Chuva,
Fome,
Solidão.
As gotas d'água atravessam o telhado.
Há um novo alvo, objeto de suas amáveis provocações,
Disputas entre afeições
Eu, pra variar, ensimesmado.
Chuva de imposturas para coletar,
Fome de razões para continuar
Solidão: a única companhia capaz de voltar.
O que a janela da alma descortina?
Por trás de cada olhar o que se abala?
Recorrentemente chamo tua íris, menina.
E calo-me ao rever a mandala.
Não é intencional, eu sei,
Quando o sentido que constróis me deixa dolorido.
Mas prefiro me entristecer,
Do que tecer a farsa
De fingir que nada foi acontecido.

Adorei os marcadores e o poema também, tão tênue... Naunces de sensações compartilhadas em meio a chuva, fome e solidão. Uma tríade interessante!
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