sábado, 25 de junho de 2011

Suspiros Densos

Moros, o destino,
Desmorona sobre mim,
Qual a razão para tudo ser assim?

Aqui,
Preocupado com consolos,
Tenho sido tão Tolo!

Subjugado,
Vou ao solo,
Vou ao chão
Tudo por culpa de um falar edulcorado, empolado
Que é incapaz de sentir a ação
Possível de transcorrer no teu colo.

E pensar que eu tinha tua libido em minhas mãos...

E me torno eremita,
Piloto em eterno voo solo.
Abandonado pelo desatino,
Cansado como um velho,
Imaturo como um menino.

Ignorado pelo desejo
Embaixo dos meus próprios escombros,
Vejo teu desnudo ombro,
Me assombro,
Medo percebo
Tanto quanto a raiva de não ter sido
Seu efebo.

Me desespero,
Ninguém me espera,
Antes de haver um "ser",
Se antecipa um "era".

Efemérides efervescem
Quero que as noites se apressem,
Morro de enlouquecer,
Moros, a me esmorecer.

Mas é preciso ser mais claro,
Não mais mascaro
O que pretendo dizer.

O ensandecido luar,
Pretendo beber,
Ouso brindar.

Fico a sorver,
Seu fabuloso,
Sôfrego e sofrido imaginar.

Anseio por tua língua dominar,
Lasciva, luxuriante,
Lançar ao fim minha lastimosa forma de no mundo estar.

E eu lambo erótica apreensão,
Onde agora, posso aparecer
Tua proibida gratidão aprender,
E nela terminar por me perder.

De tanto tua devassidão,
(Para mim nova vastidão)
Me surpreender,
Vou te apreciar.

Mesmo sem de ti me dignar,
Me apoderar,
Mesmo sem poder
Te sentir
Te experimentar.

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