Me arrisco a encarnar o inoprtuno,
Por ser demasiado prolixo, assumo:
Gosto de seus sussurros,
Sua melancolia de bons ouvidos,
Suas dores de transparentes sentidos;
Eu só tive,
Estando em outras estradas
Os sorrisos hipócritas da palavra dissimulada,
O beijo seguido pela escarrada.
A mordida deixando marcas assopradas
Pela pestilência de olhares de faces mascaradas,
Fingindo arco-Iris e Belos dias,
Criando em sua mente, entredentes, tempestades e frentes frias.
É você que tem o que quero:
Toque quente, Abraço sincero.
Me desespero em perder sua pista,
E seu nome ser só mais um em qualquer lista.
Sumindo assim, de repente,
Nebulizado,inesperadamente,
Um gesto seu, todo um instante.
Pedido meu, desencontrado no horizonte.
Eu, desejando ser tua catarse,
Grito primal em cada frase,
Carrego nos ombros o mundo,como Atlas,
Um planeta que a ti faz menções.
Um planeta que a ti faz menções.
Com suas poucas palavras, pequenas trapaças, canções, convites, grandes desilusões.
Só me atenda, e meu verbo te libertará
Pra que nada te prenda.

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