sábado, 27 de agosto de 2011

Desafio VI: Noite.

Onde todos os gatos são pardos,
E as gotas d'água podem pesar como fardos,
Apreendo a aprendizagem,
Prendo o aprendizado.

Livro, liberto,
A libertinagem.

E outros conceitos que me deixam tonto,
Nascer vírgula,
Morrer dois-pontos.

Correr,
Escorrer,
Derramar em Cântaros o prazer.

Cânticos,
Pelos cantos,
Cantar.

Chegar ao limite do berro,
Encontrar, entrecortar e ter em conta,
A fera bela, firme como o ferro.

Só, Ali,
De ficar,
Solidifico o lido,
Lido, trabalho com o assimilar, absorver.

E direto,
De retidão,
Derreter.

O que sou e o que vou temer,
Escapando entre os dedos,
O fim da histeria que não surpreende,
Não (des)conserta
Paúra velha, de  asfixia, vermelha.

O fim do medo,
Que subjuga, rende,
E não alerta,
Nem bem aconselha.

Dama predestinada a ser poema,
Não trema,
Temos a note,
Se agarre em mim,
E faço a guerra perecer, pequena.

2 comentários:

  1. "Dama predestinada a ser poema,
    Não trema,
    Temos a note,
    Se agarre em mim,
    E faço a guerra perecer, pequena."

    Seus versos são impregnados de você, cada vez mais característicos.

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  2. Próximo desafio: "Sobras do pensamento"

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