sábado, 21 de janeiro de 2012

Abertamente Claustrofóbico


Pela primeira vez,
Presencio um retorno,

O que não pode voltar,
Já que nunca foi embora:
O acúmulo de mais um transtorno,
De quem, por mais que queira,
Não chora.

E agora?
E sempre?
E depois?

Incapaz de se sentir uma existência inteira,
Junto de mais alguém, nunca contaria até dois.

Todas as distâncias que conhece,
Estão fora do seu possível plano,
O mel da vida na boca lhe apodreceu,
Nada de bom aconteceu,
Ao seu lado, no seu oceano.

Quem vem?
Ninguém...
Estão todos além...

Eles excitam,
Eu hesito.

Eles refletem,
Eu, aflito.

Eles têm feito, nada menos que o mundo,
Eu apenas tenho dito, furioso, iracundo.

Contra inimigo íntimo que desconheço,
Só sei piedade implorar,
Mesmo, e principalmente, caso me cale.

Eles tem territórios pra explorar,
Se precisam se armar,
Simplesmente pagam o preço,
Desimportando o quanto ele vale.

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