domingo, 29 de janeiro de 2012

Recorrência 131

Minha situação:
Lembrar do que disse sobre a dicção,
E associar com personalidade em flutuante variação,
Sem direito a nenhuma alucinação.

Resumindo:
Ausente qualquer mutação...

Se saudade é como fome,
Estou faminto de quase tudo,
Até o conselho de João Cabral segui,
E meu nome, pelo amor, comi,
Para não me tornar mudo.

O sentimento aumenta,
A saudade é sempre maior,
Derramo mais e mais suor,
E é o Nada que se sustenta.

Entre adoração a dor,
A segunda se retroalimenta,
As forças da irmã limita,
Suga, absorve, rumina e regurgita.

Esse então tem sido meu tormento,
Desde antigo momento,
Queria te dar mostra mais solar do meu talento,
Mas hoje, só posso me consolar,
Lamento.

Ignoro se para sempre ou ainda,
Mas a minha subnutrição de afeto não finda,
Queria te ter bem-vinda,
Como alguém cuja presença se brinda.

Infelizmente por agora,
Tenho apenas as feridas de quem chora,
Para que tu chames de "coisa mais linda".

2 comentários:

  1. Respostas
    1. sério? Pq exatamente? ( não, não é um interrogatório... talvez vc já tenha percebido que sou um tanto prolixo... ao ponto de ficar meio curioso e/ou confuso quando me dão respostas curtas...rsssss.) abraços.

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