sexta-feira, 22 de julho de 2011

"Alea Jacta Est !"

Lembranças,
Tuas, diretas cruas,
Honestas,
Dos fios de cabelo até  cada osso.

Na falta de algo assim,
Submerjo em ti,
Deixando exposto apenas o pescoço.

Você me quer sendo claro,
( Isso pode me custar caro)
Mas não consigo mais acumular
Todos os sentidos que mascaro
Todas as musas, eu declaro,
No intuito de te simular.

Pode ser esse um ato impensado,
Pelo qual, quase certo,
Me arrependerei.

Mas saiba,
Também tenho corte aberto,
Carregando abraços que não te dei,

E sem os receber,
Só podendo temer reação indesejada,
Me pergunto se mereço saber de sua vida,
E de uma viva lágrima vertida,
De seus olhos,
( De irrelevante cor)
Derramada.

Percebe como é oca,
Minha medíocre realidade:
Consigo amor que todos necessitam,
Mesmo assim prefiro a tua crueldade.

Se estou errado?
Se passo por um momento de demência?
Ignorarei o que for diagonsticado,
Até ter o afeto teu compartilhado,
E a coragem das tuas desistências...

Se dessa forma,
Tentando criar inexistentes pausas,
E desejando lutar em idênticas causas,
A ùnica palavra que você terá a me dizer for "fim",
Me restará aceitar tua norma:
"Pior melhor assim".

Um comentário:

  1. É realmente uma coincidência.. uushash.
    Voce pretende publicar alguma coisa?

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