sábado, 1 de outubro de 2011

Desengano... talvez.

O silêncio pinga,
Na parede, decepção.

Tudo é mágoa,
De onde nasce a dor,
Se acumula a água,
Surge o bolor.

O mofo acumulado,
Anulando o sabor daquilo que vejo,
Fazendo tremer de covardia o meu desejo,
Antes, sempre se fazendo alado.

Respirar é tão difícil,
Sonhar sendo meu vício e meu ofício,
Faz do meu objetivo final
A conquista de cada novo início,
A descoberta de outro seu indício.

A umidade me faz mal,
Essa é a verdade,
Busco algum sinal de afetuosa unidade,
E me desperto,
Para um obstáculo fatal que me afeta,
A humanidade,
Que da alergia da letargia,
Está repleta.

Eu,
De fingida
Já que sem ser vivida

Nostalgia,
Atravesso mas um dia,
Abastecido,
Sentindo, 
Perdido,
Ensandecido,
Como a excelência  silente goteja!

Eu,
Como alguém que a proteja,
Pretendo ser.

Uma pessoa assim exclui dos seus planos a vingança,
Por mais que xingue,
Toda vez que o sigilo pingue,
Calando a ti, junta com minha esperança,
Deixando  ambas emudecidas,
Estando mudas,
Sem nenhuma mudança.




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