Letra rabiscada:
O que deixa,
É a queixa pelo que nunca existiu,
E que, em sua persistência,
Se converte em carinho dado no nada,
Afagando o vazio.
O toque não encontrado,
Abortado,
Previamente censurado.
Abraço parecendo cortante,
Ameaçado.
Por isso arredio:
Proibiram-lhe a carícia,
Com seu consequente arrepio.
Encurralado em dor,
Sem sorriso nem flor.
Experiência desastrosa,
Pelo que se conclui:
Petrificaram-lhe a prosa
(E a musa),
Em olhar mais fatal que o da Medusa.
Agora tudo o que admira,
Regride,
Involui,
Em cada momento,lhe agride,
O corpo-monumento,
Quando não retribui,
Busto virgem,
(Significando estátua e/ou seio),
Mesmo ele, perderei,
Já que sei,
Aquilo que o tempo,
Graças ao seu receio,
Dilui.
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Apenas...
Depois de um dia,
Em que, se soubesse,
Nem os olhos abriria,
Nem levantar da cama tentaria,
Me permiti imergir em outra realidade,
Como se fosse fantasia,
Um conselho com sinceridade:
"Apenas respire e sorria".
Depois de um dia,
Acreditar que ontem seria,
Para acumular mais fardos de uma vida vazia,
Encontrei alguém que diria,
Tudo o que antes, evitaria,
Mas, de forma a encontrar,
Algo que me ajudaria:
"Apenas respire e sorria"
Depois de um dia,
Onde pareceu que nada ocorreria,
Fiz viagem aos amores,
Aos que senti, sentirei ou sentiria:
Quase um cântico de hipnose,
Que depois de contar até três,
Dessa forma começaria:
(Não só uma vez, mas, cinquenta e três)
"Apenas respire e sorria".
Em que, se soubesse,
Nem os olhos abriria,
Nem levantar da cama tentaria,
Me permiti imergir em outra realidade,
Como se fosse fantasia,
Um conselho com sinceridade:
"Apenas respire e sorria".
Depois de um dia,
Acreditar que ontem seria,
Para acumular mais fardos de uma vida vazia,
Encontrei alguém que diria,
Tudo o que antes, evitaria,
Mas, de forma a encontrar,
Algo que me ajudaria:
"Apenas respire e sorria"
Depois de um dia,
Onde pareceu que nada ocorreria,
Fiz viagem aos amores,
Aos que senti, sentirei ou sentiria:
Quase um cântico de hipnose,
Que depois de contar até três,
Dessa forma começaria:
(Não só uma vez, mas, cinquenta e três)
"Apenas respire e sorria".
domingo, 29 de janeiro de 2012
Recorrência 131
Minha situação:
Lembrar do que disse sobre a dicção,
E associar com personalidade em flutuante variação,
Sem direito a nenhuma alucinação.
Resumindo:
Ausente qualquer mutação...
Se saudade é como fome,
Estou faminto de quase tudo,
Até o conselho de João Cabral segui,
E meu nome, pelo amor, comi,
Para não me tornar mudo.
O sentimento aumenta,
A saudade é sempre maior,
Derramo mais e mais suor,
E é o Nada que se sustenta.
Entre adoração a dor,
A segunda se retroalimenta,
As forças da irmã limita,
Suga, absorve, rumina e regurgita.
Esse então tem sido meu tormento,
Desde antigo momento,
Queria te dar mostra mais solar do meu talento,
Mas hoje, só posso me consolar,
Lamento.
Ignoro se para sempre ou ainda,
Mas a minha subnutrição de afeto não finda,
Queria te ter bem-vinda,
Como alguém cuja presença se brinda.
Infelizmente por agora,
Tenho apenas as feridas de quem chora,
Para que tu chames de "coisa mais linda".
Lembrar do que disse sobre a dicção,
E associar com personalidade em flutuante variação,
Sem direito a nenhuma alucinação.
Resumindo:
Ausente qualquer mutação...
Se saudade é como fome,
Estou faminto de quase tudo,
Até o conselho de João Cabral segui,
E meu nome, pelo amor, comi,
Para não me tornar mudo.
O sentimento aumenta,
A saudade é sempre maior,
Derramo mais e mais suor,
E é o Nada que se sustenta.
Entre adoração a dor,
A segunda se retroalimenta,
As forças da irmã limita,
Suga, absorve, rumina e regurgita.
Esse então tem sido meu tormento,
Desde antigo momento,
Queria te dar mostra mais solar do meu talento,
Mas hoje, só posso me consolar,
Lamento.
Ignoro se para sempre ou ainda,
Mas a minha subnutrição de afeto não finda,
Queria te ter bem-vinda,
Como alguém cuja presença se brinda.
Infelizmente por agora,
Tenho apenas as feridas de quem chora,
Para que tu chames de "coisa mais linda".
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
130 dimensões
Se bem ou mal,
Consigo falar o que sou capaz de sentir
Já não posso dizer a mesma coisa (distância abismal),
De escutar minhas próprias palavras,
Inaudíveis por conta das gotas de chuva a cair,
Perfurando aquilo que deveria se chamar "telhado",
É por isso que, se quiser me ouvir,
Tenho que fugir,
E optar
Entre fingir sorrindo
E lamentar calado.
Por isso me desesperei,
Em encontrar nos seus olhos meu conforto:
Desconheço o que me torna exemplo,
Se apesar do que sei, continuo torto...
Nego procurar lá fora o que já está em mim,
Só não esperarei solitário ao meu fim...
Essa pode ser a diferença entre o naufrágio e a salvação no porto,
Entre estar vivo e apenas se reconhecer não morto.
Consigo falar o que sou capaz de sentir
Já não posso dizer a mesma coisa (distância abismal),
De escutar minhas próprias palavras,
Inaudíveis por conta das gotas de chuva a cair,
Perfurando aquilo que deveria se chamar "telhado",
É por isso que, se quiser me ouvir,
Tenho que fugir,
E optar
Entre fingir sorrindo
E lamentar calado.
Por isso me desesperei,
Em encontrar nos seus olhos meu conforto:
Desconheço o que me torna exemplo,
Se apesar do que sei, continuo torto...
Nego procurar lá fora o que já está em mim,
Só não esperarei solitário ao meu fim...
Essa pode ser a diferença entre o naufrágio e a salvação no porto,
Entre estar vivo e apenas se reconhecer não morto.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Abertamente Claustrofóbico
Pela primeira vez,
Presencio um retorno,
O que não pode voltar,
Já que nunca foi embora:
O acúmulo de mais um transtorno,
De quem, por mais que queira,
Não chora.
E agora?
E sempre?
E depois?
Incapaz de se sentir uma existência inteira,
Junto de mais alguém, nunca contaria até dois.
Todas as distâncias que conhece,
Estão fora do seu possível plano,
O mel da vida na boca lhe apodreceu,
Nada de bom aconteceu,
Ao seu lado, no seu oceano.
Quem vem?
Ninguém...
Estão todos além...
Eles excitam,
Eu hesito.
Eles refletem,
Eu, aflito.
Eles têm feito, nada menos que o mundo,
Eu apenas tenho dito, furioso, iracundo.
Contra inimigo íntimo que desconheço,
Só sei piedade implorar,
Mesmo, e principalmente, caso me cale.
Eles tem territórios pra explorar,
Se precisam se armar,
Simplesmente pagam o preço,
Desimportando o quanto ele vale.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
127 volts (se oferecendo ao meu eletrochoque)
Não lê mais?
Nem escreve?
Farei o que sempre fiz,
Você sabe que sou eu quem sempre se atreve.
Ele faz o que sempre fiz,
Você o quer, e não me quis,
Se incomodou com as minhas indiretas?
Vamos agora para as provocações concretas...
Tem canções?
Tenho iguais
Ou mais ainda!
Tem olhos?
Então conhece a verdade,
A obviedade que há dois anos encontrei, de que você é linda...
Ele sabe da tua primavera?
Não antes de te declarar: "eu sei"...
Eu te esperei
E é ele quem prospera?
Conheço meus erros
(E sigo errando)
Mas é pelo que realizei
Que vou sangrando...
Contei muitas vezes até três,
Considerando o direito de te escutar,
Que fosse uma vez,
Mísera, única, pura e simplesmente, primeira.
Não podes nem dizer com todas as letras,
(Você, com tanto orgulho de se definir como certeira...)
Que se desfez,
Aquilo que ao tornar minha força transparente,
Modificou teu calar, para mim, mortal,.
Ao invés de um ponto final,
Em um sinal reticente...
Se não podemos nos ignorar,
Então se acostume:
Poderias ter me dado teu amor,
Mas só mereces que eu te oferte meu ciúme...
Nem escreve?
Farei o que sempre fiz,
Você sabe que sou eu quem sempre se atreve.
Ele faz o que sempre fiz,
Você o quer, e não me quis,
Se incomodou com as minhas indiretas?
Vamos agora para as provocações concretas...
Tem canções?
Tenho iguais
Ou mais ainda!
Tem olhos?
Então conhece a verdade,
A obviedade que há dois anos encontrei, de que você é linda...
Ele sabe da tua primavera?
Não antes de te declarar: "eu sei"...
Eu te esperei
E é ele quem prospera?
Conheço meus erros
(E sigo errando)
Mas é pelo que realizei
Que vou sangrando...
Contei muitas vezes até três,
Considerando o direito de te escutar,
Que fosse uma vez,
Mísera, única, pura e simplesmente, primeira.
Não podes nem dizer com todas as letras,
(Você, com tanto orgulho de se definir como certeira...)
Aquilo que ao tornar minha força transparente,
Modificou teu calar, para mim, mortal,.
Ao invés de um ponto final,
Em um sinal reticente...
Se não podemos nos ignorar,
Então se acostume:
Poderias ter me dado teu amor,
Mas só mereces que eu te oferte meu ciúme...
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