sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quinta Parede

Você,
De novo, mistério

Eu,
De teus vestígios
Voyeur
Só conseguindo dizer,
Algum impropério.

Você,
Dando um passo atrás,
Apagando sua marca.

Eu,
Por você
Fugindo e chegando
Encontrando a mim,

Poeta pedante
Porém incauto,
Sem tocar o que olha do alto,
Como monarca
Em sua torre de marfim,

Passando enfadonhas tardes alargadas,
Te estudando,
Caçando  suas pegadas
Que você cobre com areia.

Será que você receia,
O Meu acesso abrupto
De sua mente
Em várias camadas?

Caí em tua armadilha,
(Outra sua maravilha)
Eu,
O fracassado da matilha,
Ouço seus uivos, andarilha.

Loba da noite que escolto,
(Mesmo sabendo que não sou eu quem você chama).

Querendo partir,
Volto,
Falsamente tranquilo,
Me revolto,

Por não poder Pôr
O pé na lama,
Adotada por ti,
Uma sucursal de sua cama.

Confesso,
Tuas (des)crenças professo,
Mesmo para discordar.

E nesse processo,
Abraço meu retrocesso,
Já que só em ti posso ver o avançar.

Assumindo como  justa a ocultação,
Tornando honesto aquilo que me engana,

Desejo tua alma ajudar a limpar,
Até talvez encontrar,
No lodo de sua digressão insana,
Uma etérea,  rara e original peça
Da mais nobre e mais tua
Porcelana.

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