terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um certo aeroplano...

Me levou até a tenda de um circo,
(em que tudo é a "simples mente")
Onde pude ver como estás bem desse jeito,
Todo tão pouco que sei de você, respeito.
E podemos ver, aqui, todos os rostos facilmente,
O fato inegável do sonho transparente.

Esse inevitável sentimento
Levado como as folhas, pelo vento.
Olhar dentro dos olhos dela,
Esse é meu intento...
Afável? lamentável?
Não sei direito...

O que eu reconheço ser insustentável,
É  manter a negação de que o instante de sua fala
Representa pra mim momento agradável...
E sobre algo assim, alguém igual a mim não se cala!

Você não irá me ver nunca mais? até o fim dos tempos? você tem certeza?
Tu precisas do que agora eu digo:
Se me rejeitar, nem prosseguirei,
Seguindo então, outro dos meus sonhos comuns,
Sendo uno,
Sendo um,
Unido com a onda da correnteza.

Duvidar disso:
Uma prerrogativa que você tem,
Mas se não for por ti, que seja pra mim mesmo o compromisso,
De que será o que farei,
Sendo, com qualquer outro alguém,
O que  sempre fui anteriormente:
Omisso...

Para quê mascarar minha tola valentia?
De que quero te entender, o dia todo, todos os dias!?

Nada do que quer está errado,
Só espero que além de do mundo apanhar,
Um dia você o tenha, em suas mãos, apanhado.

Pode parecer que enlouqueci,
Que me perdi,
Desequilibrei-me da razão, do meu centro,
Mas, antes de me amordaçar,
Me deixe essas palavras pronunciar
(lamento):
"Coisas boas podem por ser encontradas por aí,
No ódio do sofrimento."

"Alguns acham legal,
Passeio farto,
Brilho,
Paraíso"

Dos disfarces de sabedoria destes, escapo, fujo, quase em dois me parto,

Sabendo que para tal,
Se for preciso,
Até o inferno deslizo.

Tua alma estará protegida,
Livre desse ópio,
Se encontrar dentro de ti,
Teu amor próprio.

Estarei aqui quando o pior tiver se dado,
Verdades tornadas mentiras,
Flores e alegrias mortas,
Lágrimas caindo no seu peito...

Serei o único te tratando com amizade,
No lugar onde ou você é só,
Ou nem é mesmo convidada.

Hoje, quero ser mais do que sou,
Quero explodir e chorar,
Sendo tão complexo esses atos eu conseguir realizar,
Espero poder ter te feito entender
O que essa vontade pode significar.

Tenho dois espelhos,
Um em cada mão,
Sendo bebidos, maus conselhos,
Meu quarto, minha prisão,
Em minha cabeça, a chave e a fiança:
Tua confiança e consideração.

Não tenho mais nada pra agarrar,
Nunca pude caminhar para o mar...
Mas sou alguém ansiando sua canção cantar...
Ignore se te chamarem de mulher vã,
Tu brilhas como o sol,  fazendo a sombra da manhã,
Em que repouso, e ouso, fazer a ti totem de arte nata,
Teu Suor é ouro,
A areia de tua praia, prata,
Óbvio mostrar o motivo pelo qual insisto:
Me fortalece o que não me mata...

Terei feito a chamada pra ti,
Efeito do realizado de repente,
Conheci muita gente aqui,
Mas nenhuma delas é você,
Que me faz  querer ouvir sua voz pra dividir,
Minha euforia sem motivo aparente.

Permaneço sendo franco,
Honesto e lento como nunca foi
O Coelho branco.

Realmente me preocupo com você,
O que te desaponta,
Te afronta,
O que conta
O que vê.

Estou liberto e incontido,
Sairei de perto,
Antes que a dama,
(a quem deixarei, quase certo),
Sem encerrar a leitura desses versos,
Tenha partido.

Um comentário:

  1. Estava com saudades de teus textos, andei meio ocupada com a facul. Ah, faz um tempo que eu escrevi um texto sobre (ou para) você :) postarei em breve ;)

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