sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Mais Sua De Todas As Odes

Cantigas,
Que sei serem minhas amigas.

Como eu queria que fossem as gotas de chuva
Caindo como uma luva,
Explodindo como uma bomba
Em minha morada bamba,
Capaz de desabar sobre minha cabeça

Mas antes que eu me esqueça,
Digo com toda a certeza
Que amo as cantigas
E igualmente, amo a condessa.

Chamada como sinônimo de parto,
Causando em mim embevecimento farto.

Eu vi ruir
A linha que imaginava nos unir.

Ela deu as costas,
Para minha odiosa compaixão,
Apaixonada pela simples aparição
De seu vulto no meu campo de visão,

De olhar míope,
Opaco,
Pouco,
Parco.

Ato apático,
Falho,
Fraco.
Antipático.

Vindo de lugar estático.

Estou disposto a ver em socos, carícias.
E em um silêncio, deliciosa canção.

Ainda espero o dia em que sem medo,
Eu, ridículo aedo,
Possa vivenciar tal situação.

Por enquanto,
Em cada risco
Só vejo desenhada a figura da negação.

Mas amo as cantigas,
De mim, amigas confessas

Como espero ser a condessa,
Que inspirou a geração
De uma prole oriunda da minha imaginação,
Poesia frutificada de uma fecundação,
Só possível no território da adoração.

Pela dama fugida
Do gradativo suicida.

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