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quinta-feira, 21 de março de 2013

Que Fim Levaram Os Gatos Pretos?

Como quem depois do fim, volta pra página um,
A título de memória,
Sigo sem esquecer,
Desse poema comum,
Em também querer eu ser

Com toda a sua glória
O capitão de Bandeira,
No rondó de Manuel
E sua esperançosa história.

Juntos de Isadora,
Do hierofante,
Da mulher infiel
Desde antes de todo agora,

Compõem Monte Parnaso,
Descoberto ao acaso
Em música de teatral passado.

Indefinível,
Entre seco e molhado,
Hoje Imaginado,
Nas sendas tranquilas do invisível,
Lirismo, deleite audível.


terça-feira, 12 de março de 2013

"Cavaleriana"

Miasma* pros meus pulmões,
É como chão pra quem caminha,
Então, não existem senões,
Ruarei** por asma minha.

(*Emanação proveniente de substâncias animais ou vegetais em decomposição)

(** De "Ruar"= Andar frequentemente pelas ruas)


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Paralela Rara

É chama personificada.
Foi chamada,

"Poeta certa do cerrado"
(Não será poetisa?)
De qualquer forma, fato:
Se divisa,

(Des?)Equilibrada,
Bipolariza.

Entre o doce brado,
O áspero significado,
Uma seta ao apaixonado,
Quem sabe, punho fechado.

Dona de incertezas vívidas,
Fala de mulheres líquidas
Me mantêm intrigado
Sobressaltado.

Como quem de/para/com
Mudança eventual para um estado,
Volátil concretizado,
Ou alguma surdez nesse tom.




segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Armadura Abstrata

Cartas nunca escritas,
Jazem, já mais aflitas.

Meias luzes, no entanto, Infinitas.

Ritos de irritações interditas,
Entre continuações, nuas e incontidas,
Ditas,

Pelas retinas retidas.

Peço que reflitas,
Tu, que exercitas,
Excitas, citas,
Mas não hesitas.

Enquanto eu me recolho,
Quer pelo obstáculo,
Ou pela consciente ação que ponho diante do meu olho
(O melhor receptáculo),
Qualquer desses:
Escolho.




quinta-feira, 8 de março de 2012

Modulação de Frequência # 2

Mais triste e mais velho
Sobre amor não aconselho.

Mesmo tendo o amanhã nos meus olhos,
E os sinais do belo sob seus monopólios.

E apesar de saber que os sorrisos voltaram aos rostos,
Que novos chamados para o sol foram compostos,
Ainda tenho amargores injustos postos,
Onde nada está bem
Sobressaindo-se os desgostos.

Mais um dia que se mede,
Acinzentando, se sucede,
Acidentando as horas,
De dor para que o demiurgo se apiede.

Eis o motivo pelo qual minha alma não definha:
O gosto da tangerina me encaminha,
Para o tempo em que me acreditei amado,
Acompanhado de uma rainha.

Fazia tempo que aqui estava desencontrado,
Uns mil anos de vertiginoso passado...

Será que ela ainda se lembra,
Dos momentos em que juntos, celebrávamos,cada um, à sós?
Ela poderá pensar novamente em nós?

Algo a fazer por mim:
Voar pra longe,
Ao contrário e até o fim.

Antes que me restem apenas impropérios,
Enquanto ela mergulha e nada nos mistérios.

Antes que eu possa inventar uma prisão de legados,
Imaginar pecados,
E construir as lápides de íntimos cemitérios.

Novamente o pó retorna,
Para ser lambido onde o sofrimento se forma,
E assim engasguemos de aflição com a poeira,
Conosco agora,
Ou durante doze horas,
Pelo dia,
Ou a vida inteira.

Possibilitando que nos contamine,
Aos gritos de "Não chore e assine!"

Prematura melodia,
Pontuada pelo horizonte,
Quando o raiar se anuncia,
Mas que termina cedo demais,
Antes de alguém se dar conta de que a conhecia.

Mais calma que a garoa,
De brilho maior que o da neve,
Suavidade melhor que a de noite,
(Aquela que, a mim, unicamente atordoa):
Gritando para o céu,
Ele te ecoa,
Sem se omitir,
Teu faz-de-conta
Carrega a coragem de deixar tudo ir.

Eu frágil,
Feito do que se desmonta,
Tenho como maior medo
O de cair.

Então,
A garoa se torna chuva,
É para ti, perfeita,
Caindo como uma luva em seus pequenos dedos,
Você se diverte contando os pingos,
Eles, lhe confidenciam segredos.

Nossos olhares se cruzam,
Pra que nossas línguas mutuamente nos seduzam,
Não me pergunte a razão delas quererem isso fazer,
Além do desejo de obstáculos remover.




Modulação de Frequência # 1

Eu,
Pura e simplesmente,
Apenas penando,
Só.

Quando poderia falar de tema épico,
Sério,
Me fazendo maior,
Citando qualquer império,

Me fazes pensar que tudo isso é em vão,
Se há algo reinante,
Tem decadência arrogante,
Na minha situação:

Monarquias enforcadas em seus próprios nós,
Em que as diversas rochas que edificaram seus castelos,
Tornaram-se agora várias espécies de areia e pós.

E carreguei todos, não sei com qual sentido,
Até que da minha mão, eles foram varridos,
Dados como desaparecidos.

Parado e sem dormir
Meu afã é que me espanta,
Embaixo dos meus pés,
Marcados em brasa,
Se queima cada planta.

Eu me apego,
Cego,
Apesar de ver,
A falta da alguém para encontrar, atender, satisfazer.

Existem lugares onde o sonho é concessão:
As paredes dentro do poço,
No topo da colina, o casarão,
Cantando os rastros que deixamos no caminho,
Na velha rua vazia, parafusos,
No peitoril da janela, garrafas de vinho,
E bebedores confusos.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

"Caso Crônico" II

Amor  duradouro
É duro amor

Para  refrescar meu ardor,
Escolho,
Recolho,
Recorro
Ao socorro

De mal traçados rascunhos, meus impulsos,
Escritos com o que há por trás dos olhos,
Intensamente mais e além,
Do poder escritor nos meus punhos e pulsos.




( Variação de"Caso Crônico": )



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

(des)Ventura em Chelsea

Último romance a tocar,
Você sem nem mesmo imaginar
O que existe entre mim
E "Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém afim de te acompanhar"...

Ah, mais uma verdade:
Retomei como tema a liberdade,
E você, segurando a lis,
Também sobre o livre-arbítrio, disse o que quis...

Coincidência?
(Também chamada "sincronicidade"?)
Seja como for, me fez feliz.
(Deixando clara uma ponta de vaidade...)

Até sem querer,
Repartimos canções,
Falando sobre a mais bela das estações...

Tenho a memória boa demais,
Para esquecer o temor,
De quando algo assim terminou,
Com minha alma sob vários arranhões,
Sei:
Eram outras pessoas,
Outras ocasiões,
Mas, ainda assim tenho medo,
Já que insiste a idêntica dor,
Em crer que serei, de novo,
Nas mãos do destino um brinquedo.

Último romance a tocar,
Você sem nem mesmo imaginar
O que existe entre mim
E "Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém afim de te acompanhar",

Razão a mais para te encontrar,
E explicar,

Outro pretexto pra te seguir,
Procurar a mim mesmo enquanto estou pronto pra fugir,
(Agora sou eu que me pergunto se devo ficar ou ir)
Incapaz  de vivenciar a diferença,
Entre aterrizar e cair.

Deixando marca que em minha pele facilmente se imprima,
Independentemente de logo se perceber,
Estamos, há tempos,dividindo a rima.

Nunca soube cuidadosamente ler os sinais,
Tem sido isso o que me dói demais...
Eu aqui, tão longe, quase quedo pra trás,
Com como minha mente se desfaz,
Igual cera derretendo,
Junto ao pavil em baixo fogo,

Quando entendo como meu,
O que citas,
Recitas,
Hesitas,
Ou excitas,

O que chamas,
Declamas,
Reclamas,
Ou inflamas,

Algum de nós entende as regras desse jogo?

Quase certo, o perderei,
Me desvairarei.

Fui pelo fenecimento,
Vítima de afrontamento,
Perto do afogamento,
Isolamento,
Me impedindo de me lançar,

Eu, em minha total descompostura,
Me pergunto se existe melodia, escrita ou não em partitura,
Onde possa caminhar.

Resposta óbvia, dura, inconteste:
"Não, por sudeste,
Nem nordeste,
Nem por Chelsea,
Ou nenhum outro lugar!"

Esses termos,
Ermos,
Caminhando para o fim,
Te fazem rir no mais fundo de si,
Sim?

Se for como a sina
Assina,
Reafirma o próprio método de sentido,
Você terá se decidido,

Negando o que descobriu,
Sabendo que será melhor, depois de ter partido,

Ter minha indiscrição no cárcere
Igual perigoso bandido detido,
Vendo que sua defesa sumiu.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ciprestes (e morangos silvestres)

Especulo,
No espelho, espreito espectros,
Pecados que dissimulo.

Em meu espolio, espalho epístolas, aspectos,
Repertórios,
E te simulo.

Em palhetas, cores e sons,
Tons sobre tons,
Demarco, cerco e circulo,
Espetáculo ao qual seu nome se preste,
Onde minhas guerras, fomes, pestes
Anulo.

Recapitulo,
Entre minhas parcas memórias campestres,
Terrenas, telúricas,terrestres,
Inglórias lembranças secas, agrestes.

Como eu desejo o paladar terminante,
Nevrálgico,
Sob pretexto de que manifeste,e infeste,
Ter, de mim em diante,
O sabor de te saber,
Constante,
Puro.

Morangos silvestres,
Maduros.

Incontestes,
Nostálgicos,

Com toda a garra,
Os seguro.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Para dias refinados

Enquanto ninguém, depois de ti, chegar tão perto,
Te verei como destino certo,
Do afeto que quero ter e oferecer,
Quase o tempo todo,
Quase sem querer.

Só assim estarei desperto,
Olhos, ouvidos, braços e sorrisos
Abertos,

Aptos para receber
A escrita indescritível,
Dos poderes do prazer.

sábado, 29 de outubro de 2011

Retomando Rosa (e um pouco mais)

Vê que compartilhamos um desenredo,
O deixamos repartido,
Dissenso sentido,
Olhares perdidos,
Construídos pelo (ou sobre)
Abismo de medo.

"A vida é feita de pedaços do céu",
Fugindo do fel,
Via firmamento, lá vou eu,
Voo, antes de navegar:
2.369 quilômetros, para brincar,
Com alguém, usando barquinhos de papel,
Você tem um folguedo de que se orgulhar?
"Pobre de quem não teve o seu".

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pelo espaço, Por espaço

Fui hipnotizado,
Horário desconhecido,
Olhar embaçado, nebulizado,
Rádio ligado.

Eu sei que explodirei,
Meu controle perderei,
Nada esperarei,
Nada encontrei,
Mas do que vale a pena,
Posso supor que ainda sei.

Não me aproveitarei da sua aterrissagem,
Equipamento obsoleto esse meu,
Fundiu,
Derreteu,

Sem captar sua mensagem,
Incapaz de  reter para mim,
De tudo o que aconteceu,
Mais do que uma mísera imagem,
E o registro, sinistro, de inconclusa viagem.

sábado, 22 de outubro de 2011

Com os botões, entre as pedras

Você sabe,
A cada "oi" nosso, estou sorrindo,
O que fazer com a tensão que escondo ( e que em um só corpo não cabe),
É o que ainda estou decidindo.

Não és pra mim objeto de ontem,
Jornal descartado,
Amassado pelas mãos de outrem,

Mais um dia e seu rubi,
Você sempre com alguém pra estar, amar  ou odiar,
E  eu aqui
Acrescentando outro nome pra pendurar,
No meu móbile feito das faltas que senti.

Eu a ouvi dizer,
Que não há nenhum tempo pra perder,
Pergunto, com meus dedos entre os botões,
A razão de sempre falhar na procura de conexões,
Apontando sempre pra erradas direções.

O que quer que exista (se existe) para além da gente,
Confirma que eu tentei, quase diariamente,
Tirar meus pensamentos da sua frente,

E o que quer que exista (se existe) para além da gente,
Reconhece que eu anseio,
Entre as lentes,
Te ver sorrindo docemente,
E entredentes,
Te ouvir falando calmamente.

Valiosa,
Sábia treinada,
Calejada pela vida,
Respeitada e respeitosa,
Comovente e comovida.

Não sobrou muito pra atacar,
Me fazendo ser percebido,
Eu,
Perdido,
Vencido e vendido,
Me remeto ao tempo,
Em que acreditava poder ser seu,
Espero que tenha ficado divertido.

Para cada passo de nossa essência conflituosa,
Existe um poema, um filho,
Nascido do ventre de mentes emaranhadas,
Do genoma das vozes sufocadas,
Meu âmago quis pra eles uma morada,
O seu, corajosa e simplesmente,
Pulou o trilho,
Da minha parte, pego o trem,
Duas feridas abertas:
Coração e supercílio.


Minha obsessão,
Gargalhadas no meu caminho,
Crueldade e possessividade,
Deixam cada uma, em meu ser uma impressão:
Péssimas companhias de quem se crê sozinho.

Deve haver algum lugar,
Onde você possa parar,
E todo o tempo do mundo tenha, para que te escute desabafar...
Juro, permanecerei para manter teu segredo inviolado, inteiro,
Se não sendo como eu mesmo,
Que seja na pele de um soldado,
Marinheiro,
Mosqueteiro,
Ou qualquer herói de fábula,
Chamado a esmo e lisonjeiro

Sei que és complicada,
Mas, sendo um observador vivo,
Escolho te ver de outro modo,
Em outra forma de adjetivo:

Educada,
Sofisticada,
Dedicada,
Infelizmente por muitos, (excluindo-me destes)
Subestimada.

Ela segue adiante,
Indo, voltando,
Subindo, descendo,
Ao tudo e ao nada,
Ela não sabe que a estive vendo,
Uma noite,
Um mês antes,
Encantadora e embriagada.

Mas no seu mundo,
Se rechaça qualquer outro mando,
Ela segue adiante,
Sussurrando, Sussurrando...

Não sei se é certo ou equivocado,
Querer saber pra onde fostes depois que cheguei,
Mas, se de todos os crimes do mundo for acusado,
Ficarei satisfeito de não infringir tua lei.

sábado, 15 de outubro de 2011

"Roseano" e sinestésico.

"Esperar é reconhecer-se incompleto",
Saber que serei mais sujeito de mim,
Se me objetivar como seu objeto,
Me sujeitar ao teu jeito,
Efetivar o teu afeto.

Não assistirei a tua queda,
Agindo igual ao voyeur olhando do alto, do teto,
Me nego a me comportar nos mesmos moldes de um parasita, abjeto,
No momento em que preda, furtivo, quieto.


Sua ruína,personificada,
É parte da sina com que sonho,
Por nós, sendo amarrada e partilhada,
Inevitavelmente escutada,
Ouvida em ruído suicida,
Aspirei que fosse apenas inspiração culta,
Constatei verdade antes oculta,
Me enganei, a ansiando olvidada, fendida,
A elegia sonbria, contigo componho.


Te ofereço minhas mãos para amparar,
Mas só viro as costas,
(Desejo e receio: forças opostas)
Sem coragem pro teu sofrimento presenciar,
Assumo o que me incrimina,
Já que, unicamente se nascido em ti,
O ato de condenar me alucina.

Levo comigo, olhos sedentos de encontrar outra retina,
Mas incapazes de ultrapassar,
Não há lugar para alcançar,
Além da fronteira,
Visão coberta por cortina.

Dicotomia certeira,
Que me doma,
Domina,
Descortina o sensitivo coma,
Abomina.

Tudo justo,
Justaposto,
Sobre mim,
Sobreposto,
Pôr ao meu próprio corpo,
Incorporado imposto,
Pra que exista entre nossas almas,
Entreatos,

Pontos de contato,
Diálogos, em olhares e fatos,
Entre ambos sentidos,
Perfumes retidos,
Em duplicados olfatos.

E entrepostos,
De nosso amor, provisórios lares,
Territórios livres em nome dos paladares,
Se tocando,
Tato de dois palatos,
Descobrindo gostos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"Clarivivência"

É difícil que me transporte mentalmente,
Para minha infância, a  época da adolescência,
Ou qualquer período em que era insensível, menor ou inexistente,
A consciência e o seu peso inerente.

Por causa disso, de novo algo teu me fez diferente,
Melhor, certamente,
A ti, reverente.

Meus dedos, tudo,
Minha língua, nada.
Passo por ti, e também olho a placa modificada,
Fotograma solto,
Palavra, luz,
Imaginada estrada.


Eu tento,
Juro,
Parecer mais maduro,
(Empreitada fracassada),
Sem conseguir esquecer,
Fazer sua vida, em meu escuro,
Emudecer, sem se ouvir,
Olvidada.

Sempre andando,
Atrás de mim,carregando,
Os riscos do afago e da ofensa,

Sigo, decorando,
Na minha alma, copiando e colando,
Assumindo, incorporando,
Citando e recitando,

Uma voz que, sei, em ti igualmente ecoa, no que faz e no pensa:
"Por  enquanto, estou inventando sua presença".

domingo, 2 de outubro de 2011

Retribuição

Ela continua dançando sozinha,
Tentando serena ficar,
Caminha.

Deixando nas palavras seus resquícios,
Retroalimentando em mim seus vícios,
Vidas revertidas em seus fins e inícios.

Ainda vejo a marca deixada pelo seu grande vazio,
Está límpida,
Em desanuvio.

Tenho a pretensão
De achar que entendo algo de sua solidão,
Pelo menos sei  que
Dividi-la com alguém não soa como intimidação,

Compartilhando  o que sente,
O que tem em sua mente,
Ao contrário de quem quero
E por quem desespero,

Da salvação do coração,
Em última confissão
Não se esquiva,

Se acidenta,
Se fere,

Mas nada a impede de ser,
Apesar da intempérie,
Sempre portadora de palavra ativa.

E diz,
Tão alto quanto pode,
Com a força que o cosmos lhe dá,
E que dentro dela explode,
Expelindo expressão sensitiva,

Sofre,
Admite:
Dinamismo,
Diamante,
Dinamite,

Falando com ela,
Qualquer ação imprevista,
Tem a acepção de conquista.

Ela, por mim cada dia mais bem quiista,
Me deixa uma lição,
Em vista,
Significativa.

Mais um desastre do acaso,
Do qual ela sai,
Em todo caso,
Cada vez mais viva.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Outro Veludo...

Ao nunca,
Que sempre encontrei,
Já brindei
E cumprimentei.

Você fecha a porta,
Nenhuma outra luz verei.

Quem se importará, além de ti,
Com "pra onde irei ?"
Ou "o que farei aqui?"
Ninguém irá lamentar,
Caso eu chore atrás da porta, depois de me ferir.

Aí vou eu,
De Novo,
Trabalhando duro,
Bancando o bobo,
Assim, ainda sem conseguir entender
De que forma perdi em meu próprio jogo.

Como eu me sinto ao ser amado?
Me perguntaram isso pela primeira vez,
Não sei,
Talvez,
Derrotado?
Minto...
Ainda ignoro o amor compartilhado...

O mesmo que continua odiando o próprio corpo,
E tudo que é exigido nesse mundo torto,
Querendo saber completamente,
O que você e seus amigos conversam tão discretamente.

A morte de um filho imaginado?
O amor feito na cena?

Ela me confunde e sorri,
Provocadora e pequena.

Se for ela quem vem agora,
Tenho que olhar onde piso,
Não sei pra onde estou indo,
Mas espero poder ser o paraíso.

Tentarei me sentir como um homem,
Atravessando a maré comprida,
Buscando ser salvo,
Por uma heroína,
Chamada "esposa" e/ou "vida".

Descobri uma razão para continuar minha existência,
Saber que nada,
Na estrada de qualquer essência,
Está livre dos caminhos que cruzamos juntos,
A minha (in)consciência e a sua consistência.

Me finjo de forte,
Seguro uma carruagem na chuva,
Com as mãos cobertas com as luvas,
De outro Hércules encharcado,
Que pendurei, ao lado do meu passado,
Certo ou errado.

Meu futuro nunca chega cedo,
E é isso que me dá medo,
Ele sempre está atrasado.

Desisto de pensar que eu sozinho me refaça,
"Ajude-me em minha fraqueza,
Pois estou caindo fora da graça".
Já que sou como quem todos os dias se apaixona,
E todas as noites se despedaça...

Seria esse um verdadeiro pecado?
Persistindo em seu pálido olhar calado?

Queria um dia perfeito,
Apesar de crer que não sou esperado,
Despossuído desse direito.

Os anos que desperdiço,
Levando como único compromisso,
As almas que posso vender,
Para ver se consigo,
Só correr, correr, correr...
Pegando ao vento,
Sortes e mortes, dizendo-me o que fazer...

Papel que se rasga,
Ator que se desmonta,
Soldado que se quebra,

Todos feitos da madeira,
Que alguma marcha celebra.

O que eu tenho pra escolher,
Alguns sacrifícios fazem ser,
Difícil de esquecer.
Missões cumpridas,
Com pares de palavras enforcadas na corda,
Tornadas água,  que escapa e transborda,
Ao contrário do pranto, que ela não verte,
E todo o espanto, que tenho e me inverte.
Quando ela concorda.

Cores diferentes feitas de sono e sonho,
Luz e calores,
Pretos e brancos,
Com os quais componho,
Agora e desde antes,
Meu plano
De inércia brilhante,

Quem ama esse brilho?
Nem todo mundo,
Esse é o (maior) único engano.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um certo aeroplano...

Me levou até a tenda de um circo,
(em que tudo é a "simples mente")
Onde pude ver como estás bem desse jeito,
Todo tão pouco que sei de você, respeito.
E podemos ver, aqui, todos os rostos facilmente,
O fato inegável do sonho transparente.

Esse inevitável sentimento
Levado como as folhas, pelo vento.
Olhar dentro dos olhos dela,
Esse é meu intento...
Afável? lamentável?
Não sei direito...

O que eu reconheço ser insustentável,
É  manter a negação de que o instante de sua fala
Representa pra mim momento agradável...
E sobre algo assim, alguém igual a mim não se cala!

Você não irá me ver nunca mais? até o fim dos tempos? você tem certeza?
Tu precisas do que agora eu digo:
Se me rejeitar, nem prosseguirei,
Seguindo então, outro dos meus sonhos comuns,
Sendo uno,
Sendo um,
Unido com a onda da correnteza.

Duvidar disso:
Uma prerrogativa que você tem,
Mas se não for por ti, que seja pra mim mesmo o compromisso,
De que será o que farei,
Sendo, com qualquer outro alguém,
O que  sempre fui anteriormente:
Omisso...

Para quê mascarar minha tola valentia?
De que quero te entender, o dia todo, todos os dias!?

Nada do que quer está errado,
Só espero que além de do mundo apanhar,
Um dia você o tenha, em suas mãos, apanhado.

Pode parecer que enlouqueci,
Que me perdi,
Desequilibrei-me da razão, do meu centro,
Mas, antes de me amordaçar,
Me deixe essas palavras pronunciar
(lamento):
"Coisas boas podem por ser encontradas por aí,
No ódio do sofrimento."

"Alguns acham legal,
Passeio farto,
Brilho,
Paraíso"

Dos disfarces de sabedoria destes, escapo, fujo, quase em dois me parto,

Sabendo que para tal,
Se for preciso,
Até o inferno deslizo.

Tua alma estará protegida,
Livre desse ópio,
Se encontrar dentro de ti,
Teu amor próprio.

Estarei aqui quando o pior tiver se dado,
Verdades tornadas mentiras,
Flores e alegrias mortas,
Lágrimas caindo no seu peito...

Serei o único te tratando com amizade,
No lugar onde ou você é só,
Ou nem é mesmo convidada.

Hoje, quero ser mais do que sou,
Quero explodir e chorar,
Sendo tão complexo esses atos eu conseguir realizar,
Espero poder ter te feito entender
O que essa vontade pode significar.

Tenho dois espelhos,
Um em cada mão,
Sendo bebidos, maus conselhos,
Meu quarto, minha prisão,
Em minha cabeça, a chave e a fiança:
Tua confiança e consideração.

Não tenho mais nada pra agarrar,
Nunca pude caminhar para o mar...
Mas sou alguém ansiando sua canção cantar...
Ignore se te chamarem de mulher vã,
Tu brilhas como o sol,  fazendo a sombra da manhã,
Em que repouso, e ouso, fazer a ti totem de arte nata,
Teu Suor é ouro,
A areia de tua praia, prata,
Óbvio mostrar o motivo pelo qual insisto:
Me fortalece o que não me mata...

Terei feito a chamada pra ti,
Efeito do realizado de repente,
Conheci muita gente aqui,
Mas nenhuma delas é você,
Que me faz  querer ouvir sua voz pra dividir,
Minha euforia sem motivo aparente.

Permaneço sendo franco,
Honesto e lento como nunca foi
O Coelho branco.

Realmente me preocupo com você,
O que te desaponta,
Te afronta,
O que conta
O que vê.

Estou liberto e incontido,
Sairei de perto,
Antes que a dama,
(a quem deixarei, quase certo),
Sem encerrar a leitura desses versos,
Tenha partido.

domingo, 18 de setembro de 2011

Enquanto as pedras rolam...

Não sou nenhum estranho,
Você conhece meu modo de bater na porta,
E me ouve cantando,
Suave e baixo,
Aquela canção que sei que te conforta...

Por volta da meia-noite,
Escutas o açoite
De saber que não é sem sangrar que minha alma lavo.
Levo dentro de mim a doçura sofrida do açúcar mascavo.

Você sabe de cor o meu apelo antigo,
Contra a guerra e a tempestade, te peço abrigo,
Sou tão forte contigo,
Disfarçar isso não consigo.

Tenho consciência dos riscos que enfrento,
Hoje, sinto frio,
Estou alto,
Mas eu ainda tento.

Até ver que as marcas dessa escuridão em mim se vão,
Me recordarei de você, vestida de preto,
Entre as garotas com seus trajes de verão.

Enquanto insisto em querer alguma fala,
Faço do relento minha sala,
Esperando sua ligação.

Agora o chão serve de leito,
Não sei como posso, mas deito.
Há quanto tempo estou aqui,
No limite do ato de rastejar?

Não percebes, divindade feminina?
Estou tentando ganhar.

Vá em frente e acenda a cidade,
Invente tudo o que for da sua vontade,
E independente do errado ou certo,
Lembre-se, eu estarei sempre por perto.

Se você me receber,
Me dignar a ter a sua atenção,
Juro que não volto se não me esperar,
E pego o trem, sem o destino avaliar,
Com sua companhia me levando até a estação.

Sem isso,
Converto a tensão,
Em concentração digna de monge,
Quero tornar a desaparecer em teu espírito
E ir pra longe...

Pro andar de cima,
Depois das escadas,
Uma viagem, um passeio de versos e prosas.
Sonho com o dia em que se confundem todos os nadas,
E em que dirás que me cobrirá de rosas.

Eu,
Um cão  ganindo,
O animal mais doce do mundo,
Só querendo fazer, do que estou sentindo
Algum sentido mais profundo.

Desejando por ti ser protegido,
Ansiando amor concretizado,
Exibindo coração partido,
Caio no jogo da minha juventude,
No qual sempre perco, iludido.

Tento pôr fogo na minha imaginação,
Mas o fracasso parece ser minha missão,
Nada me resta pra atingir,
Nem minha satisfação,
Nem sua reação.

Só sobra o rolar das pedras,
O passar do tempo,
Para terminar por me consumir.

domingo, 4 de setembro de 2011

24/01/2011

Amanhã aniversaria a Flor,
Hindu- Amazônica,
Híbrida, Icônica,
Universal,
Como a paz de Gandhi,
E a ópera de Manaus.

Penso que não crê em trindades,
(mesmo distinguindo duas)
Porém, mesmo quando se extenua,
Com as faculdades,
Ao final são tuas,
Duas das mais verdades,
Que sabe dominar.

Salvo engano,
Conhece  Los Angeles,
(acho, tem família lá)

Pouco me conhece,
(tenho muito a dar?)

De palavras certas,
Verdades abertas,

Sabe o que é criar,
Destruir,
Conservar.

Não precisa de espada,
Muito menos de lança,
Já tem garantida,
A perseverança.

Sua jornada é múltipla,
E concomitante,
(Dizem: com isso se torna irritada e irritante)
Mas eu asseguro,
Nunca petulante.

E permanece,
Entre ir e volver,
Entre Almodóvar,
Cor,
Prazer.

Defende o amor igual,

Cálice-Cálice,
Graal-Graal.

Des- anarquiza um bando,
"Reti-Sente" o comando,
E seu peso final.

Lê as palavras de Caio Fernando,
Ao mundo, fica observando,
Vive, afinal.

O que impressiona
A mim,
Aqui,
Tão banal.