quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Desafio IV: Objeto mágico

Da última vez em que vesti a pulseira
Que encontrei quando era menino,
Procurei nova mitologia
Outro pertencimento,
Outro destino.

Um bracelete de dedos,
Expulsando a violência dos meus toscos arremedos
E tudo aquilo que das delícias me repele,
Eliminando as culpas
Através do suor da pele.

Depois do amuleto,
Para a lua voei,
E lá, cheguei,
Onde  seus braços pareciam ramos,
Nos quais, caí, depois de um desmaio,
Encurvando minha cabeça e minha mente,
Para colher as flores de Maio.

Eu, que não sou nada além de fugidio refugo,
Não resisto, queimando no ar, poluindo,
Sendo parte e partícula daquilo que me angustia,
Ouvindo o riso que se transforma em lágrima a cada dia,
Mesmo tendo algumas coisas em que encontro alegria.

Anomalia nascida da contenção do vômito,
Do fracasso tragicômico,
Me escondo embaixo da sua sombra,
Árvore lunar, onde seus frutos são dons,
E deles, as sementes espalho,
Recolho em um edredom.

Purificado,
Sopro nuvens,castelos e edifícios,
E transformo em rituais
Os meus vícios.

Só me ensine a sobreviver,
Estou cansado de gargalhar com as mesmas pessoas
E sozinho sofrer,

Buscar, mais uma vez,
Uma fábula,
Um pertencer.

Já que na minha origem,
Não acho prazer, orgulho,
Tenho todos os quereres
E nenhum poder.

Enquanto isso,
Só posso ascender
Dominando meus medos
Com meu talismã e brinquedo,
Me comunicarei contigo,
Pelo bracelete de dedos.

( Inspirado Por: The Pretty Things "Bracelets Of Fingers")

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