Assomar,
Pode assumir,
As sensações de somar
Por ser
Surgir
Aparecer,
Ascender,
Subir,
Exibir,
Enfim, aflorar.
Mas possui também função,
De subtrair pela divisão
Se entrar
Depois de a porta esmurrar.
Capaz de fazer,
Desespero ocorrer,
Em ira incorrer,
Encolerizar,
Tem com água
Ou mágoa
Outra forma a relacionar:
Embriaga tudo que invade,
Embrutecendo e acirrando tempestade.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Arre! Pende?
Luz aclara,
Acende.
Perfume exala,
Recende.
O ser aprende:
A pressão prende,
Rendez-vous, rende.
Obscuridade venda?
Ou vende?
Alguém entende
O que se pretende?
Acende.
Perfume exala,
Recende.
O ser aprende:
A pressão prende,
Rendez-vous, rende.
Obscuridade venda?
Ou vende?
Alguém entende
O que se pretende?
Pós-Paroxítonas
Solidez sórdida,
Rigidez frígida,
Escassez túmida*,
Regressão mórbida.
Contra tudo isso,
Alguns compromissos
Preciso atender:
Com a fúlgida luminância,
Sápida Sapiência,
Saboroso saber
(* adj. Intumescido, inchado.Proeminente, grosso, dilatado.
Fig. Vaidoso, orgulhoso, soberbo, arrogante.)
Rigidez frígida,
Escassez túmida*,
Regressão mórbida.
Contra tudo isso,
Alguns compromissos
Preciso atender:
Com a fúlgida luminância,
Sápida Sapiência,
Saboroso saber
(* adj. Intumescido, inchado.Proeminente, grosso, dilatado.
Fig. Vaidoso, orgulhoso, soberbo, arrogante.)
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Sinto Sede, E Cedo
De novo, queda,
Escalada,
Calada,
Escaldada.
E quando, como sempre, surge o nada,
Abunda,
Inunda,
Afunda.
Enquanto não se morre,
Outra vez,
Sem embriaguez,
Porre,
Esperando porrada.
Falam de amores líquidos,
Tenho paladares ressequidos,
(Quase liquidados ou perdidos)
Se entendi bem essa expressão e seus sentidos:
Devo querer doses dos vinhos,
Tal qual das pessoas, carinhos.
Nisso, busco todo dia,
Palavra partilhada,
E logo,dialogada,
Curando minha respiração afogada.
Poderia,
Acalentar-me com narcolepsia:
Sim, vicia.
Um afago me advoga,
Tomo desse trago,
Pra não depender de qualquer droga.
Desejo ser quem escolhe
Beber gole
De elixir dedicado ao que acolhe.
O afeto é efeito,
Que creio ser meu direito,
Acordo transbordado,
Da vontade de estar ao seu lado,
Recostado no teu peito.
Escalada,
Calada,
Escaldada.
E quando, como sempre, surge o nada,
Abunda,
Inunda,
Afunda.
Enquanto não se morre,
Outra vez,
Sem embriaguez,
Porre,
Esperando porrada.
Falam de amores líquidos,
Tenho paladares ressequidos,
(Quase liquidados ou perdidos)
Se entendi bem essa expressão e seus sentidos:
Devo querer doses dos vinhos,
Tal qual das pessoas, carinhos.
Nisso, busco todo dia,
Palavra partilhada,
E logo,dialogada,
Curando minha respiração afogada.
Poderia,
Acalentar-me com narcolepsia:
Sim, vicia.
Um afago me advoga,
Tomo desse trago,
Pra não depender de qualquer droga.
Desejo ser quem escolhe
Beber gole
De elixir dedicado ao que acolhe.
O afeto é efeito,
Que creio ser meu direito,
Acordo transbordado,
Da vontade de estar ao seu lado,
Recostado no teu peito.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Cérebro, Poste Isso
Antes de fragmentar
Ou transfigurar,
Meu eu desmembro.
Crio memória auxilar,
Para evitar,
Me esquecerem que lembro.
Ou transfigurar,
Meu eu desmembro.
Crio memória auxilar,
Para evitar,
Me esquecerem que lembro.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Dívidas, Dúvidas, Dévicos Devires
Orientalismos,
Contra desorientação,
Ásia,
Pra evitar azia.
A cidade esvazia,
De variada forma,
Transtorna,
Desvaria,
Não sacia,
Sabia?
Falo da urbe,
Sem vaidade,
Deficitária saudade,
De qualquer localidade
Que nunca fui,
Porém melhor flui,
Já que a casa cai,
Indigesta,
Mal gerida,
Não a quis,
Pra quê festa?
Cheiro da fome:
O que resta.
Quero preencher o vão,
Aparar aresta,
Nada que perturbe.
Honrar o chão?
Onde pouco piso,
Só servindo pra cobrir
A morte quando infesta?
Engasgar
Por faltar lugar:
Meu procedimento ordinário.
Entre morar,
Morrer e comemorar,
Parasita:
Eremita
Habitando adversário.
Concebo
Placebo,
Pra evitar necrológio.
Enfim,
Ainda guardo o horário de Bombaim,
No meu relógio,
Contra desorientação,
Ásia,
Pra evitar azia.
A cidade esvazia,
De variada forma,
Transtorna,
Desvaria,
Não sacia,
Sabia?
Falo da urbe,
Sem vaidade,
Deficitária saudade,
De qualquer localidade
Que nunca fui,
Porém melhor flui,
Já que a casa cai,
Indigesta,
Mal gerida,
Não a quis,
Pra quê festa?
Cheiro da fome:
O que resta.
Quero preencher o vão,
Aparar aresta,
Nada que perturbe.
Honrar o chão?
Onde pouco piso,
Só servindo pra cobrir
A morte quando infesta?
Engasgar
Por faltar lugar:
Meu procedimento ordinário.
Entre morar,
Morrer e comemorar,
Parasita:
Eremita
Habitando adversário.
Concebo
Placebo,
Pra evitar necrológio.
Enfim,
Ainda guardo o horário de Bombaim,
No meu relógio,
Nada Melhor...
É lícito que canse
Toda vez que eu me repita,
Mas esse hábito me habita,
Talvez só nele eu avance.
Pra ti,
Por mim
(Peço, de novo, que reflita):
Vale a pena crer,
Seguir assim,
Na ilusão de viver
Eternidade infinta.
Dizer menos do que você merece,
Na frequência com que acontece,
Mais que aborrecer,
Me apodrece.
Sinceridade,
Vem por querer:
És quem faz valer,
E por hoje, se reverencia.
Abrigada ambiguidade:
Essa cidade esvazia.
Lhe é novidade,
Se de todo mundo e ninguém,
Me divido em entre e aquém?
Falo demais,
Sem dever lamentar esse dia,
Fique bem,
Sorria.
Toda vez que eu me repita,
Mas esse hábito me habita,
Talvez só nele eu avance.
Pra ti,
Por mim
(Peço, de novo, que reflita):
Vale a pena crer,
Seguir assim,
Na ilusão de viver
Eternidade infinta.
Dizer menos do que você merece,
Na frequência com que acontece,
Mais que aborrecer,
Me apodrece.
Sinceridade,
Vem por querer:
És quem faz valer,
E por hoje, se reverencia.
Abrigada ambiguidade:
Essa cidade esvazia.
Lhe é novidade,
Se de todo mundo e ninguém,
Me divido em entre e aquém?
Falo demais,
Sem dever lamentar esse dia,
Fique bem,
Sorria.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Dardos e Outros Atos.
O que tenho a dar,
Quase sempre é dor,
Mas sou de oferecer
Nunca de Impor.
Atiro dissabor
Pra não tirarem da minha alma
Qualquer coisa similar ao rosto,
Perder meu pendor,
Em nome de ópio suposto.
Sei trazer o inefável, lívido,
Ignoro tragar, por vontade, o insípido.
O melhor da azia:
Vomitar,
Maiores nomes da fome.
Desgosto aguça paladar,
Doçura anestesia,
Se não vier
De quem puder
Ladear travessia,
Ou a retome.
Quase sempre é dor,
Mas sou de oferecer
Nunca de Impor.
Atiro dissabor
Qualquer coisa similar ao rosto,
Perder meu pendor,
Em nome de ópio suposto.
Sei trazer o inefável, lívido,
Ignoro tragar, por vontade, o insípido.
O melhor da azia:
Vomitar,
Maiores nomes da fome.
Desgosto aguça paladar,
Doçura anestesia,
Se não vier
De quem puder
Ladear travessia,
Ou a retome.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Sobras de Lar
A terra pode:
Relevar,
Enlevar,
Enlear,
Elevar,
Soterrar
Içar,
Riçar
Rizar,
Aterrissar,
Enguiçar?
Alguma dessas opções pode estar até errada,
Mas Isso não muda nada:
Ela também consegue,
De uma peça que alguém lhe pregue,
Dar risada.
Relevar,
Enlevar,
Enlear,
Elevar,
Soterrar
Içar,
Riçar
Rizar,
Aterrissar,
Enguiçar?
Alguma dessas opções pode estar até errada,
Mas Isso não muda nada:
Ela também consegue,
De uma peça que alguém lhe pregue,
Dar risada.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Colaterais Escassas
Foi chama,
Lado de dado,
Fada,
Traça o que me atiça.
Obscuridade clara,
Lírica, me enfeitiça,
Fumaça que se declara,
Acinzentada, corrediça.
Paralela interpela
A própria premissa,
Faz lar em areia movediça.
O que faz com que eu queira,
Hastear outra bandeira,
Enquanto minha alma se eleva,
Menos falsa,
Espanta, levanta,
Realça,
Iça.
Lado de dado,
Fada,
Traça o que me atiça.
Obscuridade clara,
Lírica, me enfeitiça,
Fumaça que se declara,
Acinzentada, corrediça.
Paralela interpela
A própria premissa,
Faz lar em areia movediça.
O que faz com que eu queira,
Hastear outra bandeira,
Enquanto minha alma se eleva,
Menos falsa,
Espanta, levanta,
Realça,
Iça.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Navegação De Costas.
Abordo,
Em verbo embarco,
Transbordo.
Mastro ou lastro parco,
Me agarro e faço marco.
Poupo a linha de frente,
Mas ao cerne passo rente,
Junto,
Da polpa do assunto.
Em verbo embarco,
Transbordo.
Mastro ou lastro parco,
Me agarro e faço marco.
Poupo a linha de frente,
Mas ao cerne passo rente,
Junto,
Da polpa do assunto.
Autofágico II
Abaixo, degola
Adentro, Angola.
Abaixo, estrangula
Adentro, gula..
Abaixo, litiga.
Adentro, mastiga.
Abaixo, deglute.
Adentro, repercute.
Abaixo, glosa gloriosa na glote.
Adentro, naco de carne na sorte.
"Como ousa?"
Pergunta ela,
Olhos virados pra lousa ou tela .
Adentro, Angola.
Abaixo, estrangula
Adentro, gula..
Abaixo, litiga.
Adentro, mastiga.
Abaixo, deglute.
Adentro, repercute.
Abaixo, glosa gloriosa na glote.
Adentro, naco de carne na sorte.
"Como ousa?"
Pergunta ela,
Olhos virados pra lousa ou tela .
Autofágico I
Poema insone,
Garganta grita nome some.
Engole antes que me console.
Poema insone,
Boca denta garganta.
Toma lugar.
Come,
Morde cada acorde
Não hesita
Em excitar.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Princípios Sobre O Precipício
A verdade:
Prefiro perenização contra momentaneidade.
Ainda mais perante a argumentação,
De que uma é veracidade, a outra, alucinação.
A ilusão, sem parecer,
Transmite luminosidade,
Guardando parentesco, consanguinidade,
Com a Iluminação.
Da realidade,
Com seu poder,
Se espera que provoque
Choque,
Disso só pode vir como continuidade,
A eletrocussão.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Retroprojeções
Tudo começou com uma mulher sábia
(O que é quase uma redundância).
Então, só poderia me restar,
Ser o bobo a lhe cortejar,
Em cena contínua, sem se cortar.
Sequencialidade extensiva
(Ou ostensiva?)
De natural concomitância.
(O que é quase uma redundância).
Então, só poderia me restar,
Ser o bobo a lhe cortejar,
Em cena contínua, sem se cortar.
Sequencialidade extensiva
(Ou ostensiva?)
De natural concomitância.
Critérios
De todos os suspiros, sempre o último.
Não o fatal, mas o quase póstumo,
Tampouco o escolho por ser ótimo.
Apenas pelo fato de que dele me impregno,
Nele me torno meu íntimo.
Não o fatal, mas o quase póstumo,
Tampouco o escolho por ser ótimo.
Apenas pelo fato de que dele me impregno,
Nele me torno meu íntimo.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Quase Infantil
Tão ou mais triste que o tigre diante do prato de trigo.
Agora, até chora,
Por ter como amigo,
Apenas quem ainda não foi embora.
Agora, até chora,
Por ter como amigo,
Apenas quem ainda não foi embora.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Toque Entre Termos
A gente tenta,
(ou nem tanto)
Tatear um tântrico espanto.
Se contenta
Por enquanto,
Em tontear com cânticos
Entretanto,
Sussurrados em algum canto.
(ou nem tanto)
Tatear um tântrico espanto.
Se contenta
Por enquanto,
Em tontear com cânticos
Entretanto,
Sussurrados em algum canto.
Inominável
Aplico didáticas
Pelos sintomas do amor, são os mesmos da cólera
Entre outras conclusões,soluções e práticas.
Aprendidas em doses homeopáticas,
Porém enfáticas.
Certeiras,mas, erráticas.
Vagantes Inconstantes,
Determinantes,
Dolorosamente assintomáticas.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
(Ir)Mãos Exangues
O tempo sobra,
A soberania cobra,
A monotonia se/nos/des/dobra
Des(me)de até a mim.
O que a lírica manobra.
Por fim,
Daquilo pelo que vim,
Quase tudo soçobra.
A soberania cobra,
A monotonia se/nos/des/dobra
Des(me)de até a mim.
O que a lírica manobra.
Por fim,
Daquilo pelo que vim,
Quase tudo soçobra.
A Hora Certa De Acabar
O tempo escorre
Pra que a lógica invertamos:
O dia existe, sobra,
Nós é que a ele faltamos.
A soberania, enquanto não morre,
Cobra,
Percorre,
Exige
Vige.
Mas da indeterminação nos povoamos.
Pra que a lógica invertamos:
O dia existe, sobra,
Nós é que a ele faltamos.
A soberania, enquanto não morre,
Cobra,
Percorre,
Exige
Vige.
Mas da indeterminação nos povoamos.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Abrindo Diafragma
Comigo o reverso ocorria,
A foto, feita para o o impacto
Nada causaria.
Mais um dos meus julgamentos cabais:
Se algo os olhos refletem,
É apenas a dura ausência dos plurais.
Só, por pouco,
A mediocridade não me contamina,
Pelo paladar,
Amargor, apodrecida laranja lima.
Posso ainda,
Aprimorar ou corroer,
Aquilo que, de resto, se despreza,
O pensamento, sim, pesa,
Por mais que seja breve
Apedreja ou senão brinda,
Pros dois casos
Uma mão leve
Se atreve,
Em anunciar a vinda.
A foto, feita para o o impacto
Nada causaria.
Mais um dos meus julgamentos cabais:
Se algo os olhos refletem,
É apenas a dura ausência dos plurais.
Só, por pouco,
A mediocridade não me contamina,
Pelo paladar,
Amargor, apodrecida laranja lima.
Posso ainda,
Aprimorar ou corroer,
Aquilo que, de resto, se despreza,
O pensamento, sim, pesa,
Por mais que seja breve
Apedreja ou senão brinda,
Pros dois casos
Uma mão leve
Se atreve,
Em anunciar a vinda.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
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