quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Qual terra?

É inevitável expor,
O que pela minha cabeça agora passa,
Um dia, cedo ou tarde,
Enquanto navegas pelo mar de água que arde,
Você terá, aos meus olhos, se convertido em fumaça,
Independentemente de tudo que em contrário eu faça.


 Não importa o quanto eu me doe,
(E me doa)
O ato de sentir me atordoa,
Me deixa tonto,
Mas perceber o seu estado,
Saber que aos poucos,
Muito pouco tem me restado,
É algo para o qual jamais estarei pronto.

Minhas lembranças têm se liquefeito,
Tua figura grava em mim,
Um inebriante efeito,

Quero te entender,
Ou se isso é impossível, te interpretar,
Mas enquanto me impressionar só com o que ver,
Estarei aturdido,
Perdido na superfície do meu tosco mundo,
Nunca conseguirei a encontrar,
Em algo que possa sanar,
Nosso descompasso profundo.


Pela admiração que mal conservo,
A busca incessante do teu respeito,
Tento aparentar que me preservo,
E que quase esqueci do meu constrangedor defeito,

Mas, sabes, sou suspeito,
Te observo,
E rasgo meu peito.

Nunca fostes santa,
Disso eu sei
E o tenha certo,
Mas eu me recusei a acreditar,
Que é tão evidente o teu desnortear,
Resvalando em tamanho jogo aberto,
Por isso, quase berrei,
Me notei boquiaberto,

Nós,
Rodeando a lama,
Real, crua,
Nua em pelo,
A cada segundo,

Eu, tentando removê-la,
Sempre me torno mais imundo.

E consciente de que não posso retê-lo,
Meu medo me desperta para um pesadelo,
Que faz de mim
Algum paranoico andarilho vagabundo

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