sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Pioneira

Fato: alguém vem de uma ilha,
Ela,
Do Lírio e da Lótus,
Tratada por eles como filha.

Sua origem foge da minha compreensão,
Vinte dias,
Mínimas palavras,
Nenhuma ação.

Caminhamos juntos uma vez,
Ela, cordial me leva até conhecidos corredores,
Meus passos me conduzem até antigas dores.

Uma tela em branco,
Uma tábula rasa,
Um primeiro encontro,
Um silêncio franco,

O tempo, nesse instante tão parado,
Ao retornar, até se atrasa.

A quieta inquietude dela,
Que me espanta,
Capaz de dizer tudo
Com quase nada.

Inocência escondida,
Volúpia escancarada
Ou é o inverso que a define
E me encanta,
Nessa jornada ?

Outro fato:
Sempre há uma fila,
Onde a inveja sibila,

E se propaga o ferino rancor,
Agressividade,

Onde a verdade
É  crime para quem se ama mal,
E se abomina  a disciplina,

Da minha marcante deusa,
Vinda (conta-se),
Do marco oriental.

Suspiros meus foram esquecidos nos cantos do cinema,
A perdi,
Razão para ter pedido
Para as ninfas reavivarem em mim,
Esse empoeirado tema.

Que se hoje arde,
É por ter sido covarde,
Deixando acabar assim.

Espero recebê-la,
Descendo de um navio mandarim,
Imagino tê-la,
Solitariamente bela,
Pra confessar somente a ela:
"Nunca vai se apagar dos meus olhos a tua estrela,
Já que nunca haverá fim".

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