quarta-feira, 17 de agosto de 2011

60 dias...

Olho no espelho,
Me xingo,
Finjo ser Manhã de domingo
E em minha mente surgem,
Caindo como pingos,

Sons,
Melodias,
Canções.

Você, que faz em si caberem multidões,
Com sua grandeza,
Contradições,
Tradições, ações e contrações sinceras,

Deve ser capaz de entender,
O tipo de ser,
Que sou,
Que fui,
Que era.

O mesmo que só olha,
Admira,
Sorri
E desespera.

Deixe-me pensar que possuo as razões
Que ainda, ou um dia pude,
Te dar duas opções:

Pedindo pra trazeres pedras quentes,
Fazeres transgredir

Meu coração,
E sem expectativas,
Conseguir satisfação.

Ou me faça,
(Meu amado pássaro livre, alado)
Pensar que sigo teu encalço,
Quando sou eu que nessa caça
Reajo como um animal acossado.

Sem alma,
Sem ânimo,
Nem parece que já tive

Um silêncio obstinado,
Aparente calma,
Estado bem simulado,
Trancado,
No palácio dourado do pecado,
Sem Deus,

Eu
Acompanhado de pesares privados,
Barbarismos meus.

Um comentário:

  1. Texto bem bonito... me identifiquei. Mais um desafio: "máscara". see you!

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