sábado, 22 de outubro de 2011

Com os botões, entre as pedras

Você sabe,
A cada "oi" nosso, estou sorrindo,
O que fazer com a tensão que escondo ( e que em um só corpo não cabe),
É o que ainda estou decidindo.

Não és pra mim objeto de ontem,
Jornal descartado,
Amassado pelas mãos de outrem,

Mais um dia e seu rubi,
Você sempre com alguém pra estar, amar  ou odiar,
E  eu aqui
Acrescentando outro nome pra pendurar,
No meu móbile feito das faltas que senti.

Eu a ouvi dizer,
Que não há nenhum tempo pra perder,
Pergunto, com meus dedos entre os botões,
A razão de sempre falhar na procura de conexões,
Apontando sempre pra erradas direções.

O que quer que exista (se existe) para além da gente,
Confirma que eu tentei, quase diariamente,
Tirar meus pensamentos da sua frente,

E o que quer que exista (se existe) para além da gente,
Reconhece que eu anseio,
Entre as lentes,
Te ver sorrindo docemente,
E entredentes,
Te ouvir falando calmamente.

Valiosa,
Sábia treinada,
Calejada pela vida,
Respeitada e respeitosa,
Comovente e comovida.

Não sobrou muito pra atacar,
Me fazendo ser percebido,
Eu,
Perdido,
Vencido e vendido,
Me remeto ao tempo,
Em que acreditava poder ser seu,
Espero que tenha ficado divertido.

Para cada passo de nossa essência conflituosa,
Existe um poema, um filho,
Nascido do ventre de mentes emaranhadas,
Do genoma das vozes sufocadas,
Meu âmago quis pra eles uma morada,
O seu, corajosa e simplesmente,
Pulou o trilho,
Da minha parte, pego o trem,
Duas feridas abertas:
Coração e supercílio.


Minha obsessão,
Gargalhadas no meu caminho,
Crueldade e possessividade,
Deixam cada uma, em meu ser uma impressão:
Péssimas companhias de quem se crê sozinho.

Deve haver algum lugar,
Onde você possa parar,
E todo o tempo do mundo tenha, para que te escute desabafar...
Juro, permanecerei para manter teu segredo inviolado, inteiro,
Se não sendo como eu mesmo,
Que seja na pele de um soldado,
Marinheiro,
Mosqueteiro,
Ou qualquer herói de fábula,
Chamado a esmo e lisonjeiro

Sei que és complicada,
Mas, sendo um observador vivo,
Escolho te ver de outro modo,
Em outra forma de adjetivo:

Educada,
Sofisticada,
Dedicada,
Infelizmente por muitos, (excluindo-me destes)
Subestimada.

Ela segue adiante,
Indo, voltando,
Subindo, descendo,
Ao tudo e ao nada,
Ela não sabe que a estive vendo,
Uma noite,
Um mês antes,
Encantadora e embriagada.

Mas no seu mundo,
Se rechaça qualquer outro mando,
Ela segue adiante,
Sussurrando, Sussurrando...

Não sei se é certo ou equivocado,
Querer saber pra onde fostes depois que cheguei,
Mas, se de todos os crimes do mundo for acusado,
Ficarei satisfeito de não infringir tua lei.

Nenhum comentário:

Postar um comentário