terça-feira, 17 de janeiro de 2012

7 (Meses) de Ouro

Falou de contatos ocasionais,
Para mim,eles são assim:
Mais do que de "ocasião",
Derivam de "ocaso", fim.

Saber que eles sempre acabam,
Como a luz de um dia indo ao poente,
(pior é a noite quando a lua ninguém vê)
Me deixa doente,
É um mal que me contamina,


Como crer no clichê,
De que minha cidade,
Seja talvez, capital, metrópole,
Coração da América latina.

De que adianta estar no coração,
Se não pulso?
Antes de entrar, me sinto expulso?
Tratado como gado, arrastado num impulso?
Olhando apenas ao que me causa desejo de repulsar?

Querem me forçar garganta abaixo,
O hábito, de tudo desconfiar:
"Eles te dão a mão,
Só pra empurrar".

Parece somente haver adrenalina,
Enviada a quem pretende se dopar.

Te dizem despossuir talento,
Querem que evites ousar,
Mas da tua vontade, é bem verdade,
Nenhum deles poderá se apoderar.

Pago o preço,
Existo, logo penso,
Me dou ao luxo do contrassenso,
Admito:  seu custo é caro,
Sem no entanto, me impedir de declarar:

"Não raro,
Passo noites em claro,
As boas, nunca deviam terminar,
As ruins, só se prolongar
Tempo bastante até que possam melhorar".

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