sábado, 18 de junho de 2011

Nada, Tudo, Sempre e Nunca


Te Idolatro,
Como estrela-guia,
Como mestra,
Como outra das minhas irmãs de alma,
Como mulher.

Não se ofenda se eu disser
Que estás em meus sonhos tórridos,
Já que Nada estará neles,
Se eu gostar do Nada,

Tudo estará,
Se eu quiser o Tudo,
Sempre estará,
Se eu delirar como Sempre,

Nunca estará,
Se o Nunca eu puder chamar.

Mesmo que Nada,Tudo, Sempre e Nunca sejam mais meus parentes do que meus amantes,
Me lançarei, buscarei o teu consolo como poucos antes.

Te quero leve,
Igual a uma pluma,
Para saber se posso cobrir teu corpo de espuma.

Te quero pura,
Para compartilhar do teu militado ócio,
Tua candura crua, doçura nua.

Te quero na rua,
Para que esquadrinhes os caminhos,
Onde ando sozinho,
E sua mente construa a saída,
Para me dar o rumo,
Talvez até uma (perdida?) lua.

Em que servem, sendo dois faróis, seus olhos falantes,
Lindos agora,
 Lindos antes.

Que me levam até Bogotá,
Porto Alegre ou qualquer outro lugar.
Em que se componham
Milongas, cordéis cantantes, chorinhos,
Se incendeiem das casas os jardins, danosos e daninhos.
Com o Fogo da língua de Cervantes.

(E dos teus carinhos).

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