Quase me esqueci:
Fracassei com todos com quem quis fazer uns nós,
Quase sucumbi,
Até me lembrar que de ti,
Pude guardar dois pedaços de voz.
Mas, diferente deles,
Sempre abstratamente nobres
E concretamente reles,
Ralos,
Consigo lhe falar dos ritos,
Carinhos e atritos,
Entre peles,
Mãos e seus calos.
Não esquecer quais deuses foram ou resultaram dos falos,
(E por qual caminho alcançá-los)
Teu som, um bônus,
Minha sede do teu sexo, pesado ônus,
Anseio o prisma primeiro de desejosos abalos.
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terça-feira, 16 de julho de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
sábado, 10 de dezembro de 2011
Entre ser Zero e dizer Cento e quinze.
Cansei de ser,
A cobra que engole a própria cauda pra sobreviver
Devo me desculpar
Por viver incapaz de sozinho me bastar?
Ou de suportar
A construção de abismos,
Derrubando castelos?
Lamento,
Prefiro ter a escolha como parte dos meus elos...
Espero ser bom pra quem vejo
Viver egolatria cataléptica,
Mas eu ainda creio na dialética.
Um abraço,
Vou apressar o passo,
E o diálogo,
Mandou um beijo.
A cobra que engole a própria cauda pra sobreviver
Devo me desculpar
Por viver incapaz de sozinho me bastar?
Ou de suportar
A construção de abismos,
Derrubando castelos?
Lamento,
Prefiro ter a escolha como parte dos meus elos...
Espero ser bom pra quem vejo
Viver egolatria cataléptica,
Mas eu ainda creio na dialética.
Um abraço,
Vou apressar o passo,
E o diálogo,
Mandou um beijo.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Confidência para Astréia ( ou: Agradecimento)
Quando julgava ser o último dia,
O fim da minha poesia,
Encontro a companheira de Narciso,
Que em um comentário conciso
Me elogia.
Abro um sorriso,
Pois, em momento preciso
Teu verbo me auxilia:
( a consagração, por quem admiro,convertida em elegia)
Estava tão indeciso em saber se continuaria,
Já que acabava de saber que ao lutar pelo que vale a pena,
Penaria.
A história longa,
De uma vez é impossível contar,
Mas podes ler o meu passado,
E cada passo desastrado que dei
Me orgulharei em te explicar
Apenas deixe uma marca, um sinal, uma mensagem,
Te abrirei a porta de 102 secretas passagens,
Eliminarei os fardos de minhas bagagens
Pedindo pra tua justiça, mandar até as estrelas
E punir, sem retorno em eterna viagem
Toda ingratidão que puder encontrar.
O fim da minha poesia,
Encontro a companheira de Narciso,
Que em um comentário conciso
Me elogia.
Abro um sorriso,
Pois, em momento preciso
Teu verbo me auxilia:
( a consagração, por quem admiro,convertida em elegia)
Estava tão indeciso em saber se continuaria,
Já que acabava de saber que ao lutar pelo que vale a pena,
Penaria.
A história longa,
De uma vez é impossível contar,
Mas podes ler o meu passado,
E cada passo desastrado que dei
Me orgulharei em te explicar
Apenas deixe uma marca, um sinal, uma mensagem,
Te abrirei a porta de 102 secretas passagens,
Eliminarei os fardos de minhas bagagens
Pedindo pra tua justiça, mandar até as estrelas
E punir, sem retorno em eterna viagem
Toda ingratidão que puder encontrar.
domingo, 27 de novembro de 2011
Recorrências me prendem.
Chuva,
Fome,
Solidão.
As gotas d'água atravessam o telhado.
Há um novo alvo, objeto de suas amáveis provocações,
Disputas entre afeições
Eu, pra variar, ensimesmado.
Chuva de imposturas para coletar,
Fome de razões para continuar
Solidão: a única companhia capaz de voltar.
O que a janela da alma descortina?
Por trás de cada olhar o que se abala?
Recorrentemente chamo tua íris, menina.
E calo-me ao rever a mandala.
Não é intencional, eu sei,
Quando o sentido que constróis me deixa dolorido.
Mas prefiro me entristecer,
Do que tecer a farsa
De fingir que nada foi acontecido.
Fome,
Solidão.
As gotas d'água atravessam o telhado.
Há um novo alvo, objeto de suas amáveis provocações,
Disputas entre afeições
Eu, pra variar, ensimesmado.
Chuva de imposturas para coletar,
Fome de razões para continuar
Solidão: a única companhia capaz de voltar.
O que a janela da alma descortina?
Por trás de cada olhar o que se abala?
Recorrentemente chamo tua íris, menina.
E calo-me ao rever a mandala.
Não é intencional, eu sei,
Quando o sentido que constróis me deixa dolorido.
Mas prefiro me entristecer,
Do que tecer a farsa
De fingir que nada foi acontecido.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Fôlego Curto
Quero que teu quadro me cubra,
Pra que eu trace caminhos nas veias de tua face rubra,
Se te conheço um pouco, isso se refuta.
Mas de agora em diante,
Peço que pense na pedra brilhante:
Tenaz,dura,
Sem ser bruta.
Pra que eu trace caminhos nas veias de tua face rubra,
Se te conheço um pouco, isso se refuta.
Mas de agora em diante,
Peço que pense na pedra brilhante:
Tenaz,dura,
Sem ser bruta.
domingo, 20 de novembro de 2011
Centésimo profundo.
Parece que alguém na Rússia
Junto com outro na Alemanha,
(Talvez da antiga Prússia)
Vez por outra me acompanha,
Quer me ler
O que equivale dizer que me escuta.
É impossível não me perguntar,
Se desmereço tua companhia, tão astuta.
Quem sabe eu não devesse me depreciar,
Porém, é lógico: por algum entrave devo me indagar,
Se por tudo em comum que temos
Ainda assim inexiste permuta.
Será arrogância da minha parte acreditar,
Que alguma coisa do que escrevo algo de bom lhe suscita?
E se não for bom, quiçá seja catártico,
Parece improvável que seu peito permaneça estático,
Posso ser, pra você, por demais cáustico,
Mas não aceito crer, que sejas gélida como o ártico.
Reflita,
Se permita,
És aflita?
Emudecida?
Com isso não se cansa?
Permuta: negociação,
Mas também mudança.
Diamante: belo brilhante,
E a pedra mais dura que existe,
Só quero que você escolha:
Se sou digno do sorriso
Ou do dedo em riste.
Creia: tudo o que eu quero é não te ver triste,
Mas nada é piada,
Aqui não cabe o chiste.
Mente e olhar sem corpo,
Sustentam pouco a calma,
Assemelho-me a um louco,
No entanto, ainda tenho alma.
Se grito e fico rouco
Com a efemeridade,
É pelo fato do afeto concreto
E o refugo abjeto,
Negarem possuir proporcionalidade:
Muitas horas de prazer que sei que acabam
São incapazes de mudar minha realidade,
Mas um centésimo de segundo
Em que cai o meu mundo,
Constitui interminável eternidade.
No que há de mais profundo.
Junto com outro na Alemanha,
(Talvez da antiga Prússia)
Vez por outra me acompanha,
Quer me ler
O que equivale dizer que me escuta.
É impossível não me perguntar,
Se desmereço tua companhia, tão astuta.
Quem sabe eu não devesse me depreciar,
Porém, é lógico: por algum entrave devo me indagar,
Se por tudo em comum que temos
Ainda assim inexiste permuta.
Será arrogância da minha parte acreditar,
Que alguma coisa do que escrevo algo de bom lhe suscita?
E se não for bom, quiçá seja catártico,
Parece improvável que seu peito permaneça estático,
Posso ser, pra você, por demais cáustico,
Mas não aceito crer, que sejas gélida como o ártico.
Reflita,
Se permita,
És aflita?
Emudecida?
Com isso não se cansa?
Permuta: negociação,
Mas também mudança.
Diamante: belo brilhante,
E a pedra mais dura que existe,
Só quero que você escolha:
Se sou digno do sorriso
Ou do dedo em riste.
Creia: tudo o que eu quero é não te ver triste,
Mas nada é piada,
Aqui não cabe o chiste.
Mente e olhar sem corpo,
Sustentam pouco a calma,
Assemelho-me a um louco,
No entanto, ainda tenho alma.
Se grito e fico rouco
Com a efemeridade,
É pelo fato do afeto concreto
E o refugo abjeto,
Negarem possuir proporcionalidade:
Muitas horas de prazer que sei que acabam
São incapazes de mudar minha realidade,
Mas um centésimo de segundo
Em que cai o meu mundo,
Constitui interminável eternidade.
No que há de mais profundo.
sábado, 19 de novembro de 2011
Renovado e sem respostas
Quis acreditar que tinha te esquecido,
Mas me vens como filme, como sonho,
E tudo volta a ter no que componho,
O dolorido, doido, delicioso e delicado sentido.
Meu nexo, meu senso quer pra sempre ter te perdido,
Mas meu íntimo, complexo, sempre alude a ti,
Se negando a ser reprimido.
Por isso, volto aqui,
Flutuando, sem levantar depois que caí.
Na mais absoluta contradição,
Em que a ilusão,
Me retrata como alguém com o controle remoto na mão.
Capaz de voltar pra cena
E alimentar a autocomiseração da minha alma, que se apequena.
Masoquista quimera,
Jogando (com) dados, minha razão supera.
Meu peito incendeia,
Devaneia, exaspera.
E recupera o lírio encontrado em tua cama
(era uma flor de maçã?)
Enquanto meu delírio repete,
O momento em que vejo,
Após um beijo,
O amor feito no pântano, entre desejo, lodo e lama.
Desperto: três horas da manhã,
Minha respiração,
Enquanto perco a noção,
Me guia,
Como Teseu se giuou pelo novelo,
Enquanto decido se hoje houve um sonho,
Ou um pesadelo.
Mas me vens como filme, como sonho,
E tudo volta a ter no que componho,
O dolorido, doido, delicioso e delicado sentido.
Meu nexo, meu senso quer pra sempre ter te perdido,
Mas meu íntimo, complexo, sempre alude a ti,
Se negando a ser reprimido.
Por isso, volto aqui,
Flutuando, sem levantar depois que caí.
Na mais absoluta contradição,
Em que a ilusão,
Me retrata como alguém com o controle remoto na mão.
Capaz de voltar pra cena
E alimentar a autocomiseração da minha alma, que se apequena.
Masoquista quimera,
Jogando (com) dados, minha razão supera.
Meu peito incendeia,
Devaneia, exaspera.
E recupera o lírio encontrado em tua cama
(era uma flor de maçã?)
Enquanto meu delírio repete,
O momento em que vejo,
Após um beijo,
O amor feito no pântano, entre desejo, lodo e lama.
Desperto: três horas da manhã,
Minha respiração,
Enquanto perco a noção,
Me guia,
Como Teseu se giuou pelo novelo,
Enquanto decido se hoje houve um sonho,
Ou um pesadelo.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Corte Seco ( Ou: de 98 graus, de volta ao zero)
Agora que sei: seguiremos caminhos diferentes
Errei por crer que merecia, pelo menos, uma despedida decente.
Mas se não houve sequer um afago de chegada,
Há razão para ter a saudação do "até logo" esperada?
Por mais que não pareça,
Sempre fui sincero,
De novo firo meu peito,
Com a estaca zero.
Nunca conseguiu saber
Como me desespero
Talvez nunca tivesse o poder
Para aceitar meu esmero,
Por mais que te incomode,
Meu entusiasmo explode,
Toda vez que te reitero.
Errei por crer que merecia, pelo menos, uma despedida decente.
Mas se não houve sequer um afago de chegada,
Há razão para ter a saudação do "até logo" esperada?
Por mais que não pareça,
Sempre fui sincero,
De novo firo meu peito,
Com a estaca zero.
Nunca conseguiu saber
Como me desespero
Talvez nunca tivesse o poder
Para aceitar meu esmero,
Por mais que te incomode,
Meu entusiasmo explode,
Toda vez que te reitero.
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