sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

127 volts (se oferecendo ao meu eletrochoque)

Não lê mais?
Nem escreve?

Farei o que sempre fiz,
Você sabe que sou eu quem sempre se atreve.

Ele faz o que sempre fiz,
Você o quer, e não me quis,

Se incomodou com as minhas indiretas?
Vamos agora para as provocações concretas...

Tem canções?
Tenho iguais
Ou mais ainda!

Tem olhos?
Então conhece a verdade,
A obviedade que há dois anos encontrei, de que você é linda...

Ele sabe da tua primavera?
Não antes de te declarar:  "eu sei"...
Eu te esperei
E é ele quem prospera?

Conheço meus erros
(E sigo errando)
Mas é pelo que realizei
Que vou sangrando...

Contei muitas vezes até três,
Considerando o direito de te escutar,
Que fosse uma vez,
Mísera, única, pura e simplesmente, primeira.

Não podes nem dizer com todas as letras,
(Você, com tanto orgulho de se definir como certeira...)

Que se desfez,
Aquilo que ao tornar minha força transparente,
Modificou teu calar, para mim, mortal,.
Ao invés de um ponto final,
Em um sinal reticente...

Se não podemos nos ignorar,
Então se acostume:
Poderias ter me dado teu amor,
Mas só mereces que eu te oferte meu ciúme...

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