quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"Clarivivência"

É difícil que me transporte mentalmente,
Para minha infância, a  época da adolescência,
Ou qualquer período em que era insensível, menor ou inexistente,
A consciência e o seu peso inerente.

Por causa disso, de novo algo teu me fez diferente,
Melhor, certamente,
A ti, reverente.

Meus dedos, tudo,
Minha língua, nada.
Passo por ti, e também olho a placa modificada,
Fotograma solto,
Palavra, luz,
Imaginada estrada.


Eu tento,
Juro,
Parecer mais maduro,
(Empreitada fracassada),
Sem conseguir esquecer,
Fazer sua vida, em meu escuro,
Emudecer, sem se ouvir,
Olvidada.

Sempre andando,
Atrás de mim,carregando,
Os riscos do afago e da ofensa,

Sigo, decorando,
Na minha alma, copiando e colando,
Assumindo, incorporando,
Citando e recitando,

Uma voz que, sei, em ti igualmente ecoa, no que faz e no pensa:
"Por  enquanto, estou inventando sua presença".

Um comentário:

  1. Esse final com: "Por enquanto, estou inventando tua presença", foi ótimo! Genial como sempre :)

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