segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sinto Sede, E Cedo

De novo, queda,
Escalada,
Calada,
Escaldada.

E quando, como sempre, surge o nada,
Abunda,
Inunda,
Afunda.

Enquanto não se morre,
Outra vez,
Sem embriaguez,
Porre,
Esperando porrada.

Falam de amores líquidos,
Tenho paladares ressequidos,
(Quase liquidados ou perdidos)
Se entendi bem essa expressão e seus sentidos:

Devo querer doses dos vinhos,
Tal qual das  pessoas, carinhos.

Nisso, busco todo dia,
Palavra partilhada,
E logo,dialogada,
Curando minha respiração afogada.

Poderia,
Acalentar-me com narcolepsia:
Sim, vicia.

Um afago me advoga,
Tomo desse trago,
Pra não depender de qualquer droga.

Desejo ser quem escolhe
Beber gole
De elixir dedicado ao que acolhe.

O afeto é  efeito,
Que creio ser meu direito,
Acordo transbordado,
Da vontade de estar ao seu lado,
Recostado no teu peito.



 






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