Quis saber o que tocar,
Para encontrar seu estoque.
Mas do que faltar,
Correto é dizer que o tempo lhe provoque.
Não manobra
Na escassez,
E sim na sobra.
"Sou todo seu, o que fará?"- Ri da minha dor
Toda vez,
E silva, feito cobra.
Engolindo a própria cauda,
Reverbera, em si mesmo se dobra,
Lauda sobre lauda.
Mas o vazio tem aqui outro pendor,
Ecoa também,
Porém,
Ensurdecedor.

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