segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Oitavo Oceano

Seriam Sereias,
Sob camadas
Ou anáguas.

Se o cabelo de Iemanjá
Costuma se formar
No encontro dos raios da lua com o  mar.

Cachoeiras são, então,
Tranças ou cachos d'água?


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Hibernação Quente

Línguas travo,
Fatos gravo,
Na alma tatuo.

Placebos agravo,
Palavras cruzo,
Sinuosidades insinuo.



Depuração

Chega,
Enxerga,
Em vergonha,
Enverga.

Grito ecoado,
Decodificado.
Agricultura celeste o terá solucionado,
Por ter determinado,
Terreno em sol arado?

Dono amedronta,
Anda em andino tesouro,
O astro rei transpira,
E da queda de cada gota que na terra se atira.,
Nascem minas de ouro.

De pé,
Pedes
Piedade:
Alega que o extraído daquilo que o sol sua,
Transcende  propriedade.

A sede é o fogo desse jogo,
Calor ao redor da fogueira das vaidades.

-Não te amas?-
-Ele pergunta-
O bastante pra que temas,
Que tua era passe conforme o teu destino derramas?

Cometeu erro,
Pecado mortal daquele momento,
Calcular mal o interesse,
Falhar no recado pelo endereçamento.

Teria embaraçada,
Sua estratégia,
Entremeada de inveja,
Embaraçosa e embaraçada,
Perderia, então,
Em vão,
Do pensamento a meada.

Tocaria o vazio,
Por perecer sem fio que o guiasse na caminhada.

Você o ilude,
Quando alude,
Ao voo,
Ele se aproxima, vem,
Te ovaciona,
Não equaciona,
Desconhece o início,
Porta, entrada o rota,
Desequilibra em linha torta,
Particular vício.

Eres veneno
Pra aquele mundo pequeno.

Mede asa,
E ensina,
A cura está em manter os princípios ativos
Em qualquer medicina.

Disso sucederia,
O fiar pra atravessar maresia.

A emoção proporciona.
Semear Juventude,
Variação sem avaria.

Só o que se dimensiona,
Etapa  que superaria.

Lapsos do lápis,
Criam caligrafia,
Calam mote que matar queria,
Tentação de quem destrataria.

Eu,fiel aos dados que giro,
Aos elos pelos quais respiro.

Por costume, quimeras concebo,
Uvas e mel recebo,
Sendo pouco rei e mais réu,
Do que percebo.

Se se pode,
Com uma ode,
Me seduz.

Por isso aqui pus o que compus.

Dói?
Depende do tom,
Prosaico feito pera,
Sagrado feito Amon,
Outro ser solar,
Que se grifa,
Glorifica
Quando hieroglifica.

Isto é:
Normal
Ou nem tanto,
Espanto,
Mesmo mal,
Significa "bom".

Eis meu "tao"
Agora,
Nau,
Cacofonia,  bossa boçal.
Vira realidade,
Útil material.

Dose cavalar,
Pra cavar ar,
Fazer perdurar,
Perdição onde consigo me encontrar.

Caí,
E...
Levanto cada encanto,
Canto enquanto não sumi.

Adiciono:
Toque,
Trocas relaciono.

Fato eco-étnico travo,
Provo, sinto,
Sabor de cravo.












sábado, 23 de fevereiro de 2013

Infla-Magra-Fite

No muro,
De alto morro,

Um murro de consciência.
A pichação, ao decoro se lixa,
Fixa e ficha, 
Resguarda e serra, 


O socorro, berra:
"MurmurUrgência".



Prenúncio

Espelho explode,
Restam cacos,
Peças pros mosaicos.

Em que retalho arcaico,
Profano, laico,
Acode.

E se espalha,
Como luz profunda,
Oriunda
De sol feito, migalha por migalha.



"MórbidÓrbita"

Peixe acuado,
Sem aquário,
Nada.

Pássaro de asa presa,
Enredada,
Por sangue avermelhada.

Nessa rede
Em que horizonte é parede.

Aparecer ou perecer
Permeiam parentesco.

Tendo ao retiro,
Me firo,
Olho costurado,
Atrelado à tela,
Apodrecido afresco.

Afim,
Me fio na pestilência de Aracne,
Tudo o que aqui é, pus,
Inflamado e repugnante,
Igual acne.

O primeiro arsenal se faz família,
Me englobando no covil dos lobos,
Pra formar "Armatilha".

Entorta a mim, a linha reta,
Espelho me expele,
Segrega,
Secreta.

Enxota quem estiver dele em diante,
Exorta a extorsão ,
Desacreditando
Descriminando,
O distorcido por mágoa imaginante.

Tão humano quanto,
Um faraó de cauda,
Espantado, portanto,
Fustigado a mastigar cada lauda.

Mão,
Dói,
Bate.

Chão,
Corrói,
Morte > Arremate.



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Quinto Ato Interno

Ódio débil,
Pode e deve
Sofrer embargo,
Por se esconder
No que não largo.


Dano, Fico

Rolo,
Na areia das palavras,
Quero fazer cama,
Mas não repouso,
Atolo.

Carrego
Água de mágoa,
Ergo calabouço, lama.

Colateral efeito,
Defeito,
Nocivo,
De ser ego coletivo,
Merecedor de corretivo:
Me furtar a ser furtivo.


"Acróstificado", Sobre o Passado

Regendo,
O que na minha alma enrijece,
Lendo o entristecido  felino,
Até tapa aparece,

Profissão de fé,
Me é,
Ter paladar ferino,
E morder o não ter,

Arrepender,
Sem nunca aprender,
Sequer uma prece.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Manhã...

Quanta coragem
Está em revelar
Atos de solidão matinal numa imagem!

Longe de qualquer plano
Parecer puritano,
Mas, expondo esse aspecto,
Teu até agora virtual espectro,
Se tornou, como nunca de uma só vez,
Tão humano.

A tal solidão,
Desejada pra tornar cada dia menos vão.


Quando se esperava ela ocultada,
Traz lição,
Suspirada ou soluçada como solução.
Em que a única travessia possível
É pela contramão,
A favor de quem a conduz,
Provoca, seduz, nessa situação.

Assim escancarada,
Não se tem nada que perder,
Pode se turbilhonar,
Arremessada pelo prazer,
Destinada a se tomar, pertencer,
Dona de qualquer direção,
Deixar-se arrastar guiada, desvairada e esguia,
Sabendo ser melhor que a  insossa calmaria,
O errático furacão.




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Étimo-Neo-Logia

Devo sofrer de "Mitocondria",
Não sei se por crer em historia que não possuiria,
Ou  o que mais me intriga:
Pelo lado e acima, na barriga*,
Carregar de fato, mitologia.



(*Hipocondria deriva de Hipocôndrio= Cada uma das partes laterais da região superior do abdome. Na Grécia antiga, dizia-se ser comportamento comum  dos doentes imaginários o toque na região dos hipocôndrios)


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Liberar Libelo

Não nego ser quase todo tenso.
Fui criado pra uma firmeza a qual finjo que pertenço.


"MadrugaDana"

Sou quem acorda aspirando forte o ar, 
Como se me salvasse pouco antes de afogar.

Lembro ter sonhado duas noites,
Uma com boa música, outra com amor.

E levantado sobressaltado,
Parecendo assustado
Por estalar de açoites.

Algo explica tal dissabor?





"Viajante Sem Porto"

Jorge Amado:
Sem ter pensado- 

Mas enfim- 
Pelo "Valente" por ti criado,
Chego ao ontem celebrado
Valentim. 

Quis me tornar
Quase mar,
Me emborcar
Pra dentro de uma boca,
Liquid'Amar.


Sabes: vontade assim nunca é pouca.

Ignoro os saveiros,
Ou como se apaixonam os marinheiros.

-Isso logo se vê-

Antes da minha mão que treme,
Lidar com àgua onde reme,
Segura o leme
Quem me lê.




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sal Amargo?

O que esperará?
O mar encontrará?
Depois, mareará?

Tentar o tempo será
De alguma valia?

Crê que tenho ferro no peito,
Enquanto a carne sangra todo dia?

Expectativa vã?
Por qualquer amanhã?
Ou queda da maçã?

O que terá como experiência?
(Sejamos francos...)
Vazios afogados por quatro rios?
Desbancados, debaixo dos bancos?

Distorções nas imagens?
Erros transbordando as margens?

Primavera  da consciência em tocaia?
A escuridão, vaia?*





(* Feminino de vaio In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-02-13].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/italiano-portugues/vaio>.)


Um Aparte

Sem querer
Acabei por ter
Feito acróstico que seca.

Alguém precisa responder:
O poeta aqui peca?



("Inspirado" em: "DespertaDante")



"DespertaDante"

Duas horas da madrugada:
Adocicaram meus sais,
Não durmo por nada,
Nem desperto mais.

Sonho acordado?
Então esse é o acordo:
Cinza vomitado,
A cor, mordo.



("Origem" de: Um Aparte)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Naquilo Que Darwin...

Retrato retardatário:
Moldura primata,
Enfoque primário.


Só similares aos símios,
Não negamos,
Somos.

(Um)a diferença:
(dis)Simulamos.



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Nó No ( Ou Dó Do?) Vazio

Isso, posso até pedir por quilo:
Corte do vazio não é só figura de estilo.

Um nome,
Que consegue ser fome.
Mas também se come.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Trazendo Atrás De Si

Trajetória,
Igual memória,
Tal como história.

Jeitosamente trajada
Ou tragicamente ultrajada,
Dependendo da oratória.