Continuo tonto,
Na roda dos sentimentos, amarrado,
Então por isso eu me desaponto,
De te ver em estado alterado.
Não quero acabar sendo perverso,
Meu indicador para ti não aponto,
O que quero é estar sempre pronto
A ter você como alguém com quem converso.
Podes provar com todo o gosto,
Tanto do elixir quanto do veneno,
Sou eu que devo agir pelo oposto,
E tentar degustar daquilo que condeno.
Mas para reverter essa minha vertigem,
Preciso reconhecer com franqueza,
Desconheço qual dos saberes mais me afligem,
A minha repulsa ou sua beleza.

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