Onde todos os gatos são pardos,
E as gotas d'água podem pesar como fardos,
Apreendo a aprendizagem,
Prendo o aprendizado.
Livro, liberto,
A libertinagem.
E outros conceitos que me deixam tonto,
Nascer vírgula,
Morrer dois-pontos.
Correr,
Escorrer,
Derramar em Cântaros o prazer.
Cânticos,
Pelos cantos,
Cantar.
Chegar ao limite do berro,
Encontrar, entrecortar e ter em conta,
A fera bela, firme como o ferro.
Só, Ali,
De ficar,
Solidifico o lido,
Lido, trabalho com o assimilar, absorver.
E direto,
De retidão,
Derreter.
O que sou e o que vou temer,
Escapando entre os dedos,
O fim da histeria que não surpreende,
Não (des)conserta
Paúra velha, de asfixia, vermelha.
O fim do medo,
Que subjuga, rende,
E não alerta,
Nem bem aconselha.
Dama predestinada a ser poema,
Não trema,
Temos a note,
Se agarre em mim,
E faço a guerra perecer, pequena.

"Dama predestinada a ser poema,
ResponderExcluirNão trema,
Temos a note,
Se agarre em mim,
E faço a guerra perecer, pequena."
Seus versos são impregnados de você, cada vez mais característicos.
Próximo desafio: "Sobras do pensamento"
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