Eu,
Pura e simplesmente,
Apenas penando,
Só.
Quando poderia falar de tema épico,
Sério,
Me fazendo maior,
Citando qualquer império,
Me fazes pensar que tudo isso é em vão,
Se há algo reinante,
Tem decadência arrogante,
Na minha situação:
Monarquias enforcadas em seus próprios nós,
Em que as diversas rochas que edificaram seus castelos,
Tornaram-se agora várias espécies de areia e pós.
E carreguei todos, não sei com qual sentido,
Até que da minha mão, eles foram varridos,
Dados como desaparecidos.
Parado e sem dormir
Meu afã é que me espanta,
Embaixo dos meus pés,
Marcados em brasa,
Se queima cada planta.
Eu me apego,
Cego,
Apesar de ver,
A falta da alguém para encontrar, atender, satisfazer.
Existem lugares onde o sonho é concessão:
As paredes dentro do poço,
No topo da colina, o casarão,
Cantando os rastros que deixamos no caminho,
Na velha rua vazia, parafusos,
No peitoril da janela, garrafas de vinho,
E bebedores confusos.

"Monarquias enforcadas em seus próprios nós,
ResponderExcluirEm que as diversas rochas que edificaram seus castelos,
Tornaram-se agora várias espécies de areia e pós.
E carreguei todos, não sei com qual sentido,
Até que da minha mão, eles foram varridos,
Dados como desaparecidos."