segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sobre o frio II (12/07/2008)- Negativo

A orquestra parou,
É noite e faz frio,
Prometeram orgasmo,
Venderam vazio.

Vangloriam  o tolo,
"É LIVRE!"
(Na multidão esse grito pipoca),
Só esqueceram de dizer,
Que só o  "encarcerado" comemora
O tolo, não sabe o motivo,
Mas deseja ir embora.

A "liberdade" que lhe dão o sufoca,
E ao mesmo tempo, tão ilusória,
Não o toca.

Sol?
Pra quê, se ele não ilumina?

Caminhar
Adianta quase em nada,
Se só for possível
Ir até a encruzilhada.

Quebrar as pedras,
Rotina normal
De quem tem os calos nas mãos
Como maior sinal,
Destino final e fatal.

Qual o tamanho da estrada
Depois que se tem as pernas quebradas?

"Na queda, não se passa do chão",
Obrigado, mas já tenho
Meu ódio de consolação.

Olhar para o alto,
Subir o monte,
E ter a mesma parede
De horizonte.

Os "Gênios" nisso nunca pensaram,
Nem pensarão.

Mas agora,
Isso não merece minha atenção
Ou minha dor
A luz é forte,
Basta encontrar e ligar
O interruptor.

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