domingo, 31 de julho de 2011

Elegia 57

O príncipe poderoso,
Famoso pela glória,
Pode incluir mais um feito em seu livro de memórias,
Virar mais uma página de sua história.

Para quixotescamente Inscrevê-la
Em momento de cavaleira valentia,
Mostro a conquista da estrela,
Como circunstancial poesia.

Ela, dádiva celestial,
Concebendo infinito fractal,
Transformando ódio seminal
Em paz mental.

Ele que se achava pouco,
Parecia louco,
Delirando em sonho barroco,
Ganhou bravura, depois de grito rouco.

Depois do berro,
A resposta da fera bela,
firme como o ferro.

Que deu a ele a honra de correr muitas milhas,
Lutar e vencer,
Sem armaduras
Nem armadilhas.

Ele cavalgando,
Onde ela foi pedra preciosa,
Ladrilho brilhante.

Ela, atravessando arcos,
Descobrindo marcos,
Narrativos,
Éticos,
Estéticos,
Dramáticos.

Eles,
Unidos,
Espíritos conjugados,
Em todas as pessoas e tempos,
O eterno firmamento guardado,

E todas as palavras e ventos,
Direcionando o gesto amado.

E assim se chega
Em tudo que faz,
A saudação ser celebração homérica,
Eu amigável, me despeço:
"Adeus, glorioso,
Adeus, feérica".

2 comentários:

  1. Adorei seus textos, to seguindo.

    =)

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  2. Sim, sim.. foi :)
    E tô lendo até agora, acho que nesses últimos dias 'cê teve um surto de criatividade, produziu muita coisa. Muito bacana. Vamos lançar desafios? Cada um diz um tema e nós dois escrevemos sobre. Tenho uma sugestão pra começar: "Liberdade". Topa?

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