quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Realeza II

"Não sabe pra onde ir? Volte pro começo."
(Sentença pela qual sempre tive apreço)

Como tudo se iniciou,
Afinal?
Com um predicado:
"Passional".

Forma de informal psicanálise, distinta:
Três nomes,
Além de criação com lápis e papel,
Pincel e tinta.

Desejo, desespero e sonho,
Neles, tudo se acabava.
Depois de o despertarem,
(Era o que faziam, sem explicarem)
Ele tinha que retornar,
Pro mesmo tempo e lugar,
Que desapontava, o entediava.

O tempo,
Ato, de fato,
Imposto.

Sem tê-lo,
Ele o ouvia,
Se estendendo a revelia,
Sob seu contragosto.

O espaço,
Alongado,
Apenas o mínimo necessário
Para se recusar ser alcançado.

Ele a via,
Ela, olvidada,
O esquecia,
Ele voltava para a letargia,
Estado: Estático.

A salvação contra o propagado
Abandono:
Crer que as folhas se acobreiam no outono,
Como fenômeno de perfeição,
Sem divagação,
De quem nunca lhe foi presenciado,
Com seus risos,
Cabelos lisos,
Dentes brancos e alinhados.

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