quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Outro Veludo...

Ao nunca,
Que sempre encontrei,
Já brindei
E cumprimentei.

Você fecha a porta,
Nenhuma outra luz verei.

Quem se importará, além de ti,
Com "pra onde irei ?"
Ou "o que farei aqui?"
Ninguém irá lamentar,
Caso eu chore atrás da porta, depois de me ferir.

Aí vou eu,
De Novo,
Trabalhando duro,
Bancando o bobo,
Assim, ainda sem conseguir entender
De que forma perdi em meu próprio jogo.

Como eu me sinto ao ser amado?
Me perguntaram isso pela primeira vez,
Não sei,
Talvez,
Derrotado?
Minto...
Ainda ignoro o amor compartilhado...

O mesmo que continua odiando o próprio corpo,
E tudo que é exigido nesse mundo torto,
Querendo saber completamente,
O que você e seus amigos conversam tão discretamente.

A morte de um filho imaginado?
O amor feito na cena?

Ela me confunde e sorri,
Provocadora e pequena.

Se for ela quem vem agora,
Tenho que olhar onde piso,
Não sei pra onde estou indo,
Mas espero poder ser o paraíso.

Tentarei me sentir como um homem,
Atravessando a maré comprida,
Buscando ser salvo,
Por uma heroína,
Chamada "esposa" e/ou "vida".

Descobri uma razão para continuar minha existência,
Saber que nada,
Na estrada de qualquer essência,
Está livre dos caminhos que cruzamos juntos,
A minha (in)consciência e a sua consistência.

Me finjo de forte,
Seguro uma carruagem na chuva,
Com as mãos cobertas com as luvas,
De outro Hércules encharcado,
Que pendurei, ao lado do meu passado,
Certo ou errado.

Meu futuro nunca chega cedo,
E é isso que me dá medo,
Ele sempre está atrasado.

Desisto de pensar que eu sozinho me refaça,
"Ajude-me em minha fraqueza,
Pois estou caindo fora da graça".
Já que sou como quem todos os dias se apaixona,
E todas as noites se despedaça...

Seria esse um verdadeiro pecado?
Persistindo em seu pálido olhar calado?

Queria um dia perfeito,
Apesar de crer que não sou esperado,
Despossuído desse direito.

Os anos que desperdiço,
Levando como único compromisso,
As almas que posso vender,
Para ver se consigo,
Só correr, correr, correr...
Pegando ao vento,
Sortes e mortes, dizendo-me o que fazer...

Papel que se rasga,
Ator que se desmonta,
Soldado que se quebra,

Todos feitos da madeira,
Que alguma marcha celebra.

O que eu tenho pra escolher,
Alguns sacrifícios fazem ser,
Difícil de esquecer.
Missões cumpridas,
Com pares de palavras enforcadas na corda,
Tornadas água,  que escapa e transborda,
Ao contrário do pranto, que ela não verte,
E todo o espanto, que tenho e me inverte.
Quando ela concorda.

Cores diferentes feitas de sono e sonho,
Luz e calores,
Pretos e brancos,
Com os quais componho,
Agora e desde antes,
Meu plano
De inércia brilhante,

Quem ama esse brilho?
Nem todo mundo,
Esse é o (maior) único engano.

Um comentário:

  1. http://supergravitando.blogspot.com/2011/09/rotacao-dos-sentimentos.html

    Escrevi depois que li seu primeiro e-mail.
    :)

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