terça-feira, 30 de abril de 2013

Sedento Sedentário

A língua incha,
Vira enxada,
Ceifa a sede,
Embebe,
Embebeda,
Liquida qualquer nada.

Salva,
Saliva,
Inicia,
Ativa.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Crise De Carregamento

Dever da poesia:
(Ou "'devir poesia"?)
Etapas pular,
Pulular.

Cada célula premiar,
Selar,

E por cada aparelho
Circular,
Celular.



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Intromissões Crespas.

Ato falho,
Onde encalho,

Estigma do astígmata:
Menstruo mensurações descartadas,
Compaixões de levezas desmatadas.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Penso, logo, Temo

Corrente de aço como razão de ser da sociedade:
Lógicas de dissensão e insaciedade.



"DireiTortuoso"

Contratos podem ser atos
Relatos,
Retratos,
De mãos atadas.

Tendo exposto,
O lado oposto,
Contra (ria) ao ato livre,
E suposto,
Entre as vontades"precipitadas".

Um jogo de cartas,
Caligrafias,
Caras,
E/ou digitais marcadas.

A burocracia deixa suas escaras
Escancaradas.



Outro Pacifismo

Ter contra e frontalmente agido,
Nem sempre significa ser contrariado.

Contração não é confronto,
Ou o que torne alguém desativo,
Sequer afrontado.

Desconheço quem tenha contraído algo assim na forma de doença,
De modo furtivo. 

Há sim quem trate como traição 
O simples ato em que se pensa.

Esses em mim,
Tenho reduzido,
"Redomado",
Sem ofensa,

Sigo vivo.




terça-feira, 23 de abril de 2013

Manifesto Pelo Orgulho Das "Carrancas"

Gasta-se o discurso da Felicidade e do Amor,
Até o ponto de nada disso parecer permanecer com valor.

Perece, essa tática,
Nunca acima da crítica.

Afeto que não afeta de forma enfática,
Fomenta atitude apática,
Raquítica.



"Forças Ocultas"

Absoluto,
Absolveu-se do luto,

Absolvido,
Nunca mais diluído.

Abduzido, deduziu toda luta,

Obsoleto, subtraiu o sossego,
Só,
Cego,
Pela sucção da escuridão,
Absorvido.

Carente de luz,
Iludido.



Dúvida Efêmera Absoluta

Se "dissolúvel" é a substância diluída,

Ab solúvel seria o que se acha por cima de qualquer medida?


Graforreia Desvairada II

Para além de qualquer crueza ou nudez,

E também aquém da verdade, 
A cidade

Se completa com acidez.

Graforreia Desvairada I

Denso,
Tenso
Penso:

Pouco tenho sido
Nas distâncias do que me faz. 

Tem cidade demais.



segunda-feira, 22 de abril de 2013

"Setemperos"

Secreto as palavras secretas,
Em cima duma mesa,
Prenho de beleza,
Mas sem caneta ou firmeza.

Grávido de arte,
Concluo com a lua:
Gravidade faz parte.


sábado, 20 de abril de 2013

Homem Vago

Tudo como sempre.
Sempre, como tudo.

Canibal do banal,
Antropófago do abandono total,
Afagando grito mudo.

Aos senhores de verdades rotas:
Nunca abandono a zona de conforto
Em conta-gotas.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Folha Para Foliã

Eu que me achava tão rasgadamente expresso,
Me vejo como uma piada, confesso.

Nunca indiferente,
Já que sou aquele que em ti, numa outra acepção de "em frente",
Viu,
As portas abertas,
Limitadas nesse Abril.

Me faltam as necessidades que coloro
(Conjugadores  me põem em dúvida sobre ser esse verbo  existente),
Sei apenas Impossível dizer que ignoro,
Ou trato de forma banal,
O seu solitário carnaval, fértil e crescente,
Mesmo,
Quando,
Principalmente,

Tudo parece um ermo
A esmo,
Minguando,
Continuamente.

Já que temos alma,
Somos animais,
Mas na sua fauna
E paisagem,
Reside a coragem,
Das  nominais homenagens.

Me fez lembrar um fato:
A única tecla na qual orgulhosamente bato
É o botão de rediscagem.

Invado sua geografia do mítico,
Águas me passam, oceano intranquilo, porém Pacífico.
Temos tempos poéticos,
Em mim , por gotas contadas,
Na sua vez, golfadas  do Pérsico,

Me resta,além de qualquer cordialidade,
A volátil solidadriedade,
De quem também está no tétrico.



Cronotópico

Coisas as quais
O sono faz 
Com que a gente passe:

Imaginei escutar,
Pondo meus olhos a fechar,

Um relógio de tique- taque,
Tendo um ataque,
E nele, engasgasse.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

sábado, 13 de abril de 2013

Sem Rima Final

O que eu posso tentar 
É registrar
O posto imediatamente em minha frente 
Ou meu dentro
Flutua-
Ante-
Mente
Ex-
Permanente.

N-
Atua-
-Mente
Que flui,
Dama,
Ente.

Oposição diante
De-
Amante,

Rente.

Ex-
Ter-
Nu-
Ante.

Falsear um centro
Do qual refugo.

Perifer-
Riso.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

domingo, 7 de abril de 2013

Antessala Dos Palatos

Poeta:
O único ser querido quando chora.

O sabor do desgosto corrobora.


Ora, Sejam Sós...

Uma hora
(Em qualquer vindouro agora),
Vai de vez embora,
O bom humor
Do outrora grande orador,
Onde o amor não mais mora.

Há quem corra a lhe corrigir,
Pra que a masmorra interna morra,
Venha a se destruir.

No entanto, o plano segue decadente.

O retórico anda adstringente,
Restringindo toda gente que lhe vir.




sábado, 6 de abril de 2013

Mero Diletante

Escrevo só,
Tudo o que não consegui tornar falado, e por isso me afeta,

Não sou poeta,
Ao menos dos que devam ser seriamente tratados.

Quero me dar o direito,
(E assim, chegar-me aos verdadeiros versadores com devido respeito)
De um dia, quem sabe,
Ter tessituras e textos como atos abandonados,

Quando tiver mais presenças do que ausências,

Menores fugacidades,
Maiores permanências,

Passadas opacidades,
Futuras e maduras transparências.


Não se preocupem comigo ou por mim, 
Nada aqui se aproxima do fim,

Só antecipo uma realidade:
Desnecessário será ter das minhas privacidades saudade.

Interrupção nunca significou coma,
Quem a elas buscar, encontrará em viva corporalidade,
Pura soma.




Recém Ex-Blecaute

Re-incandescência:
Um fenômeno me estuda.

Re-fluorescência,
Me bota em flor,
Brota em arruda.

Eu, caminhada surda,
Outra, alguém, nada, muda.






sexta-feira, 5 de abril de 2013

"Liqui Frações"

Lobo,pra ladrar,
Língua, paladar.

Li cor de sabor,
Dito de flor de lótus ou lácio,

Palatável,
"Palas Atenável",
Torna verve do verbo, fácil.

Antena sintonizável,
Polarizar,
Parabólica,
Para bolar,
Parábola a se burlar,
E balizar:

Lar é onde se quer a saudade guardar.



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cristais Vitruvianos

Polímatas,
Possuidores de saberes fraternos,
Gotas de renascença em suas presenças,
Em meio aos pós, modernos.


Irrefreável

Depois do segundo estopim,
Reconheço:
Ter saudades de algo assim,
Além de claro apreço.

Palavras, sangues, suores, lágrimas,
Águas,
Mágoas,
Humores,
Lamas dos mangues,
Vapores,

Incessantes fluxos,
Amores,
Temores,

A brasa,
Dores
Hipnóticas,
Interiores.

Também em mim:
Capazes de nos prender o ar,
E só soltar,
Depois do fim.




Infrutífero?

Retidão
Trato com termo oblíquo,
Caso, só o contrário,
Todo o esforço será iníquo,
Refratário.



terça-feira, 2 de abril de 2013

"Sim City"

A sós,
Depois dos pós,
Se dar pra todas imensidões,

Sem se abalar,
Ou badalar
Com pecados e outros "senões".



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Retardatário

Me interesso pelo teu cansaço,
Digo mais, lhe encalço, sigo o passo,
Por ser e ter sido,
Melhor endereço pro meu embaraço.

Se faz sentido,
Todo o tecido que agora traço,
Recomendo que você me diga.

Mais que só um alvo,
Ignoro em que me salvo,
No entanto, me atiro no  jogo
Que numa hora esconda,
Em outra persiga,
A busca de lastro,
Rastro,
Ronda,
Sonda
Alma antiga.

Em todo caso
(Dicotômico, paradoxal ou profundamente raso),
Se é cassino,
Chamo "Destino",
E estou aqui para pagar suas apostas,
Financiando e ocupando o mesmo banco,
O mundo carregado em nossas costas.




Ruminar Desarrumos

Por que nós?
Por que aqui?
Por que agora?

Por que longe?
Por que eu, não monge?
Por que bom, não vigora?
"Om" não me revigora?

Por que surge,
Surda quando sonora?

Por que tanto?
Outro canto?

Por que tão?
Tanto não?

Poupar?
Pouco par?

Pouca mão?

Pouco ir?
Recair?
Decair?

Decantação?
Descarar?
Marcar a cara no chão?

Em vão?
Por qual razão?

Por que vou?
Sim ou não?



"Recadência"

Sete vidas,
Setenta vezes sete dúvidas,
Queres Gatos?
Trago hiatos.

Cadência, ele reelabora,
Decadência, decora.