quinta-feira, 23 de junho de 2011

A "Nerudiana"

Estrela furta-cor,
Na sua transparência,
Andarilha sapiência
Acompanha o Condor.

E o seu fulgor, com paciência
Absorve luz e se esbalda
No verde da pátria esmeralda:
A pré- Colômbia que Neruda exalta
E pós-Colômbia de tua vivência.

A tonalidade se altera.

É essa a quimera, mulher-menina,
De tão esperançosa, és quase esmeraldina.
Ou esperançoso sou eu,
Aquele que tua razão alucina?

Vinda da nação oral,
Retornando de mais uma andança.
Saudosa está, de quando criança,
Brincava em furor vadio.

Estrela verde,
Mãe de Comefrío,
(Mais uma vez, foi Neruda quem essas palavras redigiu).

Alimenta meu mito vazio,
Oco calafrio.
Fruto do desvario,
E da raiva mofina.

Rodopia em meu ser,
Mestra colombina
Mulher-menina,
Ainda não materna
Celebra eterna,
Seu nato fevereiro febril.

Carnaval de espírito,
De alma,
Que não se encerra sem riso infantil,
Sem calma.

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