segunda-feira, 25 de maio de 2020

“Água da vida”


Literalmente o nome daquela bebida
Que eu sempre achei que tem gosto de morte
Como se fogo passasse pelo meu  esôfago 
E ficasse o gosto das cinzas.
Relatos dizem que meu pai se dividia entre virar a garrafa garganta a dentro e literalmente espirrar a palavra garganta a fora

Tomei puro o gosto de fogueira apagada enquanto pensava na cremação que não existiu.

Talvez ele quisesse ser adubo num campo de cereais da Escócia 

É o salto depois que a água da vida gaélica 

Virou uísque 

E Eu sigo achando tudo um porre


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