
A exagerada preocupação (possível aparecer, de quando em vez...)
A preguiça (Ela diz: "um modo de vida")

Saiba que me é estimada,
Apreciada,
Querida, mesmo distanciada.

Compassiva ao alheio sofrimento,
Vejo que se nossa amizade é uma construção,
Deixo a mostra meus tijolos, sentimentos.
E igual a você, em letras os solidifico,
 Levantando pavimentos.

Sábia Praticidade

Para suas metas:
Heroísmo,
Experimentada detentora do perfeccionismo,

Sem apego por convenções,
Desprezando tradições

Se lança,
Se protege,
Se observa,
Se guarda
Vanguarda:
Futurismo.

Se existe algo em que lhe atrapalhar não ouso,
É duvidar de sua tensão,
E depois, negar-lhe o repouso.

Não raro, nem ela mesma se entende,
Flertando com a intolerância,
Impaciência patente.

Mas isso se explica:
Há o bem,
O desigual, também
E nela tudo se duplica.

Vê longe,
No dia-a-dia,
Enxerga  o que sem ela não viria,
Ninguém alcançaria,
Em campo de olhar distante,
O respeito marcante,
Que ela divide,
Entre o diferente e o semelhante.

Da harmonia e poesia nascem,
As coisas que mais amor lhe trazem,
Em sua objetiva sabedoria,
Sensível capacidade.