De sinal meu,
Não tenho elmo, capa ou caduceu,
Nem nada que me dê poder místico, tântrico, mágico, divino
Ou outro qualquer,
Razão óbvia:
Não sou Mulher.
Não sou estrela tríplice, feita do fluído que gera as galáxias,
Que alimenta a vida e a pode sustentar.
Sou homem, buscando me alimentar
Com Ishtar,
Peito arfando,
Cansaço a pulsar.
Carrego a lança
(Ou cajado)
Da perseverança.
Tenho a alma ressecada,
Sedenta em penetrar no mistério
Beber do Graal,
Cálice etéreo.
Àvido,
Serpenteio procurando
O centro do seu equilíbrio.
Eu, rápido, busco encontrar
O sàpido fulgor de estar perdido,
Querendo supor, pedir o perigo.
Ver a ceifadora colher o áureo trigo,
E próximo a ela, o Lótus, mais do que nunca, lindo.
Há então, outro cálice se expondo
O de uma flor que se abre,
Seu botão se exibindo.
Anseio pelo sonho,
A erótica elocubração
Tudo o que a perseverança procura com sofreguidão:
A feminina e sagrada compaixão.
Que quero sorver em longos goles,
Como se não houvesse amanhã,
Da boca da donzela,
Do seio da mãe,
Da mão da anciã.
Desejando ecoar o que não escuto mais,
Sejam os cantos celtas,
Ou os orgásticos "ais".

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