Me acreditava sendo sólido estando só,
Agora, perdido em nó, sigo opaco,
Franco e fraco,
Temendo que seu rosto acumule desgosto,
Que contamina, polui e mal se vê,
Próximo ao pó.
Seu sorriso, fato liquefeito,
Olhar que se solta,
Emite encanto perfeito,
Poder sobre o qual eu, suspeito,
Pouco penso,
Que me faz flutuar
No ar, suspenso
Pra aceitar, estando propenso,
Que quem fala aqui é que ao outro ilude,
E que teus pecados,
Unem nossos lados,
E são bem mais honrados,
Comparados com minhas virtudes.
Tudo isso, digo, Amiúde:
Te cito,
Recito,
Versifico,
Diversifico,
Reverso,
Atravesso,
Tenho em ti regressivo progresso,
Fujo, fico,
Realizo, mistifico,
E o consigo,
Por saber que contigo,
Permaneço seguindo vivo,
Tendo teu olhar,
Mesmo pensando em me escapar,
Como intenso incentivo.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Terra, depois.
Continuo tonto,
Na roda dos sentimentos, amarrado,
Então por isso eu me desaponto,
De te ver em estado alterado.
Não quero acabar sendo perverso,
Meu indicador para ti não aponto,
O que quero é estar sempre pronto
A ter você como alguém com quem converso.
Podes provar com todo o gosto,
Tanto do elixir quanto do veneno,
Sou eu que devo agir pelo oposto,
E tentar degustar daquilo que condeno.
Mas para reverter essa minha vertigem,
Preciso reconhecer com franqueza,
Desconheço qual dos saberes mais me afligem,
A minha repulsa ou sua beleza.
Na roda dos sentimentos, amarrado,
Então por isso eu me desaponto,
De te ver em estado alterado.
Não quero acabar sendo perverso,
Meu indicador para ti não aponto,
O que quero é estar sempre pronto
A ter você como alguém com quem converso.
Podes provar com todo o gosto,
Tanto do elixir quanto do veneno,
Sou eu que devo agir pelo oposto,
E tentar degustar daquilo que condeno.
Mas para reverter essa minha vertigem,
Preciso reconhecer com franqueza,
Desconheço qual dos saberes mais me afligem,
A minha repulsa ou sua beleza.
Qual terra?
É inevitável expor,
O que pela minha cabeça agora passa,
Um dia, cedo ou tarde,
Enquanto navegas pelo mar de água que arde,
Você terá, aos meus olhos, se convertido em fumaça,
Independentemente de tudo que em contrário eu faça.
Não importa o quanto eu me doe,
(E me doa)
O ato de sentir me atordoa,
Me deixa tonto,
Mas perceber o seu estado,
Saber que aos poucos,
Muito pouco tem me restado,
É algo para o qual jamais estarei pronto.
Minhas lembranças têm se liquefeito,
Tua figura grava em mim,
Um inebriante efeito,
Quero te entender,
Ou se isso é impossível, te interpretar,
Mas enquanto me impressionar só com o que ver,
Estarei aturdido,
Perdido na superfície do meu tosco mundo,
Nunca conseguirei a encontrar,
Em algo que possa sanar,
Nosso descompasso profundo.
Pela admiração que mal conservo,
A busca incessante do teu respeito,
Tento aparentar que me preservo,
E que quase esqueci do meu constrangedor defeito,
Mas, sabes, sou suspeito,
Te observo,
E rasgo meu peito.
Nunca fostes santa,
Disso eu sei
E o tenha certo,
Mas eu me recusei a acreditar,
Que é tão evidente o teu desnortear,
Resvalando em tamanho jogo aberto,
Por isso, quase berrei,
Me notei boquiaberto,
Nós,
Rodeando a lama,
Real, crua,
Nua em pelo,
A cada segundo,
Eu, tentando removê-la,
Sempre me torno mais imundo.
E consciente de que não posso retê-lo,
Meu medo me desperta para um pesadelo,
Que faz de mim
Algum paranoico andarilho vagabundo
O que pela minha cabeça agora passa,
Um dia, cedo ou tarde,
Enquanto navegas pelo mar de água que arde,
Você terá, aos meus olhos, se convertido em fumaça,
Independentemente de tudo que em contrário eu faça.
Não importa o quanto eu me doe,
(E me doa)
O ato de sentir me atordoa,
Me deixa tonto,
Mas perceber o seu estado,
Saber que aos poucos,
Muito pouco tem me restado,
É algo para o qual jamais estarei pronto.
Minhas lembranças têm se liquefeito,
Tua figura grava em mim,
Um inebriante efeito,
Quero te entender,
Ou se isso é impossível, te interpretar,
Mas enquanto me impressionar só com o que ver,
Estarei aturdido,
Perdido na superfície do meu tosco mundo,
Nunca conseguirei a encontrar,
Em algo que possa sanar,
Nosso descompasso profundo.
Pela admiração que mal conservo,
A busca incessante do teu respeito,
Tento aparentar que me preservo,
E que quase esqueci do meu constrangedor defeito,
Mas, sabes, sou suspeito,
Te observo,
E rasgo meu peito.
Nunca fostes santa,
Disso eu sei
E o tenha certo,
Mas eu me recusei a acreditar,
Que é tão evidente o teu desnortear,
Resvalando em tamanho jogo aberto,
Por isso, quase berrei,
Me notei boquiaberto,
Nós,
Rodeando a lama,
Real, crua,
Nua em pelo,
A cada segundo,
Eu, tentando removê-la,
Sempre me torno mais imundo.
E consciente de que não posso retê-lo,
Meu medo me desperta para um pesadelo,
Que faz de mim
Algum paranoico andarilho vagabundo
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Alguém tem fé...
E de saber qual lias,
(Um entre tantos...Minha fé, aos trancos,
Entre prantos,
Desencantos,
Espantos)
E é em ti sentido, tendo verbos francos.
Rumo á tua crente diáspora,
Onomástica travessia.
Voluntária ação épica,
(Quiçá, estética)
Marcialmente,
Marchando para aquilo que cria.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Outro Veludo...
Ao nunca,
Que sempre encontrei,
Já brindei
E cumprimentei.
Você fecha a porta,
Nenhuma outra luz verei.
Quem se importará, além de ti,
Com "pra onde irei ?"
Ou "o que farei aqui?"
Ninguém irá lamentar,
Caso eu chore atrás da porta, depois de me ferir.
Aí vou eu,
De Novo,
Trabalhando duro,
Bancando o bobo,
Assim, ainda sem conseguir entender
De que forma perdi em meu próprio jogo.
Como eu me sinto ao ser amado?
Me perguntaram isso pela primeira vez,
Não sei,
Talvez,
Derrotado?
Minto...
Ainda ignoro o amor compartilhado...
O mesmo que continua odiando o próprio corpo,
E tudo que é exigido nesse mundo torto,
Querendo saber completamente,
O que você e seus amigos conversam tão discretamente.
A morte de um filho imaginado?
O amor feito na cena?
Ela me confunde e sorri,
Provocadora e pequena.
Se for ela quem vem agora,
Tenho que olhar onde piso,
Não sei pra onde estou indo,
Mas espero poder ser o paraíso.
Tentarei me sentir como um homem,
Atravessando a maré comprida,
Buscando ser salvo,
Por uma heroína,
Chamada "esposa" e/ou "vida".
Descobri uma razão para continuar minha existência,
Saber que nada,
Na estrada de qualquer essência,
Está livre dos caminhos que cruzamos juntos,
A minha (in)consciência e a sua consistência.
Me finjo de forte,
Seguro uma carruagem na chuva,
Com as mãos cobertas com as luvas,
De outro Hércules encharcado,
Que pendurei, ao lado do meu passado,
Certo ou errado.
Meu futuro nunca chega cedo,
E é isso que me dá medo,
Ele sempre está atrasado.
Desisto de pensar que eu sozinho me refaça,
"Ajude-me em minha fraqueza,
Pois estou caindo fora da graça".
Já que sou como quem todos os dias se apaixona,
E todas as noites se despedaça...
Seria esse um verdadeiro pecado?
Persistindo em seu pálido olhar calado?
Queria um dia perfeito,
Apesar de crer que não sou esperado,
Despossuído desse direito.
Os anos que desperdiço,
Levando como único compromisso,
As almas que posso vender,
Para ver se consigo,
Só correr, correr, correr...
Pegando ao vento,
Sortes e mortes, dizendo-me o que fazer...
Papel que se rasga,
Ator que se desmonta,
Soldado que se quebra,
Todos feitos da madeira,
Que alguma marcha celebra.
O que eu tenho pra escolher,
Alguns sacrifícios fazem ser,
Difícil de esquecer.
Missões cumpridas,
Com pares de palavras enforcadas na corda,
Tornadas água, que escapa e transborda,
Ao contrário do pranto, que ela não verte,
E todo o espanto, que tenho e me inverte.
Quando ela concorda.
Cores diferentes feitas de sono e sonho,
Luz e calores,
Pretos e brancos,
Com os quais componho,
Agora e desde antes,
Meu plano
De inércia brilhante,
Quem ama esse brilho?
Nem todo mundo,
Esse é o (maior) único engano.
Que sempre encontrei,
Já brindei
E cumprimentei.
Você fecha a porta,
Nenhuma outra luz verei.
Quem se importará, além de ti,
Com "pra onde irei ?"
Ou "o que farei aqui?"
Ninguém irá lamentar,
Caso eu chore atrás da porta, depois de me ferir.
Aí vou eu,
De Novo,
Trabalhando duro,
Bancando o bobo,
Assim, ainda sem conseguir entender
De que forma perdi em meu próprio jogo.
Como eu me sinto ao ser amado?
Me perguntaram isso pela primeira vez,
Não sei,
Talvez,
Derrotado?
Minto...
Ainda ignoro o amor compartilhado...
O mesmo que continua odiando o próprio corpo,
E tudo que é exigido nesse mundo torto,
Querendo saber completamente,
O que você e seus amigos conversam tão discretamente.
A morte de um filho imaginado?
O amor feito na cena?
Ela me confunde e sorri,
Provocadora e pequena.
Se for ela quem vem agora,
Tenho que olhar onde piso,
Não sei pra onde estou indo,
Mas espero poder ser o paraíso.
Tentarei me sentir como um homem,
Atravessando a maré comprida,
Buscando ser salvo,
Por uma heroína,
Chamada "esposa" e/ou "vida".
Descobri uma razão para continuar minha existência,
Saber que nada,
Na estrada de qualquer essência,
Está livre dos caminhos que cruzamos juntos,
A minha (in)consciência e a sua consistência.
Me finjo de forte,
Seguro uma carruagem na chuva,
Com as mãos cobertas com as luvas,
De outro Hércules encharcado,
Que pendurei, ao lado do meu passado,
Certo ou errado.
Meu futuro nunca chega cedo,
E é isso que me dá medo,
Ele sempre está atrasado.
Desisto de pensar que eu sozinho me refaça,
"Ajude-me em minha fraqueza,
Pois estou caindo fora da graça".
Já que sou como quem todos os dias se apaixona,
E todas as noites se despedaça...
Seria esse um verdadeiro pecado?
Persistindo em seu pálido olhar calado?
Queria um dia perfeito,
Apesar de crer que não sou esperado,
Despossuído desse direito.
Os anos que desperdiço,
Levando como único compromisso,
As almas que posso vender,
Para ver se consigo,
Só correr, correr, correr...
Pegando ao vento,
Sortes e mortes, dizendo-me o que fazer...
Papel que se rasga,
Ator que se desmonta,
Soldado que se quebra,
Todos feitos da madeira,
Que alguma marcha celebra.
O que eu tenho pra escolher,
Alguns sacrifícios fazem ser,
Difícil de esquecer.
Missões cumpridas,
Com pares de palavras enforcadas na corda,
Tornadas água, que escapa e transborda,
Ao contrário do pranto, que ela não verte,
E todo o espanto, que tenho e me inverte.
Quando ela concorda.
Cores diferentes feitas de sono e sonho,
Luz e calores,
Pretos e brancos,
Com os quais componho,
Agora e desde antes,
Meu plano
De inércia brilhante,
Quem ama esse brilho?
Nem todo mundo,
Esse é o (maior) único engano.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Um certo aeroplano...
Me levou até a tenda de um circo,
(em que tudo é a "simples mente")
Onde pude ver como estás bem desse jeito,
Todo tão pouco que sei de você, respeito.
E podemos ver, aqui, todos os rostos facilmente,
O fato inegável do sonho transparente.
Esse inevitável sentimento
Levado como as folhas, pelo vento.
Olhar dentro dos olhos dela,
Esse é meu intento...
Afável? lamentável?
Não sei direito...
O que eu reconheço ser insustentável,
É manter a negação de que o instante de sua fala
Representa pra mim momento agradável...
E sobre algo assim, alguém igual a mim não se cala!
Você não irá me ver nunca mais? até o fim dos tempos? você tem certeza?
Tu precisas do que agora eu digo:
Se me rejeitar, nem prosseguirei,
Seguindo então, outro dos meus sonhos comuns,
Sendo uno,
Sendo um,
Unido com a onda da correnteza.
Duvidar disso:
Uma prerrogativa que você tem,
Mas se não for por ti, que seja pra mim mesmo o compromisso,
De que será o que farei,
Sendo, com qualquer outro alguém,
O que sempre fui anteriormente:
Omisso...
Para quê mascarar minha tola valentia?
De que quero te entender, o dia todo, todos os dias!?
Nada do que quer está errado,
Só espero que além de do mundo apanhar,
Um dia você o tenha, em suas mãos, apanhado.
Pode parecer que enlouqueci,
Que me perdi,
Desequilibrei-me da razão, do meu centro,
Mas, antes de me amordaçar,
Me deixe essas palavras pronunciar
(lamento):
"Coisas boas podem por ser encontradas por aí,
No ódio do sofrimento."
"Alguns acham legal,
Passeio farto,
Brilho,
Paraíso"
Dos disfarces de sabedoria destes, escapo, fujo, quase em dois me parto,
Sabendo que para tal,
Se for preciso,
Até o inferno deslizo.
Tua alma estará protegida,
Livre desse ópio,
Se encontrar dentro de ti,
Teu amor próprio.
Estarei aqui quando o pior tiver se dado,
Verdades tornadas mentiras,
Flores e alegrias mortas,
Lágrimas caindo no seu peito...
Serei o único te tratando com amizade,
No lugar onde ou você é só,
Ou nem é mesmo convidada.
Hoje, quero ser mais do que sou,
Quero explodir e chorar,
Sendo tão complexo esses atos eu conseguir realizar,
Espero poder ter te feito entender
O que essa vontade pode significar.
Tenho dois espelhos,
Um em cada mão,
Sendo bebidos, maus conselhos,
Meu quarto, minha prisão,
Em minha cabeça, a chave e a fiança:
Tua confiança e consideração.
Não tenho mais nada pra agarrar,
Nunca pude caminhar para o mar...
Mas sou alguém ansiando sua canção cantar...
Ignore se te chamarem de mulher vã,
Tu brilhas como o sol, fazendo a sombra da manhã,
Em que repouso, e ouso, fazer a ti totem de arte nata,
Teu Suor é ouro,
A areia de tua praia, prata,
Óbvio mostrar o motivo pelo qual insisto:
Me fortalece o que não me mata...
Terei feito a chamada pra ti,
Efeito do realizado de repente,
Conheci muita gente aqui,
Mas nenhuma delas é você,
Que me faz querer ouvir sua voz pra dividir,
Minha euforia sem motivo aparente.
Permaneço sendo franco,
Honesto e lento como nunca foi
O Coelho branco.
Realmente me preocupo com você,
O que te desaponta,
Te afronta,
O que conta
O que vê.
Estou liberto e incontido,
Sairei de perto,
Antes que a dama,
(a quem deixarei, quase certo),
Sem encerrar a leitura desses versos,
Tenha partido.
(em que tudo é a "simples mente")
Onde pude ver como estás bem desse jeito,
Todo tão pouco que sei de você, respeito.
E podemos ver, aqui, todos os rostos facilmente,
O fato inegável do sonho transparente.
Esse inevitável sentimento
Levado como as folhas, pelo vento.
Olhar dentro dos olhos dela,
Esse é meu intento...
Afável? lamentável?
Não sei direito...
O que eu reconheço ser insustentável,
É manter a negação de que o instante de sua fala
Representa pra mim momento agradável...
E sobre algo assim, alguém igual a mim não se cala!
Você não irá me ver nunca mais? até o fim dos tempos? você tem certeza?
Tu precisas do que agora eu digo:
Se me rejeitar, nem prosseguirei,
Seguindo então, outro dos meus sonhos comuns,
Sendo uno,
Sendo um,
Unido com a onda da correnteza.
Duvidar disso:
Uma prerrogativa que você tem,
Mas se não for por ti, que seja pra mim mesmo o compromisso,
De que será o que farei,
Sendo, com qualquer outro alguém,
O que sempre fui anteriormente:
Omisso...
Para quê mascarar minha tola valentia?
De que quero te entender, o dia todo, todos os dias!?
Nada do que quer está errado,
Só espero que além de do mundo apanhar,
Um dia você o tenha, em suas mãos, apanhado.
Pode parecer que enlouqueci,
Que me perdi,
Desequilibrei-me da razão, do meu centro,
Mas, antes de me amordaçar,
Me deixe essas palavras pronunciar
(lamento):
"Coisas boas podem por ser encontradas por aí,
No ódio do sofrimento."
"Alguns acham legal,
Passeio farto,
Brilho,
Paraíso"
Dos disfarces de sabedoria destes, escapo, fujo, quase em dois me parto,
Sabendo que para tal,
Se for preciso,
Até o inferno deslizo.
Tua alma estará protegida,
Livre desse ópio,
Se encontrar dentro de ti,
Teu amor próprio.
Estarei aqui quando o pior tiver se dado,
Verdades tornadas mentiras,
Flores e alegrias mortas,
Lágrimas caindo no seu peito...
Serei o único te tratando com amizade,
No lugar onde ou você é só,
Ou nem é mesmo convidada.
Hoje, quero ser mais do que sou,
Quero explodir e chorar,
Sendo tão complexo esses atos eu conseguir realizar,
Espero poder ter te feito entender
O que essa vontade pode significar.
Tenho dois espelhos,
Um em cada mão,
Sendo bebidos, maus conselhos,
Meu quarto, minha prisão,
Em minha cabeça, a chave e a fiança:
Tua confiança e consideração.
Não tenho mais nada pra agarrar,
Nunca pude caminhar para o mar...
Mas sou alguém ansiando sua canção cantar...
Ignore se te chamarem de mulher vã,
Tu brilhas como o sol, fazendo a sombra da manhã,
Em que repouso, e ouso, fazer a ti totem de arte nata,
Teu Suor é ouro,
A areia de tua praia, prata,
Óbvio mostrar o motivo pelo qual insisto:
Me fortalece o que não me mata...
Terei feito a chamada pra ti,
Efeito do realizado de repente,
Conheci muita gente aqui,
Mas nenhuma delas é você,
Que me faz querer ouvir sua voz pra dividir,
Minha euforia sem motivo aparente.
Permaneço sendo franco,
Honesto e lento como nunca foi
O Coelho branco.
Realmente me preocupo com você,
O que te desaponta,
Te afronta,
O que conta
O que vê.
Estou liberto e incontido,
Sairei de perto,
Antes que a dama,
(a quem deixarei, quase certo),
Sem encerrar a leitura desses versos,
Tenha partido.
domingo, 18 de setembro de 2011
Enquanto as pedras rolam...
Não sou nenhum estranho,
Você conhece meu modo de bater na porta,
E me ouve cantando,
Suave e baixo,
Aquela canção que sei que te conforta...
Por volta da meia-noite,
Escutas o açoite
De saber que não é sem sangrar que minha alma lavo.
Levo dentro de mim a doçura sofrida do açúcar mascavo.
Você sabe de cor o meu apelo antigo,
Contra a guerra e a tempestade, te peço abrigo,
Sou tão forte contigo,
Disfarçar isso não consigo.
Tenho consciência dos riscos que enfrento,
Hoje, sinto frio,
Estou alto,
Mas eu ainda tento.
Até ver que as marcas dessa escuridão em mim se vão,
Me recordarei de você, vestida de preto,
Entre as garotas com seus trajes de verão.
Enquanto insisto em querer alguma fala,
Faço do relento minha sala,
Esperando sua ligação.
Agora o chão serve de leito,
Não sei como posso, mas deito.
Há quanto tempo estou aqui,
No limite do ato de rastejar?
Não percebes, divindade feminina?
Estou tentando ganhar.
Vá em frente e acenda a cidade,
Invente tudo o que for da sua vontade,
E independente do errado ou certo,
Lembre-se, eu estarei sempre por perto.
Se você me receber,
Me dignar a ter a sua atenção,
Juro que não volto se não me esperar,
E pego o trem, sem o destino avaliar,
Com sua companhia me levando até a estação.
Sem isso,
Converto a tensão,
Em concentração digna de monge,
Quero tornar a desaparecer em teu espírito
E ir pra longe...
Pro andar de cima,
Depois das escadas,
Uma viagem, um passeio de versos e prosas.
Sonho com o dia em que se confundem todos os nadas,
E em que dirás que me cobrirá de rosas.
Eu,
Um cão ganindo,
O animal mais doce do mundo,
Só querendo fazer, do que estou sentindo
Algum sentido mais profundo.
Desejando por ti ser protegido,
Ansiando amor concretizado,
Exibindo coração partido,
Caio no jogo da minha juventude,
No qual sempre perco, iludido.
Tento pôr fogo na minha imaginação,
Mas o fracasso parece ser minha missão,
Nada me resta pra atingir,
Nem minha satisfação,
Nem sua reação.
Só sobra o rolar das pedras,
O passar do tempo,
Para terminar por me consumir.
Você conhece meu modo de bater na porta,
E me ouve cantando,
Suave e baixo,
Aquela canção que sei que te conforta...
Por volta da meia-noite,
Escutas o açoite
De saber que não é sem sangrar que minha alma lavo.
Levo dentro de mim a doçura sofrida do açúcar mascavo.
Você sabe de cor o meu apelo antigo,
Contra a guerra e a tempestade, te peço abrigo,
Sou tão forte contigo,
Disfarçar isso não consigo.
Tenho consciência dos riscos que enfrento,
Hoje, sinto frio,
Estou alto,
Mas eu ainda tento.
Até ver que as marcas dessa escuridão em mim se vão,
Me recordarei de você, vestida de preto,
Entre as garotas com seus trajes de verão.
Enquanto insisto em querer alguma fala,
Faço do relento minha sala,
Esperando sua ligação.
Agora o chão serve de leito,
Não sei como posso, mas deito.
Há quanto tempo estou aqui,
No limite do ato de rastejar?
Não percebes, divindade feminina?
Estou tentando ganhar.
Vá em frente e acenda a cidade,
Invente tudo o que for da sua vontade,
E independente do errado ou certo,
Lembre-se, eu estarei sempre por perto.
Se você me receber,
Me dignar a ter a sua atenção,
Juro que não volto se não me esperar,
E pego o trem, sem o destino avaliar,
Com sua companhia me levando até a estação.
Sem isso,
Converto a tensão,
Em concentração digna de monge,
Quero tornar a desaparecer em teu espírito
E ir pra longe...
Pro andar de cima,
Depois das escadas,
Uma viagem, um passeio de versos e prosas.
Sonho com o dia em que se confundem todos os nadas,
E em que dirás que me cobrirá de rosas.
Eu,
Um cão ganindo,
O animal mais doce do mundo,
Só querendo fazer, do que estou sentindo
Algum sentido mais profundo.
Desejando por ti ser protegido,
Ansiando amor concretizado,
Exibindo coração partido,
Caio no jogo da minha juventude,
No qual sempre perco, iludido.
Tento pôr fogo na minha imaginação,
Mas o fracasso parece ser minha missão,
Nada me resta pra atingir,
Nem minha satisfação,
Nem sua reação.
Só sobra o rolar das pedras,
O passar do tempo,
Para terminar por me consumir.
sábado, 10 de setembro de 2011
Jubileu (celebração da coroação)
Salvar-me olhando o silêncio?
Impossível.
Guardo em mim a saudação intensa,
Risível.
Exagerada,
Granada atirada contra o muro,
Obra e graça de amante desvairado e imaturo.
Desfaça-se de todos os conceitos que tem sobre mim,
Eu grito e te constranjo,
(não há outro modo de construir meu arranjo),
Pra saber o que te desnorteia,
E torcer para que me devolvas,
Um petardo que mude o cenário que me rodeia.
Não apreciando meu humor inconsequente,
Delinquente.
Saberei que serás mais um abismo, rocha,
Onde tropeço, e frequentemente,
Caio em deslizes,
"Psicogeográficos" acidentes
Falsas esperanças,
Em que quanto mais quero voar, mais crio raízes,
Novo precalço, tu me cansas.
No entanto, se aceitares que sou seu complemento reverso,
E que as árvores podem flutuar em meu universo,
Onde o pranto equivale ao orvalho a pingar,
Então, contigo converso,
"Todo Cambia!"
O que quer mudar?
Levo em meu peito,
Tua casa e teu respeito.
Se me exilar aí,
Onde as folhas acobreiam antes de cair,
Serei refugiado consciente,
Que escolheu pra onde fugir...
Não vou negar que quero tua pele,
Embebida em canduras,
Livre de armaduras,
Para tocar.
Mas posso me contentar,
Com o abraço de alma,
Tua agridoce calma,
Pra me confortar.
Sei que minha verve desperdiço,
Que nada terei quanto a isso,
Mas deixe nascer a expectativa,
Manter-se minha inquietação ativa,
Mente viva.
E quero estar, no fim,
Entre as espécies do teu interno jardim.
Eu, ali,
Dente-de-Leão,
Entre pétalas,
Botões e Amores-perfeitos,
Efêmeras e singelas eternidades,
Que preservas no coração,
Por trás do que teu espírito, tão bom, tem feito...
Impossível.
Guardo em mim a saudação intensa,
Risível.
Exagerada,
Granada atirada contra o muro,
Obra e graça de amante desvairado e imaturo.
Desfaça-se de todos os conceitos que tem sobre mim,
Eu grito e te constranjo,
(não há outro modo de construir meu arranjo),
Pra saber o que te desnorteia,
E torcer para que me devolvas,
Um petardo que mude o cenário que me rodeia.
Não apreciando meu humor inconsequente,
Delinquente.
Saberei que serás mais um abismo, rocha,
Onde tropeço, e frequentemente,
Caio em deslizes,
"Psicogeográficos" acidentes
Falsas esperanças,
Em que quanto mais quero voar, mais crio raízes,
Novo precalço, tu me cansas.
No entanto, se aceitares que sou seu complemento reverso,
E que as árvores podem flutuar em meu universo,
Onde o pranto equivale ao orvalho a pingar,
Então, contigo converso,
"Todo Cambia!"
O que quer mudar?
Levo em meu peito,
Tua casa e teu respeito.
Se me exilar aí,
Onde as folhas acobreiam antes de cair,
Serei refugiado consciente,
Que escolheu pra onde fugir...
Não vou negar que quero tua pele,
Embebida em canduras,
Livre de armaduras,
Para tocar.
Mas posso me contentar,
Com o abraço de alma,
Tua agridoce calma,
Pra me confortar.
Sei que minha verve desperdiço,
Que nada terei quanto a isso,
Mas deixe nascer a expectativa,
Manter-se minha inquietação ativa,
Mente viva.
E quero estar, no fim,
Entre as espécies do teu interno jardim.
Eu, ali,
Dente-de-Leão,
Entre pétalas,
Botões e Amores-perfeitos,
Efêmeras e singelas eternidades,
Que preservas no coração,
Por trás do que teu espírito, tão bom, tem feito...
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
A primeira coroação
Adjetivos delicados,
Ela o dirigia.
Não era amor que ele sentia,
Nem queria,
Nem podia.
Nunca como antes
Ele se pôs a lamentar,
Ter nascido na na época e no lugar,
Mais inadequados que pode vislumbrar.
Queria tê-la olhado
Atravessar os caminhos
De pedras, calos, caminhos e coturnos compartilhados.
Uma das flores que ela cristalizou na eternidade,
Seu desejo, Objetivo,
Vontade.
De hoje em diante,
Ele se fez cavaleiro andante,
Para desobrigá-la a carregar o peso coativo,
O Autocontrole sufocante.
Ela o dirigia.
Não era amor que ele sentia,
Nem queria,
Nem podia.
Nunca como antes
Ele se pôs a lamentar,
Ter nascido na na época e no lugar,
Mais inadequados que pode vislumbrar.
Queria tê-la olhado
Atravessar os caminhos
De pedras, calos, caminhos e coturnos compartilhados.
Uma das flores que ela cristalizou na eternidade,
Seu desejo, Objetivo,
Vontade.
De hoje em diante,
Ele se fez cavaleiro andante,
Para desobrigá-la a carregar o peso coativo,
O Autocontrole sufocante.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Priscas Eras
Desde priscas eras
Tu reverberas quimeras,
E outras fantasias geras,
No interior do teu ser,
E cada uma delas,
Me fez saber quem tu eras
Antes de te conhecer.
Desde priscas eras,
Pronuncias palavras sinceras,
E obliteras,
Meu medo de tanto deslizes,
Que desconsideras.
Então, quando dizes,
Por alto, de tuas raízes,
Te invejo, me envergonho,
Pois profanei minhas podres matrizes.
Quando ouço,
Seu elogio me chamando de louco,
A honra me pesa,
Mas a rejeito pouco.
Desde Priscas eras
Me lembras as belas feras,
E que sonhei ser alguma.
O solitário lobo,
O furtivo tigre,
A noturna pantera,
O fauno de tua feérica terra.
E quero pensar
Em você levada pelo vento
Tal qual a leve pluma.
Tendo lembrança gravada em teus olhares cênicos,
Sobre o andino puma.
( "Matriz" de: Segundas Eras)
terça-feira, 6 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
24/01/2011
Amanhã aniversaria a Flor,
Hindu- Amazônica,
Híbrida, Icônica,
Universal,
Como a paz de Gandhi,
E a ópera de Manaus.
Penso que não crê em trindades,
(mesmo distinguindo duas)
Porém, mesmo quando se extenua,
Com as faculdades,
Ao final são tuas,
Duas das mais verdades,
Que sabe dominar.
Salvo engano,
Conhece Los Angeles,
(acho, tem família lá)
Pouco me conhece,
(tenho muito a dar?)
De palavras certas,
Verdades abertas,
Sabe o que é criar,
Destruir,
Conservar.
Não precisa de espada,
Muito menos de lança,
Já tem garantida,
A perseverança.
Sua jornada é múltipla,
E concomitante,
(Dizem: com isso se torna irritada e irritante)
Mas eu asseguro,
Nunca petulante.
E permanece,
Entre ir e volver,
Entre Almodóvar,
Cor,
Prazer.
Defende o amor igual,
Cálice-Cálice,
Graal-Graal.
Des- anarquiza um bando,
"Reti-Sente" o comando,
E seu peso final.
Lê as palavras de Caio Fernando,
Ao mundo, fica observando,
Vive, afinal.
O que impressiona
A mim,
Aqui,
Tão banal.
Hindu- Amazônica,
Híbrida, Icônica,
Universal,
Como a paz de Gandhi,
E a ópera de Manaus.
Penso que não crê em trindades,
(mesmo distinguindo duas)
Porém, mesmo quando se extenua,
Com as faculdades,
Ao final são tuas,
Duas das mais verdades,
Que sabe dominar.
Salvo engano,
Conhece Los Angeles,
(acho, tem família lá)
Pouco me conhece,
(tenho muito a dar?)
De palavras certas,
Verdades abertas,
Sabe o que é criar,
Destruir,
Conservar.
Não precisa de espada,
Muito menos de lança,
Já tem garantida,
A perseverança.
Sua jornada é múltipla,
E concomitante,
(Dizem: com isso se torna irritada e irritante)
Mas eu asseguro,
Nunca petulante.
E permanece,
Entre ir e volver,
Entre Almodóvar,
Cor,
Prazer.
Defende o amor igual,
Cálice-Cálice,
Graal-Graal.
Des- anarquiza um bando,
"Reti-Sente" o comando,
E seu peso final.
Lê as palavras de Caio Fernando,
Ao mundo, fica observando,
Vive, afinal.
O que impressiona
A mim,
Aqui,
Tão banal.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Dezenove fora, zero.
Nós,
Nos perdendo em labirintos,
Montando eternos cubos mágicos.
Você,
Se lembrando,
Lambendo as feridas,
Os olhos de sangue,
Rememorando a carnificina,
Executada dentro de tua mente,
Por quem mente,
Faz cair,
E nascer na alma uma escara,
Cicatriz, marca da hipócrita amazona,
Tirania caiçara.
Eu,
Me culpando,
Vejo tua imagem temendo,
Tuas pernas tremendo, bambeando,
Sem poder ser teu escudo,
Tua fortaleza,
Só tendo a morte como única certeza,
Sem conseguir te confortar,
Apático, emudecido.
Sigo mudo, sendo vencido,
Pelas pedras atiradas do mar.
Nos perdendo em labirintos,
Montando eternos cubos mágicos.
Você,
Se lembrando,
Lambendo as feridas,
Os olhos de sangue,
Rememorando a carnificina,
Executada dentro de tua mente,
Por quem mente,
Faz cair,
E nascer na alma uma escara,
Cicatriz, marca da hipócrita amazona,
Tirania caiçara.
Eu,
Me culpando,
Vejo tua imagem temendo,
Tuas pernas tremendo, bambeando,
Sem poder ser teu escudo,
Tua fortaleza,
Só tendo a morte como única certeza,
Sem conseguir te confortar,
Apático, emudecido.
Sigo mudo, sendo vencido,
Pelas pedras atiradas do mar.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Desafio VII: Sobras do pensamento
O que sobra do que penso?
Sombras do meu "Eu" suspenso...
Transpiro,
Tenso,
Suspiro,
Denso,
Respiro,
Intenso,
Me inspiro, ao todo, torto,
Propenso.
"Suspense!"
É o imperativo que convence,
E o hiperativo que recobre e desdobra,
E transforma a sobra,
Em obra.
Que jogada no chão,
Se arrastando como cobra,
Espera manuseio e manobra,
A fazendo voar, igual ao falcão.
Ombro contra ombro,
O assombro se recupera,
Recobra.
E embaixo de um escombro,
Meu mar de mágoas,
Faz água,
Se afoga,
Naufraga,
Afunda,
Soçobra.
E minha alma se inunda,
Abunda,
De vários valores saídos das sobras.
.
Sombras do meu "Eu" suspenso...
Transpiro,
Tenso,
Suspiro,
Denso,
Respiro,
Intenso,
Me inspiro, ao todo, torto,
Propenso.
"Suspense!"
É o imperativo que convence,
E o hiperativo que recobre e desdobra,
E transforma a sobra,
Em obra.
Que jogada no chão,
Se arrastando como cobra,
Espera manuseio e manobra,
A fazendo voar, igual ao falcão.
Ombro contra ombro,
O assombro se recupera,
Recobra.
E embaixo de um escombro,
Meu mar de mágoas,
Faz água,
Se afoga,
Naufraga,
Afunda,
Soçobra.
E minha alma se inunda,
Abunda,
De vários valores saídos das sobras.
.
sábado, 27 de agosto de 2011
Desafio VI: Noite.
Onde todos os gatos são pardos,
E as gotas d'água podem pesar como fardos,
Apreendo a aprendizagem,
Prendo o aprendizado.
Livro, liberto,
A libertinagem.
E outros conceitos que me deixam tonto,
Nascer vírgula,
Morrer dois-pontos.
Correr,
Escorrer,
Derramar em Cântaros o prazer.
Cânticos,
Pelos cantos,
Cantar.
Chegar ao limite do berro,
Encontrar, entrecortar e ter em conta,
A fera bela, firme como o ferro.
Só, Ali,
De ficar,
Solidifico o lido,
Lido, trabalho com o assimilar, absorver.
E direto,
De retidão,
Derreter.
O que sou e o que vou temer,
Escapando entre os dedos,
O fim da histeria que não surpreende,
Não (des)conserta
Paúra velha, de asfixia, vermelha.
O fim do medo,
Que subjuga, rende,
E não alerta,
Nem bem aconselha.
Dama predestinada a ser poema,
Não trema,
Temos a note,
Se agarre em mim,
E faço a guerra perecer, pequena.
E as gotas d'água podem pesar como fardos,
Apreendo a aprendizagem,
Prendo o aprendizado.
Livro, liberto,
A libertinagem.
E outros conceitos que me deixam tonto,
Nascer vírgula,
Morrer dois-pontos.
Correr,
Escorrer,
Derramar em Cântaros o prazer.
Cânticos,
Pelos cantos,
Cantar.
Chegar ao limite do berro,
Encontrar, entrecortar e ter em conta,
A fera bela, firme como o ferro.
Só, Ali,
De ficar,
Solidifico o lido,
Lido, trabalho com o assimilar, absorver.
E direto,
De retidão,
Derreter.
O que sou e o que vou temer,
Escapando entre os dedos,
O fim da histeria que não surpreende,
Não (des)conserta
Paúra velha, de asfixia, vermelha.
O fim do medo,
Que subjuga, rende,
E não alerta,
Nem bem aconselha.
Dama predestinada a ser poema,
Não trema,
Temos a note,
Se agarre em mim,
E faço a guerra perecer, pequena.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Desafio V: Máscara
A mente manifesta,
A máscara infesta,
A mente brilha, evidencia, sábia, livre, culta.
A máscara humilha, vicia, pedante e aprisionada, oculta.
Reconheça: não há ilusão,
Que esconda com a mão,
A boca que rumina,
Masca teu verbo ácido,
Querendo acordo tácito,
Legitimando a opressão.
Você me quer
Tendo como centro do mundo
Teu próprio ego,
Morbidez,
Olhar cego,
Rigidez
Mortificante ferimento,
Da pele contra o prego
E pregação
Mofino experimento,
Ao qual reajo
Com a incisiva negação.
É minha vez,
Lamento,
De gritar por reação:
Em alto e bom som, digo:
Sou a lucidez do perigo,
Teu amor, meu inimigo,
E você, sendo tudo o que o Belo não fez,
Só pode estar,
No perigo por trás da lucidez.
A máscara infesta,
A mente brilha, evidencia, sábia, livre, culta.
A máscara humilha, vicia, pedante e aprisionada, oculta.
Reconheça: não há ilusão,
Que esconda com a mão,
A boca que rumina,
Masca teu verbo ácido,
Querendo acordo tácito,
Legitimando a opressão.
Você me quer
Tendo como centro do mundo
Teu próprio ego,
Morbidez,
Olhar cego,
Rigidez
Mortificante ferimento,
Da pele contra o prego
E pregação
Mofino experimento,
Ao qual reajo
Com a incisiva negação.
É minha vez,
Lamento,
De gritar por reação:
Em alto e bom som, digo:
Sou a lucidez do perigo,
Teu amor, meu inimigo,
E você, sendo tudo o que o Belo não fez,
Só pode estar,
No perigo por trás da lucidez.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
60 dias...
Olho no espelho,
Me xingo,
Finjo ser Manhã de domingo
E em minha mente surgem,
Caindo como pingos,
Sons,
Melodias,
Canções.
Você, que faz em si caberem multidões,
Com sua grandeza,
Contradições,
Tradições, ações e contrações sinceras,
Deve ser capaz de entender,
O tipo de ser,
Que sou,
Que fui,
Que era.
O mesmo que só olha,
Admira,
Sorri
E desespera.
Deixe-me pensar que possuo as razões
Que ainda, ou um dia pude,
Te dar duas opções:
Pedindo pra trazeres pedras quentes,
Fazeres transgredir
Meu coração,
E sem expectativas,
Conseguir satisfação.
Ou me faça,
(Meu amado pássaro livre, alado)
Pensar que sigo teu encalço,
Quando sou eu que nessa caça
Reajo como um animal acossado.
Sem alma,
Sem ânimo,
Nem parece que já tive
Um silêncio obstinado,
Aparente calma,
Estado bem simulado,
Trancado,
No palácio dourado do pecado,
Sem Deus,
Eu
Acompanhado de pesares privados,
Barbarismos meus.
Me xingo,
Finjo ser Manhã de domingo
E em minha mente surgem,
Caindo como pingos,
Sons,
Melodias,
Canções.
Você, que faz em si caberem multidões,
Com sua grandeza,
Contradições,
Tradições, ações e contrações sinceras,
Deve ser capaz de entender,
O tipo de ser,
Que sou,
Que fui,
Que era.
O mesmo que só olha,
Admira,
Sorri
E desespera.
Deixe-me pensar que possuo as razões
Que ainda, ou um dia pude,
Te dar duas opções:
Pedindo pra trazeres pedras quentes,
Fazeres transgredir
Meu coração,
E sem expectativas,
Conseguir satisfação.
Ou me faça,
(Meu amado pássaro livre, alado)
Pensar que sigo teu encalço,
Quando sou eu que nessa caça
Reajo como um animal acossado.
Sem alma,
Sem ânimo,
Nem parece que já tive
Um silêncio obstinado,
Aparente calma,
Estado bem simulado,
Trancado,
No palácio dourado do pecado,
Sem Deus,
Eu
Acompanhado de pesares privados,
Barbarismos meus.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Desafio IV: Objeto mágico
Da última vez em que vesti a pulseira
Que encontrei quando era menino,
Procurei nova mitologia
Outro pertencimento,
Outro destino.
Um bracelete de dedos,
Expulsando a violência dos meus toscos arremedos
E tudo aquilo que das delícias me repele,
Eliminando as culpas
Através do suor da pele.
Depois do amuleto,
Para a lua voei,
E lá, cheguei,
Onde seus braços pareciam ramos,
Nos quais, caí, depois de um desmaio,
Encurvando minha cabeça e minha mente,
Para colher as flores de Maio.
Eu, que não sou nada além de fugidio refugo,
Não resisto, queimando no ar, poluindo,
Sendo parte e partícula daquilo que me angustia,
Ouvindo o riso que se transforma em lágrima a cada dia,
Mesmo tendo algumas coisas em que encontro alegria.
Anomalia nascida da contenção do vômito,
Do fracasso tragicômico,
Me escondo embaixo da sua sombra,
Árvore lunar, onde seus frutos são dons,
E deles, as sementes espalho,
Recolho em um edredom.
Purificado,
Sopro nuvens,castelos e edifícios,
E transformo em rituais
Os meus vícios.
Só me ensine a sobreviver,
Estou cansado de gargalhar com as mesmas pessoas
E sozinho sofrer,
Buscar, mais uma vez,
Uma fábula,
Um pertencer.
Já que na minha origem,
Não acho prazer, orgulho,
Tenho todos os quereres
E nenhum poder.
Enquanto isso,
Só posso ascender
Dominando meus medos
Com meu talismã e brinquedo,
Me comunicarei contigo,
Pelo bracelete de dedos.
( Inspirado Por: The Pretty Things "Bracelets Of Fingers")
Que encontrei quando era menino,
Procurei nova mitologia
Outro pertencimento,
Outro destino.
Um bracelete de dedos,
Expulsando a violência dos meus toscos arremedos
E tudo aquilo que das delícias me repele,
Eliminando as culpas
Através do suor da pele.
Depois do amuleto,
Para a lua voei,
E lá, cheguei,
Onde seus braços pareciam ramos,
Nos quais, caí, depois de um desmaio,
Encurvando minha cabeça e minha mente,
Para colher as flores de Maio.
Eu, que não sou nada além de fugidio refugo,
Não resisto, queimando no ar, poluindo,
Sendo parte e partícula daquilo que me angustia,
Ouvindo o riso que se transforma em lágrima a cada dia,
Mesmo tendo algumas coisas em que encontro alegria.
Anomalia nascida da contenção do vômito,
Do fracasso tragicômico,
Me escondo embaixo da sua sombra,
Árvore lunar, onde seus frutos são dons,
E deles, as sementes espalho,
Recolho em um edredom.
Purificado,
Sopro nuvens,castelos e edifícios,
E transformo em rituais
Os meus vícios.
Só me ensine a sobreviver,
Estou cansado de gargalhar com as mesmas pessoas
E sozinho sofrer,
Buscar, mais uma vez,
Uma fábula,
Um pertencer.
Já que na minha origem,
Não acho prazer, orgulho,
Tenho todos os quereres
E nenhum poder.
Enquanto isso,
Só posso ascender
Dominando meus medos
Com meu talismã e brinquedo,
Me comunicarei contigo,
Pelo bracelete de dedos.
( Inspirado Por: The Pretty Things "Bracelets Of Fingers")
sábado, 6 de agosto de 2011
Desafio III- Coragem
Tudo o que você conseguir ler,
Em mim e nesta paisagem,
Terá, querendo ou sem querer,
Alguma coisa a ver com coragem.
Algo que pode não ser fácil de notar
E depender muito da abordagem
Mas a valentia pode muito bem estar
Em admitir uma fraqueza,
Ou uma bobagem.
Minha coragem já teve tanto sua face mudada...
Sendo evidente,
Transparente,
Ousada,
Arriscada,
Atirada,
Bombardeada.
Ou agindo dissimuladamente,
Ocultando a mente,
Acanhada,
Camuflada,
Suspirada,
Pega emprestada,
Quase nascendo abortada.
Se bem me lembro,
Tudo começou a noite,
Em um domingo qualquer
De um já distante novembro...
Em vias de atingir total escuridão,
Uma única luz:
Da televisão...
Começava, então,
Sem retorno, uma viagem,
Onde componho o outro,
E a mim mesmo, consumo.
Onde essa ambígua audácia, na busca de outra imagem,
Atinge o supra-sumo.
Começo mudando a cor da letra,
Tom púrpura, vermelho cardinal,
Indicando unívoca significação,
De honrosa dedicação:
Para minha rainha,
Um memorial.
Ânimo na luta contra o tempo,
Meu eterno adversário,
Barrando um encontro, um momento,
Fazendo me culpar o (con)fuso horário.
Entusiasmo,
Beirando o biônico,
Capaz de dar nomes,
Curar casos crônicos,
Carregar planetas,
Cabeças,
Troncos,
Membros,
Para poder comemorar,
Bem mais os seus dezembros.
Refletir trocadilhos e tolices
Em todos os espelhos,
Esperar com tudo o que pude e disse,
Outro dos teus sagrados conselhos.
Defesa contra a morte ambulante,
Ou por nada, por tudo, pra sempre e nunca,
Apelar pra certo fetichismo,
"PseudErotiConcretismo" ,
Ou outro conceito candente,
Igual ao fogo e a estrela cadente,
Força, bravura, coragem,
Ingredientes que constroem a gente,
Já que deles, nós necessitamos,
Sempre,
Novamente.
Em mim e nesta paisagem,
Terá, querendo ou sem querer,
Alguma coisa a ver com coragem.
Algo que pode não ser fácil de notar
E depender muito da abordagem
Mas a valentia pode muito bem estar
Em admitir uma fraqueza,
Ou uma bobagem.
Minha coragem já teve tanto sua face mudada...
Sendo evidente,
Transparente,
Ousada,
Arriscada,
Atirada,
Bombardeada.
Ou agindo dissimuladamente,
Ocultando a mente,
Acanhada,
Camuflada,
Suspirada,
Pega emprestada,
Quase nascendo abortada.
Se bem me lembro,
Tudo começou a noite,
Em um domingo qualquer
De um já distante novembro...
Em vias de atingir total escuridão,
Uma única luz:
Da televisão...
Começava, então,
Sem retorno, uma viagem,
Onde componho o outro,
E a mim mesmo, consumo.
Onde essa ambígua audácia, na busca de outra imagem,
Atinge o supra-sumo.
Começo mudando a cor da letra,
Tom púrpura, vermelho cardinal,
Indicando unívoca significação,
De honrosa dedicação:
Para minha rainha,
Um memorial.
Ânimo na luta contra o tempo,
Meu eterno adversário,
Barrando um encontro, um momento,
Fazendo me culpar o (con)fuso horário.
Entusiasmo,
Beirando o biônico,
Capaz de dar nomes,
Curar casos crônicos,
Carregar planetas,
Cabeças,
Troncos,
Membros,
Para poder comemorar,
Bem mais os seus dezembros.
Refletir trocadilhos e tolices
Em todos os espelhos,
Esperar com tudo o que pude e disse,
Outro dos teus sagrados conselhos.
Defesa contra a morte ambulante,
Ou por nada, por tudo, pra sempre e nunca,
Apelar pra certo fetichismo,
"PseudErotiConcretismo" ,
Ou outro conceito candente,
Igual ao fogo e a estrela cadente,
Força, bravura, coragem,
Ingredientes que constroem a gente,
Já que deles, nós necessitamos,
Sempre,
Novamente.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Desafio II: Memória
Amnésia, por ele sempre temida,
A tal ponto de lhe fazer lembrar-se,
De qualquer época, mesmo não vivida.
O medo do esquecimento
Marcando sua existência,
Por isso, para todos,
Ele endereçava uma reverência,
E dedicava, com glória,
Quando alguém nele despertava
(E dignava)
Uma memória.
Já que só ela superava
A física permanência transcorrida,
Então, propagava,
Uma frase repetida:
"Recordação é vida".
Ao passado, ele chora,
O presente, enamora,
O futuro, ignora.
Já que para a sua crença,
Elaborou uma sentença:
-O por vir é só um permanente agora.
Nunca fez grandes coisas na verdade,
O que mais há em sua mente é a saudade.
Carrega um problema mal resolvido:
Não saber se foi querido,
Por quem o fez alcançar
O mais elevado e visceral estado de espírito sentido.
Reconhecer o afeto recebido,
É um irrealizável pedido?
A tal ponto de lhe fazer lembrar-se,
De qualquer época, mesmo não vivida.
O medo do esquecimento
Marcando sua existência,
Por isso, para todos,
Ele endereçava uma reverência,
E dedicava, com glória,
Quando alguém nele despertava
(E dignava)
Uma memória.
Já que só ela superava
A física permanência transcorrida,
Então, propagava,
Uma frase repetida:
"Recordação é vida".
Ao passado, ele chora,
O presente, enamora,
O futuro, ignora.
Já que para a sua crença,
Elaborou uma sentença:
-O por vir é só um permanente agora.
Nunca fez grandes coisas na verdade,
O que mais há em sua mente é a saudade.
Carrega um problema mal resolvido:
Não saber se foi querido,
Por quem o fez alcançar
O mais elevado e visceral estado de espírito sentido.
Reconhecer o afeto recebido,
É um irrealizável pedido?
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