A areia,onde nunca pisei.
Foi lá que dormi e despertei, refeito.
Jurando que ouvia o ar rarefeito,
Passando pelo teu peito.
Meu corpo então, estremeceu,
Por nunca completar uma travessia,
Temendo te encontrar, um dia,
Em algo decididamente mais seu.
As distâncias,
Que me perseguem
E comigo seguem,
Se fazendo cada vez mais abissais,
A obsessão fez seu próprio divã,
Coberto de folhas outonais.
Ao fim,
Eu, sobre o pó,
Construo modelos, rascunhos.
Eu, que só sei ser só,
Choco contra a parede meus punhos.
E deixo a dor vagar,
Errar,
A dama de copas me domar,
Já que é por ela que quis em público berrar,
E os muros esmurrar.
Minhas marcas
Não temo exibir
Divididas assinaturas
Do meu nada conseguir.
E parto,
Vendo nascer na estrada,
Uma ninfa da tela prateada.
Sem bússola, sem mapa, sem conceito ou ligação,
Eis minha única conquista:
O sangue derramado nas pistas,
Sobre a minha visão.
Prendo o fôlego,
Transpiro,
O liberto,
Me inspiro,
Transformo o bocejo em suspiro.
Não sei acabar com minha verborragia,
Finalizar tributos,
Odes,
Elegias.
As reciclo,
As repito,
E estendo ao infinito,
Onde exponho,
A verdade incontrolável do sonho.
Agora,
De outro sofrer me curo,
Penduro em um cabide o futuro
Que separei pra ter aqui.
Consciente de que meus termos,
Anjos de asa única, para quem dou as mãos,
Sempre guardarão,
Meu tempo e um templo,
Para ti,
Com toda a apreciação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário