quinta-feira, 28 de julho de 2011

Palcos, Portais e Fortalezas.

Só o sublime me redime,
Do meu exíguo existir.

Já aquilo que me oprime,
Me invade sem eu permitir.

E por isso, detesto,
O pequeno gesto.

É trabalho indigesto
Fazê-lo ser mais que o medíocre,
Em ato modesto.

Por isso, sou ferido algoz,
Da lira do cotidiano,
Pois a mim ele tudo faz de desumano,
Delírio atroz.

E a "sutileza" me é crime oculto sob roto pano,

Meu pano é outro, o do palco,
De alternativo plano,
( Dramático?  Teatral?)

Épico,
Didático,
Performático,
Transcendental,
Exótico, mas anti-colonial.

Então me presto,
A declarar manifestos
De estética gutural
Declamando reclames
Pelo excelso e seus arroubos,
Não tergiverso,
A esse direito não me roubo,

De querer enxurradas,
Bátegas,
Derrames.

Em que vejo todos os fluídos e humores
Irados como enxames,
Com seus esplendores embevecidos explodindo.

Ebulição,
Ou combustão de motores partindo?

Todos os campos,
Ao transe levando.

Os corpos,
Os cantos,
E os espantos se elevando,
Aos estentóreos estertores,
Se unindo

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