quinta-feira, 30 de junho de 2011

Aliterações dos xamãs pardos

Literalmente, litros
De líquidos líricos
Orações laicas  ou litúrgicas
Alicerçadas, aliteradas
Nas letras lavradas nos lamentos
Do leite de todos os lábios.

Declamando, elucubrando,
Os louvados lampejos loucos
Dos luminosos locais da luxúria

Libido de línguas lascivas
Lambendo lânguidas lanosidades

Lavando a alma nas lápides
No Olimpo delapidadas
Eliminando  do lar as lacunas,
Limpando alienantes elementos
Com a luz das estrelas laureadas,

Que lancinantes,
De lança em punho colocadas,

Colhem lírios,
Quebram lâminas,
Dilaceram-nas na batalha
Com toda labareda
A se espalhar,
Exasperada.

Na luta
Levam liras
Para canções despertadas.

Embaladas,
Em seus braços
Iguais a amáveis crianças bascas
Envolto em lençol de luxuosa lã e linho,
O futuro e os caminhos
De seus clãs, de suas castas.

Espero que essas lampejantes lecionadoras
Possam lamentar,
Um "basta!"
De cada olhar.

Eu,
Nos meus nababescos atos
Bestiais, baixos, vis, animais
Retumbo meus "ais",
Banais

Na blasfemada combinação
De sarais e bacanais.

Bombardeio minha dor,
Bolinando a imagem no andor,

Baqueado e hipócrita,
Me beatifico,
Buscando babar beletrismo,
Bebido, literalmente, aos litros.

Em um brutal jorro de brusco ardor,
Embevecido, livrar-me
(Lembrando o eu literário do Machado autor)
De um certo bálsamo interior.

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