terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Variante para versos de véspera...

Comemora, junto da cidade que ama
E que a acolheu,
( Ou ela teria abraçado o lugar?,
Qual dos fatos primeiro ocorreu?)

Não há nenhuma leviandade
Em afirmar que és até mesmo
Mais bem incorporada ao desvario desta urbe,
Mais parte da local realidade,

Do que eu,
(Ou quase todo homem que nela nasceu).

Quer saber a verdade?
Nunca tive a capacidade,
(Apesar  da imensa vontade)
De dizer tudo o que você sempre mereceu,

Sendo mais honrada,
Perene,
Cativante,

Que qualquer pedra onde se talha um intocável monumento bandeirante.

Não sei se para ti tudo isso faz sentido,
(Assumo, talvez te canse meu louvor repetido...)
Quando há uma correspondência entre nós,
(Mesmo que não pareça,
Nem assim lhe tenha aparecido)

É lógico que eu mais densamente contigo aprenda,
Já que no caminho inverso,
Meu empirismo, disperso,
Ultimamente tem enlouquecido,

O que em meu interior,
Sendo de limitado poeta,
Ainda assim,
Se mostrando um bom "fingidor",
Esse mesmo, em paródia, caçoa
Da égide celebrada de um certo Pessoa,

No entanto, ao pronunciar algo sobre si,
Malandramente se despedaça,
Aqui.

E nunca totalmente se remenda,
Por favor entenda:

Se para mim,
Te conhecer constitui recompensa,
Cuja razão original tenho por misteriosa, suspensa,
Eu quis te dar, por amanhã,
Algo similar a minha presença.

(Minha notável falta de discrição,
Por muito pouco não transforma a ode em ofensa...)

Te peço novamente, compreenda:
Desejei presentear-te com qualquer coisa que me aproximasse mais da tua lenda,
Infelizmente,
Só tenho aqui comigo
Minha mente,
E palavras em forma de oferenda.

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