sábado, 10 de novembro de 2012

2007-C: Abismo Tênue

Notívagos,
Por conta da inércia do dia,
Revolucionários,
Mas, por enquanto, só na teoria.

Acídicos ?
Melancólicos?
Macambúzios?
Deprimidos?

Ou apenas descrentes com desconhecidos?

É como achar agulha no palheiro
Encontrar alguém que saiba de algum brasileiro
Que nunca teve que cair primeiro,

Para saber contra quem
(Seja algo ou alguém)
Luta o tempo inteiro.

Uns humanos jejuaram como resistência,
Outros, que não comem,
Enfrentam, sem total ciência,
Uma batalha onde não há  clemência.

Guerra contra as fomes,
De alimento, de afeto,
Ou consciência.

Do não saber se manter vivo,
E se ao  morrer, se vê sentido.

De ter que brigar por abrigo,
Ou em nome de quem?

Se toda ação carrega reação,
Pra onde olho?
O golpe,  de onde vem?

Se o que falo é nulo,
De antemão, já capitulo.

Se existe remédio,
É para qual doença?
A que domina quem faz?
Ou acomete quem pensa...?

Na falta de solução,
Esmigalham dó, comiseração.

Vidas...
Espaços vagos na multidão.
Sonhadores céticos
Em contradição.

Revoltosos,
Revoltados,
Possíveis estopins de insurreição

Mas estáticos,
Apáticos,

Aparentando ter a razão do problema e a salvação,
Mas sem a semente
Que gere a compreensão.

Entre os que sabem o que falam,
Porém não vivem.

E entre os que não sabem que pensam,  e por isso se restringem.
Se calam, se fecham,
Inibem.








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