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terça-feira, 18 de outubro de 2011

A mente (en)contra a máscara - Parte 4

A mente,
Por si,
Segura a semente,
Do que é e do que foi, do que vem e do que vinha.

A máscara,
Masca a cara má,
Escarrando, escancarando, descarando,
A escara que carrega
E contra si mesma, em auto-flagelação,
Ofende o que contém, espezinha,
Aquilo com que contava,
E por definição, 
Definha.

Segundo aforisma da máscara

A mente,
Brilhante e manifesta pitonisa,
Quando tocada e tocante,
Até advinha.

A máscara,
Arrogante e funesta, cínica, ironiza.
Quando quebrada e distante
Permanece mesquinha.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Desafio V: Máscara

A mente manifesta,
A máscara infesta,
A mente brilha, evidencia, sábia, livre, culta.
A máscara humilha, vicia, pedante e aprisionada, oculta.

Reconheça: não há ilusão,
Que esconda com a mão,
A boca que rumina,
Masca teu verbo ácido,
Querendo acordo tácito,
Legitimando a opressão.

Você me quer
Tendo como centro do mundo
Teu próprio ego,
Morbidez,
Olhar cego,
Rigidez

Mortificante ferimento,
Da pele contra o prego
E pregação

Mofino experimento,
Ao qual reajo
Com a incisiva negação.

É minha vez,
Lamento,
De gritar por reação:

Em alto e bom som, digo:
Sou a lucidez do perigo,

Teu amor, meu inimigo,

E você, sendo tudo o que o Belo não fez,
Só pode estar,
No perigo por trás da lucidez.