sábado, 10 de novembro de 2012

2007-A: "Tele-Sofia"

Perdidos?
Todos estamos,
Talvez por hoje,
Talvez por anos.

Sou eu ou toda gente?

Que olha uma ilha, miragem
Em estado de natureza,
Mas ainda sem certeza
De ser só um bom selvagem.

Engenharia social
Utópica
Nas estrelas sagradas
Góticas.

Enumerações pecaminosas,
Psicologia intra-venosa,
Psicopatia como um "TAO",
Moralismo irracional.

Mutações polarizadas
Na casta castração real,
De uma casta universal
Em todas as tábulas rasas.

Hiper visualização do irrisório,
De tudo aquilo que é irrisório,
Conservando o falatório,
A filosofia do notório,
No orgulho do contraditório.

De uma ciência salafrária,
Paga, vaga,
Falsamente pagã.

Física vã?
Só você vê
A geometria avarenta em que

Tudo se encaixa:
Teu futuro está dentro de uma caixa,
Esperando comida.

Pressionando botões iguais,
Feitos pra negar a vida.

Apertas o botão da arma,
Obedecendo o carma,
Estando a mira apontada,
Para tudo o que é nada.

Patriota da nação errada,
Terra infértil, abortada.

Vermelho mutante,
Ditador claudicante

Da matilha,
Da manada,
Massa manobrada.

Mas escute, de agora em diante:
Tirano pedante e distante,
Antes dragão,
Agora arfante

Foste domado
Pelo presente do passado
O futuro vigiado,
Deserto ilhado

Em que sou questionado
Sobre o paradeiro e o estado
Sobre um grupo de naufragados
Na ilha de edição
Do mundo globalizado.

Como ficamos?


Perdidos?
Todos estamos,
Talvez por hoje,
Talvez por anos...


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